12 de agosto de 2022


Fotógrafo é agredido por guardas na China


18/12/2017


Os presidentes da Coreia do Sul Moon Jae (esq.) e da China Xi Jinping

O governo da Coreia do Sul emitiu uma crítica formal contra Pequim após um fotojornalista sul-coreano ser agredido por 15 guardas chineses. Seul exigiu um pedido formal de desculpas pelo ato.

Segundo informações da Revista VEJA, o fotógrafo cobria a visita oficial do presidente Moon Jae-in à China. De acordo com informações da imprensa sul-coreana, as cenas violentas foram protagonizadas quando os guardas chineses tentaram restringir a entrada de jornalistas a um evento sobre comércio em Pequim.

Os guardas então teriam levado o fotojornalista para fora do local e o agredido de forma violenta enquanto seus colegas e outros jornalistas protestavam e tentavam impedir o ataque.

Informações do jornal Korea Joong-Ang Daily, os oficiais e seguranças presidenciais tentaram parar os guardas, que “socaram e chutaram o jornalista caído no chão”, mas acabaram agredidos no tumulto. De acordo com a agência de notícias Yonhap, o fotógrafo foi levado a um hospital e submetido a “cuidados intensivos”.

O governo da Coreia do Sul emitiu uma queixa formal endereçada à administração chinesa. Uma investigação inicial sobre o ocorrido mostrou que os guardas foram contratados pelos organizadores sul-coreanos do evento, mas estavam “sobre a liderança da polícia chinesa”.

Mais confusão

Durante a mesma viagem um fotógrafo do jornal Hankook Ilbo foi agredido e derrubado no chão por seguranças chineses enquanto tentava seguir seu presidente.

Essa não é a primeira vez que a China é acusada de violência contra jornalistas e de restringir a liberdade de imprensa no país. Em outubro, durante o Congresso do Partido Comunista, repórteres de diversosmeios de comunicação internacional foram impedidos de assistir ao discurso do presidente Xi Jinping.

Ficaram de fora do evento a BBC, o The Guardian, o Financial Times, o The New York Times, entre outros. A proibição aparentemente foi uma retaliação por conta da cobertura crítica destes veículos sobre a política chinesa.

A China atualmente ocupa o 176.º lugar no índice anual de liberdade de imprensa World Press Freedom, compilado pela Repórteres Sem Fronteiras. O país só perde para a Síria e o Turcomenistão.

 

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