Escoteiros e sociedade civil no combate ao Aedes Aegypt


Por Claudia Sanches

21/03/2016


foto escoeiros

Escoteiros se engajam na luta contra a dengue na Comunidade Morro Azul, Flamengo (Foto: Reprodução)

Articulados na luta contra o mosquito Aedes Aegypt, o Grupo Escoteiro do Mar Marquês de Tamandaré (116º/RJ), situado no Morro Azul, no bairro do Flamengo, promoveu, neste mês de março, mais uma ação de combate ao mosquito na própria comunidade.

Essa é a segunda edição da campanha, que tem apoio contínuo da Paróquia Santíssima Trindade. Os escoteiros contaram com a parceria da Associação dos Moradores do Bairro Azul (Amba) e do Centro Municipal de Saúde, que cedeu um médico, um biólogo e dois agentes de saúde. A iniciativa privada também colaborou com a doação de repelentes, sacos de lixo e luvas para a realização do evento.
Durante a mobilização, a equipe, composta por aproximadamente 60 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, realizou um trabalho que pode beneficiar os habitantes do Morro Azul e entorno. A inciativa também tem a parceria da Associação Brasileira de Imprensa, que também está engajada na batalha contra a epidemia.

8da32d28-f973-42ba-bf4b-9bef0be552c2O mutirão foi coordenado pelo diretor presidente do grupo de escoteiro Marquês de Tamandaré Juca Almeida. Segundo ele, o objetivo maior do projeto é a conscientização do perigo da reprodução do mosquito e os graves riscos das doenças causadas por ele e levar para as crianças e jovens a importância do seu papel dentro da sociedade, que é uma das metas do escotismo, que o grupo pretende resgatar:

“É o papel do escotismo. Seu principal objetivo é contribuir na formação de uma nova geração de cidadãos responsáveis, participantes e úteis à sociedade, conforme os princípios da promessa escoteira. O dever para com Deus, para o próximo e para a pátria são pontos constantes para reflexão sobre a vida”, explica Juca.

O primeiro  passo para realização do trabalho foi a elaboração de um levantamento estatístico através de questionário para identificar as áreas de maior incidência dos mosquitos na comunidade. Divididos em grupos, os jovens saíram pela comunidade  em busca de informação sobre as condições da comunidade.

IMG-20160322-WA0004Com o levantamento, a ideia é fazer um mapeamento que será encaminhado ao Centro Municipal de Saúde do Flamengo para se avaliar os locais de maior risco onde há mais focos do mosquito, mais criadouros e maior incidência da doença.

A ideia do projeto é aproveitar os princípios do escotismo para alertar a população e conscientizar as pessoas de que a responsabilidade também é delas. “Nosso objetivo é esclarecer os moradores do risco, não somente no dia de hoje, mas que elas se conscientizem do perigo real e estejam informadas sobre as simples ações que podem evitar uma tragédia maior. Hoje nossa equipe é a que tem a maior representatividade comunitária no Morro Azul”, informa Silvana Velloso,  assistente da tropa sênior do grupo. A próxima etapa do trabalho é fazer uma ação focada nas áreas identificadas.

Fabiano Bernardo de Freitas, conhecido como Babu, vice-presidente do grupo de Escoteiros destacou a relevância da participação da comunidade. Ele lembrou que mora há 42 anos na comunidade e descobriu durante o evento que não conhecia muitas áreas do Morro Azul. Para ele, a ação serviu de alerta para a real situação até então desconhecida – 50 casos de doenças causadas pelo mosquito. “Os escoteiros devem divulgar ainda mais sua atuação para que a participação dos moradores seja cada vez maior. Precisamos engajar mais as pessoas nessa campanha, que é de todos”, sugere Fabiano.

Os interessados em participar como voluntários do grupo 116 GEMar podem entrar em contato com Juca Almeida através do e-mail 116rjgemar@gmail.com.

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