Dois jornalistas são presos suspeitos de tentar extorquir conselheiro do TCE


01/10/2015


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Jornalistas foram presos em Mato Grosso (Foto: Polícia Civil-MT)

Foram presos em flagrante, nesta quarta-feira (30), dois jornalistas que tentaram extorquir o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Antônio Joaquim, para supostamente não divulgar reportagens contra o conselheiro e contra o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) em dois jornais impressos.

Segundo a Polícia Civil os jornalistas Pedro Ribeiro e Laerte Lannes, dono dos jornais Página 12 e O Mato Grosso devem ser autuados por extorsão, com pena de quatro a 10 anos de prisão, por tentarem extorquir o conselheiro do TCE-MT, Antônio Joaquim.

Os dois jornalistas foram levados para a Delegacia de Roubos e Furtos, onde deverão ser interrogados durante a tarde. Em seguida, devem seguir para a audiência de custódia.

O TCE informou que cada um deles pedia R$ 25 mil, mais o fechamento do contrato de R$ 5 mil por mês para publicidade nos veículos de comunicação a partir do próximo ano, quando Antônio Joaquim assumirá a presidência do tribunal.

Segundo o defensor do conselheiro, José Antônio Rosa, os profissionais alegaram que foram contratados por um médico, que teria uma disputa por terras com Antônio Joaquim, para denegrir a imagem dele. Ao longo de quatro semanas, os jornais que seriam dos suspeitos noticiaram reportagens negativas sobre ele e o Tribunal.

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Cheques dados a jornalistas foram apreendidos (Foto: Carolina Holland/ G1)

“Eu entrei em contato com a polícia depois da primeira reunião com os dois e avisei a situação”, disse relatou o advogado, que armou o flagrante com a Polícia Civil. Ribeiro e Lannes foram ao escritório do defensor. Eles haviam acabado de receber um cheque no valor de R$ 10 mil de uma empresa do conselheiro.

O advogado chegou a gravar um vídeo de 18 minutos que revela o início das negociações com os jornalistas. A gravação foi feita na semana passada, no escritório dele. “Constatamos que os dois estavam em flagrante delito do crime de extorsão. Exigiram que a vítima complementasse o valor e pediram mais R$ 30 mil”, declarou o delegado Marcel Gomes de Oliveira.

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