Governo argentino denuncia Clarín e La Nacion


20/09/2010


O Governo argentino apresentará denúncia contra os jornais Clarín e La Nación aos tribunais de La Plata acusados pela Casa Rosada de terem sido cúmplices no sequestro e torturas sofridas por membros da família Graiver que, em novembro de 1976, venderam a empresa Papel Prensa aos diários.

O objetivo é que os donos dos jornais sejam condenados pela suposta compra irregular da empresa Papel Prensa, que atualmente abastece 75% do mercado de papel, e seus maiores acionistas são o Grupo Clarín e o La Nación.
 
O Governo Kirchner sustenta que os proprietários dos veículos teriam sido cúmplices na perseguição à família Graiver, versão respaldada por Lidia Papaleo de Graiver, viúva de David Graiver, herdeiro da Papel Prensa, que morreu num misterioso acidente de avião em 1976.
 
A denúncia inclui um pedido de “imediata detenção” da proprietária do Grupo Clarín, Hernestina Herrera de Noble; do principal acionista do grupo, Héctor Magnetto; e do Diretor do La Nación, Bartolomé Mitre.
 
Segundo o jornal Perfil, os donos do Clarín e do La Nación também serão denunciados por participação no sequestro e assassinato de Jorge Rubinstein, advogado de Graiver.
 
Em agosto último, Cristina Kirchner apresentou um relatório acusando os donos dos dois jornais de crimes de lesa-Humanidade, por terem adquirido ações da Papel Prensa ilegalmente.
*Com informações do Knight Center for Journalism.

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