Família de estudante assassinado em Botafogo sofre mais violência


Por Claudia Sanches*

16/10/2015


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O estudante de Biologia Alex Bastos (Foto: Reprodução)

O jornalista e Conselheiro da ABI Andrei Bastos e sua mulher Mausy Schomaker  sofrem mais uma agressão na luta contra a violência urbana desde que tiveram o filho assassinado, o estudante de Biologia Alex Schomaker Bastos, em janeiro deste ano.

Segundo o portal G1, a mãe da vítima estava a caminho do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para acompanhar a segunda audiência de William Augusto Nogueira e Anderson Leandro Bernardes, acusados pela morte do jovem.

Mausy contou que deixava o consultório de um dentista na Rua Ministro Viveiro de Castro, em Copacabana onde se preparava para pegar um táxi. Ela relatou que o episódio reacendeu ainda mais na família, antes do início da segunda audiência, o drama da morte do filho.

— Meu filho tomou seis tiros à queima roupa por causa de um celular. Hoje poderia ter sido eu. Juro que quero acreditar na cidadania, mas estou indo para o Tribunal com o coração acelerado e as pernas bambas. Meu Deus, quanta tristeza. A minha vontade é de gritar!

O pai de Alex Andrei Bastos mostrou um vídeo feito duas semanas antes da morte do filho, em que um suspeito rouba um celular de um pedestre em Copacabana, Zona Sul do Rio. Logo depois, aparece um outro comparsa. A polícia já teria recebido o vídeo e estaria investigando se os suspeitos são os mesmos que mataram Alex.

Um dos réus, Willian Augusto Nogueira, preso em junho, disse que foi torturado na Divisão de Homicídios. O outro relatou que policiais chegaram a ameaçar a família dele para que botasse a culpa pelos tiros em Willian. O outro alegou que sua família teria sido ameaçada de morte.

Durante audiência os pais de Alex classificaram como “covarde” a tentativa dos acusados de se esquivarem das acusações. A mãe do estudante Mausy Schomaker lembrou que teve o celular roubado a poucos quilômetros do ponto onde Alex morreu.

Os dois réus são acusados de latrocínio – roubo seguido de morte. O processo entrou em fase de alegações finais de defesa e de acusação e a sentença deve sair dentro de um mês.

Relembrando o caso

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A mãe de do estudante Mausy Schomaker e o pai Andrei Bastos, após julgamento dos réus (Foto: Reprodução/G1)

Alex Schomaker Bastos, 23 anos, estava saindo da Universidade Federal de do Rio de Janeiro em Botafogo quando foi abordado por criminosos. Segundo a polícia, ele reagiu e foi baleado.

A ação ocorreu pouco depois das 21h, perto de um ponto de ônibus. Segundo a polícia, o estudante tinha acabado de sair da faculdade, onde estudava biologia. Alex foi baleado depois que dois homens apareceram em duas motos, pediram a mochila dele e ele reagiu. Uma testemunha, que preferiu não se identificar, contou que levou um susto quando ouviu os disparos. Os dois suspeitos foram presos em junho de 2015. Desde a tragédia, os pais de Alex, Mausy Schomaker e o jornalista e Conselheiro da ABI Andrei Bastos, estão em uma campanha contra a violência urbana “Eu sou Alex”, inclusive nas redes sociais.  A pedido da família uma praça foi inaugurada no mês de agosto em Botafogo com uma placa em homenagem ao estudante. Andrei acredita nos protestos como forma de transformação: “Só a mobilização das pessoas e da cidadania é capaz de transformar a realidade e melhorar o mundo em que nós vivemos”.

Fonte: G1

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