Dilma considera “inadmissíveis” alterações no Wikipédia


Por Igor Waltz*

11/08/2014


Dilma Roussef (Foto: Wilson Dias /Agência Brasil)

Dilma Roussef (Foto: Wilson Dias /Agência Brasil)

A presidente Dilma Rousseff classificou como “inadmissível” o uso da rede de internet do Palácio do Planalto para alteração de perfis de jornalistas na enciclopédia online Wikipédia. A declaração foi dada no último sábado, dia 9 de agosto, em um evento de campanha na região metropolitana de São Paulo.

Candidata à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma disse ter determinado à Casa Civil uma investigação com a participação do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), do Ministério da Justiça, da Polícia Federal, da Secretaria-Geral da Presidência e da Controladoria-Geral da União (CGU). “Eu, particularmente, acho, pela experiência que a gente sabe que existe, que é possível descobrir. Não vou chegar e falar ‘vai ser descoberto’, mas acho que é possível descobrir”, acrescentou.

De acordo com o jornal O Globo, os verbetes sobre os jornalistas Míriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, ambos da Rede Globo, foram alterados, em maio de 2013, a partir da rede de internet do Palácio do Planalto. Foram incluídas críticas às atuações dos profissionais como comentaristas econômicos.

A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) repudiou o uso de equipamento do Planalto e disse que as mudanças foram promovidas por um número de rede também usado para wifi. A Secretaria-Geral da Presidência da República disse que será realizada uma investigação com prazo de 60 dias para ser concluída.

“A pessoa que fez isso fez dois males: para as pessoas afetadas e para nós, o governo. O problema aí foi ter usado o IP do Planalto. Se a pessoa faz isso da casa dela, é um problema dela, mas aqui foi usado um bem público”, disse o ministro da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho.

Dilma lembrou que já teve o e-mail invadido. “O meu e-mail foi pirateado, a minha conta era UOL. Abriram meu e-mail, abriram totalmente meu e-mail, no final da campanha de 2010, ou no início, não me lembro ao certo. Eu repudio integralmente esse tipo de ação, como o fiz diante de todos os vazamentos”.

* Com informações do jornal O Globo, da EBC, Portal Comunique-se.