9 de agosto de 2022


Direitos humanos anunciam julgamento de Jornalista americano no Irã


Por Claudia Sanches

03/06/2015


jasonO vice-secretário-geral do Alto Conselho para os Direitos Humanos do Irã, Abadi Kazem Gharib, informou que libertará o jornalista americano Jason Rezaian, 39, se o tribunal do país decidir absolvê-lo no próximo julgamento. Jason Rezaian foi detido com sua esposa em julho de 2014 em sua casa em Teerã.

O correspondente do Washington Post é acusado de “espionagem, colaboração com governos hostis, de obter informações confidenciais e de propaganda contra a República Islâmica”.

Abadi Kazem Gharib garantiu que “Rezaian será julgado em um tribunal justo”:

— Tem advogado e tudo o que precisa para se defender e se o tribunal considerar que ele é culpado, responderá pelo crime. Se não, será liberado.

O vice-secretário acrescentou que a profissão de Rezaian não influencia no processo e que ele deve ser julgado “como uma pessoa que infringiu a lei”

— O problema é que muitos países, quando julgam alguém como ele, não o fazem em função de sua atividade profissional. Neste caso, estão fazendo propaganda e enfatizando que o Irã o julga por ser um jornalista.

A esposa de Rezaian, a jornalista iraniana Yeganeh Salehi, foi libertada enquanto seu marido, correspondente do Washington Post, segue presohá  mais oito meses.

Jason Rezaian, iraniano-americano que desde 2012 trabalhava para o Post em Teerã, e sua esposa, colaboradora do jornal dos Emirados Árabes The National, foram detidos em 22 de julho como parte de uma questão ligada à segurança da república islâmica. Yeganeh Salehi, de 30 anos, foi libertada sob fiança. A família de Yeganeh agradeceu a libertação da jornalista e disse esperar a libertação de Rezaian.

Na época, o diretor-geral do departamento de meios de comunicação estrangeiros no ministério iraniano da Cultura, Mohamad Kushesh afirmou que espera que Jason Rezaian fosse libertado em breve. O funcionário disse que está fazendo o possível para que a justiça também liberte o jornalista, embora isso “não dependa do ministério da Cultura”.

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