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Edilson Martins doa seu acervo para o CPCDOC da FGV


15/05/2026


Por Ricardo Lessa, conselheiro da ABI

Pela primeira vez, o acervo de um jornalista será incorporado ao Centro de documentação da Fundação Getúlio Vargas, o CPDOC.

Na quinta-feira (14), Edilson Martins, que passou pelas redações do Jornal do Brasil, Manchete, Pasquim, entre outros, assinou o contrato de doação de seus registros para os cuidados do CPDOC.
São cerca de 5 .700 fitas e latas de filmes, mais cerca de 9 mil fotos reunidas ao longo de mais de 50 anos de cobertura da questão indígena e ambiental.

O acreano Edilson escreveu as páginas verdes em O Pasquim. Fez algumas entrevistas históricas, com Juruna, o primeiro indígena eleito para o parlamento brasileiro, e com Chico Mendes, pouco antes do assassinato dele.

Dirigiu 10 documentários, sendo que ” Chico Mendes” ganhou o prêmio Wladimir Herzog. Escreveu oito livros, entre eles “Nossos índios, nossos mortos”, best-seller nos anos 80 e reeditado no ano passado.

Aos 87 anos, o acreano Edilson comentou sobre a doação na sua página do Facebook: “Já posso bater as botas menos lacrimoso, sofrências minimizadas. ”

Sobre seu acervo diz: “É o resultado de uma caminhada de 50 anos de Índios, Amazônia, seringueiros, Chico Mendes, ribeirinhos, Dom Pedro Casaldáliga, mateiros, Villas Boas, conflitos sociais, rio Doce, Brasil, praticamente no seu todo”.