Taty Almeida nasceu Lidia Stella Mercedes Miy Uranga em 28 de junho de 1930. Ela era professora e em 1953 casou-se com seu colega Jorge Almeida, com quem teve três filhos: Jorge, Alejandro e Fabiana.
Sua transformação em ativista teve origem em uma tragédia pessoal. Seu filho de 20 anos, Alejandro, um ativista político de esquerda, foi sequestrado em 1975 pela organização paramilitar de direita Triple A.
Alejandro, que cursava o primeiro ano de Medicina na UBA e trabalhava na agência de notícias estatal Télam, permanece desaparecido desde então, e Taty nunca conseguiu recuperar seus restos mortais.
A partir de 1979, ela se juntou às Mães da Praça de Maio, um grupo de mulheres que exigiam a verdade sobre o destino de seus filhos desaparecidos durante a última ditadura militar argentina (1976-1983).
Nos últimos anos, ela manteve uma postura abertamente confrontativa com o governo de Javier Milei em relação às suas políticas de memória, verdade e justiça, e foi uma das vozes centrais nos eventos do 50º aniversário do golpe cívico-militar, em março de 2026.
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