Folha de S. Paulo culpa “cenário econômico” pelas demissões de jornalistas


Por Igor Waltz*

07/11/2014


O processo de demissões no jornal Folha de S.Paulo, iniciado na última terça-feira, 4 de novembro, já atingiu 13 profissionais de redação, conforme registra o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP). A direção do jornal alega que o corte no número de colaboradores ocorre em decorrência do atual cenário econômico do país. Entre os dispensados, estão os colunistas Eliane Cantanhêde e Fernando Rodrigues.

“O jornal realiza no final deste ano desligamentos pontuais, além de um corte nas despesas de custeio, a fim de ajustar o seu orçamento ao mau desempenho das receitas publicitárias, fruto da estagnação prolongada da economia brasileira”, alega o editor-executivo do jornal Sérgio Dávila.

Apesar do alegado motivo pelas demissões, tidas pelo veículo de comunicação como “rotineiras” (assim como processos de contratações), Dávila preferiu não informou, por exemplo, quantas das vagas serão repostas – segundo o sindicato, só dois dos 13 postos de trabalhos serão mantidos.

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo se reuniu na manhã da última quinta-feira, dia 6, com representantes da Folha. Segundo Presidente do SJSP, José Augusto Camargo, o jornal alegou que “se trata de uma readequação de quadros e que não serão efetuados novos cortes”. A ação do jornal, porém, é vista pela instituição como exemplo de subterfúgio de uma empresa que pensa somente na “ampliação de sua rentabilidade, mesmo sacrificando a qualidade do trabalho jornalístico”.

Até a última quarta-feira, dia 5, foram demitidos os repórteres Flávia Marreiro, ex-correspondente do jornal em Caracas, Eduardo Ohata, de “Esportes”; Ana Krepp, de “Cotidiano”; Lívia Scatena, de “Gastronomia”; Euclides Santos Mendes, Editor do “Painel do Leitor”; Samy Charanek, pauteiro de “Cotidiano”; Gislaine Gutierre, “Ilustrada”;  e Thiago Guimarães, coordenador adjunto da Agência Folha.

O jornal também realizou mudanças na redação. O pauteiro de “Poder”, Claudio Augusto, atende agora o caderno “Cotidiano”. Sem dar muitos detalhes, a Folha alegou aos funcionários que os cortes foram realizados por motivações econômicas.

*Com informações do Portal Imprensa e do Portal Comunique-se. 

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