3 de dezembro de 2022


Empresas de tecnologia podem precisar de regulação


06/09/2018


O presidente da FCC Ajit Pai (Imagem: Reprodução)

O presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), Ajit Pai,  afirmou nesta terça-feira, 4, que pode estar chegando a hora de gigantes de tecnologia como Facebook, Twitter e Google serem mais transparentes sobre como elas operam – o que pode resultar em regulamentações mais rígidas. A declaração aconteceu um dia antes de audiências no Congresso com executivos do Twitter e do Facebook, sobre questões de transparência.

Ele disse que, nos últimos anos, essas empresas ofereceram pouca transparência sobre seus trabalhos. Em uma postagem na plataforma Medium, Ajit Pai listou uma série de decisões envolvendo diversos assuntos, como algoritmos, moderação, uso de dados e privacidade, que não são explicadas para os consumidores.

“O público merece saber mais sobre como essas empresas operam”, disse, “e precisamos pensar seriamente se chegou a hora de essas empresas cumprirem novas obrigações de transparência”.

O presidente da FCC não costuma se pronunciar sobre o assunto. Por mais que essas empresas de tecnologia usem as redes que a sua agência regula, ele não atua diretamente na regulamentação das companhias de tecnologia.

Ajit Pai tem um discurso semelhante ao do presidente Donald Trump, que disse que as empresas de tecnologia são tendenciosas contra os conservadores.

Departamento de Justiça. A declaração de Pai se somou a outro aceno do governo americano de que está pensando em regulamentar as empresas de tecnologia. Na quarta-feira, 5, o Departamento de Justiça  disse que realizou um encontro com procuradores-gerais de Estado para discutir preocupações de que as plataformas de redes sociais possam estar “sufocando intencionalmente a livre troca de ideias”.

No comunicado, o porta-voz Devin O’Malley disse que o departamento havia monitorado uma audiência do Comitê de Inteligência do Senado na quarta-feira, onde executivos do Facebook e Twitter defenderam suas empresas perante céticos legisladores. Muitos membros do Congresso criticam as plataformas de mídia social por não conseguirem combater os esforços estrangeiros para influenciar a política dos EUA.

“O procurador-geral convocou uma reunião com diversos procuradores estaduais neste mês para discutir uma crescente preocupação de que essas empresas possam estar prejudicando a competição e intencionalmente sufocando a livre troca de ideias em suas plataformas”, disse O’Malley em um comunicado.

Fonte: Estadão

 

 

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