9 de agosto de 2022


Dicas: protestos e Baile Charme no Dia da Consciência Negra


19/11/2021


Por Vera Perfeito, diretora de Cultura e Lazer da ABI

Protestos e manifestações culturais  dominam o Dia da Consciência Negra

Além dos protestos Fora Bolsonaro no Dia da Consciência Negra, às 13h, no Viaduto de Madureira (que terá também de volta o Baile Charme, às 21hs), no Rio haverá mais de 70 atividades e a cidade, pela primeira vez, sediará um mês inteiro de ações voltadas à pauta antirracista dentro do programa  Novembro Negro Rio 2021. Em Santa Luzia, na Paraíba, o Cineclube Silvio Tendler  faz uma retrospectiva do cinema negro hoje.Tem também musical com a obra de Cazuza, o Cazas de Cazuza no Vivo Rio. A pauta do ABI Esportes é a Copa Libertadores e o Cine Macunaíma exibe o documentário sobre o geógrafo baiano Milton Santos, preso na ditadura. E mais: festivais de cinema, de dança e de filmes (Cry Macho, com Clint Eastwood, no Now, custa caro: R$49,90), filmes de ópera e séries como Yellowstone (Paramount+), Sucession(HBO) e The Morning Show (Apple TV). Livros como Os Moteis e o Poder, A história da música brasileira em 100 fotografias e da Era de Ouro da Crônica brasileira com Vinicius, Rubem Braga , Stanislaw,  Antonio Maria e muitos outros alegram sua semana. Tem também lançamentos de discos, muitos shows de MPB, um tributo a João Gilberto on line, além de música clássica, peças teatrais, a reabertura do Amarelinho com o Samba do Trabalhador e do Bar do Serginho, em Santa Teresa. Roberta Miranda faz show em São Paulo e homenageia Marília Mendonça. Faça seus passeios, curta shows de rock (não passa de moda) junto com seus filhos (as dicas estão em Lazer) mas continue de máscara e sem aglomeração. Boa semana.

NA ABI

Segunda-feira

19h30 – ABI Esportes: Palmeiras e Flamengo disputam no sábado, 27/11, no Uruguai, a conquista  da 61ª Copa Libertadores da América e o ABI Esporte convidou os jornalistas Roberto Falcão, Roberto Assaf e Paulo Massini para uma troca de ideias sobre a partida, a organização do evento e outros detalhes. Pela terceira vez, a Conmebol realiza o jogo final da Libertadores, em partida única, agora no estádio Centenário, em Montevidéu. O programa é apresentado, ao vivo, às 19h30, pelo jornalista Marcos Gomes. Roberto Falcão foi oficial de mídia da Conmebol nas temporadas de 2019 e 2020, tendo atuado na última final da Libertadores entre Palmeiras e Santos, no Maracanã. Autor de 18 livros, Roberto Assaf trabalhou em vários veículos, cobriu Copa do Mundo e foi professor universitário. Ele conhece como poucos a história do Flamengo. Comentarista do canal Bandsports, Paulo Massini trabalhou nas rádios Globo/CBN (SP) , cobriu Copa do Mundo e Libertadores, sendo muito bem informado sobre o Palmeiras. O programa vai ao ar pelo canal da ABI no Youtube – bit.ly/3uZn84f.

Terça-feira

19h30 – O Cineclube Macunaíma continua hoje com o Festival Silvio Tendler, e exibirá, semanalmente, às terças-feiras, filmes do cineasta até 14 de dezembro. Hoje, irá ao ar o filme sobre o geógrafo Milton Santos abordando os problemas da globalização sob a perspectiva das periferias. Acompanhe a entrevista com o geógrafo baiano Milton Santos, gravada quatro meses antes de sua morte. Milton Santos é um intelectual que, por suas ideias e práticas, inspira o debate sobre a sociedade brasileira e a construção de um novo mundo. Às 19h30, haverá debate com Silvio Tendler, o crítico de cinema Rodrigo Fonseca, além dos geógrafos Carlos Walter Porto-Gonçalves e José Borzacchiello da Silva. Assista pelo canal da ABI do YouTube, a partir das 10h de hoje até segunda-feira.

Quinta-feira

19h30 Rumos do Jornalismo  com apresentação da jornalista Andrea Penna, diretora de Jornalismo da ABI. Pelo canal da Associação Brasileira de Imprensa do YouTube.

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

O dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, foi estabelecido em razão de ter sido o marco em que Zumbi dos Palmares – líder da resistência negra durante o regime escravista brasileiro que durou, oficialmente, entre 1530 e 1888 – foi assassinado, em 1695. O objetivo da data que foi instituída no território nacional nos anos 1970 é refletir sobre a igualdade racial, equidade de direitos e a inserção das maiorias minorizadas nos mais diversos setores sociais.

Com mais de 70 atividades, a cidade sediará um mês inteiro de ações voltadas à pauta antirracista: o Novembro Negro Rio 2021. Estão previstas atividades culturais, como homenagens a personalidades negras nas estações do BRT e VLT, cursos, rodas de samba e bailes de black music. A programação completa pode ser conferida no site da prefeitura.

Aos sábados tem o Circuito da Herança Africana, visitas guiadas pela região da Pequena África, na Zona Portuária do Rio, passando por seis pontos que remetem à vida dos africanos e seus descendentes.

 

ATIVIDADES

Hoje, às 19h – Áurea Martins no Teatro Ruth de Souza (Santa Teresa); às 21hFunk Dj Vinil: Rivalzinho (Cinelândia).

Amanhã, às 10h – Maracatu com Baque Mulher  no Busto do Zumbi(Centro); às 11hTerreiro Crioula (Padre Miguel); às 15h, Zumbi (Padre Miguel); às 21hBaile Charme (Viaduto Madureira);

Domingo, às 10h – Batalha dos Barbeiros (Madureira);

dia 22, às 15h – Afoxé (Marechal Ancora); às 18h30Teatro Fazolla Cia Cerne: Muhcab (Rua Pedro Ernesto 80, Gamboa); às 20hSamba – Tributo Zé Ketti: Muhcab (Rua Pedro Ernesto 80, Gamboa);

dia 25, às 18h – Roda de Samba: Muhcab (Rua Pedro Ernesto 80, Gamboa); às 18hNós do Morro + oficina: Teatro Ruth de Souza (Santa Teresa); dia 26, às 18h – Roda de Samba: Muhcab (Rua Pedro Ernesto 80, Gamboa); às 18hNós do Morro + oficina: Teatro Ruth de Souza (Santa Teresa); dia 27, às 11h – Verão Madureira; às 18hNós do Morro + oficina: Teatro Ruth de Souza (Santa Teresa); às 16h – Roda de conversa: Leandro Vieira e Helena Teodoro: Muhcab (Rua Pedro Ernesto 80, Gamboa); dia 28, às 13h – Roda de Samba (Pavuna); às 15h, –Afoxé: Febarj (Av. Mem de Sá 37, Centro); às 21h – Baile Funk da Antiga: Bangu Atlético Clube (Bangu); dia 26, às 18h – Roda de Samba: Muhcab (Rua Pedro Ernesto 80, Gamboa); às 18hNós do Morro + oficina: Teatro Ruth de Souza (Santa Teresa); dia 27, às 11h – Verão Madureira; às 18hNós do Morro + oficina: Teatro Ruth de Souza (Santa Teresa); às 16h– Roda de conversa: Leandro Vieira e Helena Teodoro: Muhcab (Rua Pedro Ernesto 80, Gamboa); dia 28, às 13h – Roda de Samba (Pavuna); às 15h, – Afoxé: Febarj (Av. Mem de Sá 37, Centro); às 21h – Baile Funk da Antiga: Bangu Atlético Clube (Bangu).

Retrospectiva do Cinema Negro

19h30 HOJE O Cineclube Silvio Tendler de Santa Luzia (Paraíba – em Serra Talhada) faz uma retrospectiva do cinema negro, comemorando também os 150 anos do município. Programa: Aruanda (Linduarte Noronha), Talhado ( Aderivaldo Nóbrega), Talhado: arte e resistência(Laena Antunes), Rita, preta da Paraíba ( Diovanne Filho). Haverá debate com Aderivaldo Nóbrega, Diovanne Filho, Lana Antunes, Janaína Santos (Quilombo do talhado) e João Lima Gomes (Café Cultural). Mediação de Carmélia Reynaldo. No canal do Café Cultural (youTube.com/cafecultural e is.gd/cafeicultura).

TELEVISÃO

 

TV GLOBO  

Quanto Mais Vida, Melhor !- 2ª feira – 19h30 é a estreia de uma nova telenovela brasileira produzida e exibida pela TV Globo e que estreia hoje, substituíndo a reprise de Pega Pega. Quatro personagens que não se conhecem ganham uma nova chance após se envolverem em um acidente aéreo. A presença da Morte, que aparece pessoalmente para dar essa “chance” ao grupo, foi tratada de maneira lúdica, garantiu o autor da trama, Mauro Wilson. No elenco estão Mateus Solano, Giovanna Antonelli e Vladimir Brichta.

Expedição RioDescubra o Rio que o Rio não conhece. Conheça moradores que vivem da pesca, do turismo e descendentes de escravizados. A partir de amanhã , Expedição Rio! Um programa especial na TV Globo Rio, durante cinco tardes de sábado, sempre depois do Jornal Hoje.

Falas negras Edição do Falas Negras deste ano traz histórias inspiradoras de cinco personagens anônimos de diferentes cidades do país.O Falas Negras celebra nesta edição a força e a potência do trabalho da população preta com as histórias inspiradoras de cinco personagens anônimos de diferentes cidades do país. São pessoas que fazem a diferença em suas áreas e nem sempre têm o devido reconhecimento. A edição deste ano propõe uma reflexão sobre a persistência de um imaginário que, geralmente, relaciona pessoas negras a profissões de salários mais baixos e de pouco reconhecimento. O especial vai ao ar na TV Globo no sábado, 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, após Um Lugar ao Sol. Também será exibido no GNT, dia 22 de novembro, logo após o Papo de Segunda, e no dia 26 no Canal Brasil, às 19h10.

Domingão do Huck – no dia 21, o programa conta a história de Raimundo José Leite. O jovem de 28 anos nasceu e vive no Quilombo Rampa, no interior do Maranhão e, em 2017, criou a “TV Quilombo”, perfil nas redes sociais onde posta vídeos sobre a história da comunidade e seus moradores. Há sete meses, Raimundo conseguiu realizar outro sonho: fundou a rádio Quilombola FM 105.9, “A Medonha”, sucesso na comunidade e em quilombos próximos. Todo o trabalho é feito voluntariamente por 35 jovens da região. Luciano e Raimundo fazem uma expedição ao Norte do Pará, região mais protegida da Amazônia e onde se concentram 80% das áreas de territórios quilombolas do país, para, em uma produção com a “TV Quilombo”, contar a história daquele lugar e mostrar como esses povos ajudam a preservar a floresta local.

 

22h TV CULTURARoda Viva: Anielle Franco, diretora do Instituto Marielle Franco, será entrevistada no programa em comemoração ao Dia da Consciência Negra.

18h30 MULTISHOWGrammy Latino 2021 Os melhores momentos da premiação serão exibidos neste no domingo (21). Os premiados foram anunciados na quinta-feira em cerimônia de premiação no MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas. Na pré-cerimônia do Grammy Latino 2021 Ivete Sangalo, Paulinho da Viola e Zeca Baleiro levaram prêmios em categorias brasileiras de álbum de música de raízes, álbum de samba e álbum de MPB, respectivamente. Anavitória foram premiadas nas duas categorias que concorriam: melhor canção em língua portuguesa, por “Lisboa”, e melhor álbum pop contemporâneo por “Cor”. Marília Mendonça estava indicada na categoria melhor álbum sertanejo por “Patroas”, com Maiara & Maraisa, mas o prêmio foi para a dupla Chitãozinho e Xororó. A cantora que morreu em um acidente aéreo no dia 5 de novembro ganhou o Grammy Latino na mesma categoria com “Todos os Cantos”, em 2019.A atriz Carolina Dieckmann que apresentava a parte brasileira da cerimônia puxou uma salva de palmas para a cantora sertaneja.

FESTIVAIS DE CINEMA

6ª Mostra do Cinema Chinês em São Paulo do Instituto Confúcio da UNESP

Até amanhã ainda estarão em exibição dois filmes chineses 100% on-line, gratuito e com legendas em português. Basta você se inscrever e receberá o link de acesso exclusivo em seu email para as exibições. Acompanhe a programação também pelo instagram do InstitutoConfucio.

Com a curadoria de Wang Yao, pesquisador-assistente do Instituto de Cultura Cinematográfica da China da Academia de Cinema de Pequim, os filmes abordam questões sociais ligadas ao zeitgeist atual, com o objetivo de alimentar o intercâmbio cultural entre os dois países e construir uma cultura de positividade.

Os filmes são:

O enigma da chegada (disponível até amanhã) – de SONG Wen– Nos anos 1990, quatro amigos se apaixonam por uma mesma menina: Dongdong. Depois de roubarem o combustível de um barco, eles sofrem retaliações e, como resultado, Dongdong desaparece misteriosamente. Anos mais tarde, os quatro se reencontram e são forçados a confrontar o passado e a verdade sobre o desaparecimento da garota.

Turbilhão (disponível até amanhã) – GAN Jianyu – Desesperado por dinheiro depois de perder no jogo mais uma vez, Liu aceita participar de um esquema que revende um carro não registrado. O golpe, aparentemente simples, se complica quando ele encontra uma menina no porta-malas do veículo. Prêmios: Indicado a Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de Xangai, Indicado ao Melhor Ator Coadjuvante no Festival Internacional de Cinema de Macau, Indicado ao Prêmio do Júri para Melhor Filme no Beijing Student Film Festival, 2020.

FILMES

 

Cineclube Silvio Tendler

Sympla Playa nova montagem de Esperando Godot  de Beckett por Zé Celso Martinez Corrêa, foi filmada por Monique Gardenberg durante a pandemia, já está disponível nesta plataforma.

TV GLOBO – Novembro terá uma seleção de filmes especiais ao longo do mês da Consciência Negra. A TV Globo exibe uma seleção especial de filmes ao longo do mês da Consciência Negra. Em novembro, todas as sessões terão produções com protagonistas negros ou que abordem a temática negra: HOJE Sessão da Tarde – ‘MIB Homens de Preto 2’; Amanhã  (Dia da Consciência Negra) – Sessão de Sábado – ‘Mudança de Hábito 2: Mais Loucuras no Convento’ ; Supercine – ‘Doutor Gama’ – Inédito na TV aberta; Domingo – Temperatura Máxima – ‘Pantera Negra’ e Domingo Maior – ‘O Protetor’; Segunda-feira – Tela Quente – ‘Educação’; Quarta – Sessão da Tarde – ‘Mãos Talentosas – A História de Bem Carson’; Sábado (27/11) – Supercine – ‘Sobre Ontem à Noite’; Domingo – 28/11– Domingo Maior – ‘Dupla Explosiva’ e Cinemaço – ‘O Sequestro do Metrô 1 2 3’; Segunda – 29/11- Sessão da Tarde – ‘Beleza Oculta’ e Tela Quente – ‘Infiltrado na Klan’.

 

A crônica francesa começa relatando a morte de Arthur Howitzer Jr. (interpretado por Bill Murray), o editor de uma revista de reportagens caprichadas, na linha da New Yorker. Em seu testamento, Howitzer exige que a revista seja extinta após uma última edição que trará apenas seu obituário e alguns dos melhores textos publicados no passado. O filme, então, se divide em quatro tramas para mostrar como essas antigas reportagens foram apuradas, qual o estilo dos repórteres e como Howitzer adorava seus jornalistas e os incentivava nas mais estranhas escolhas.Nenhuma dessas quatro histórias, contudo, é lá muito impactante. “A crônica francesa” acaba se destacando mais pelo o que a gente já espera do diretor, as tais boas características de seus filmes. São os planos que enquadram a cena na perpendicular, com pouquíssimos movimentos de câmera. É uma linda paleta de cores que dá um tom envelhecido à tela. É o tom cômico discreto e ao mesmo tempo absurdo. É a seleção de atores famosos que sempre retornam na obra do diretor, às vezes em papéis minúsculos. Nos cinemas.

Netflix Identidade: filmado em preto e branco e estrelado por Tessa Thompson e Ruth Negga, o drama “Identidade” (Passing) – que acaba de chegar ao menu da Netflix – aborda questões raciais nos EUA do final dos anos 1920. O interessante longa, que marca a estreia de Rebecca Hall na direção e se baseia no romance de Nella Larsen (lançado originalmente em 1929 e somente este ano no Brasil), parte do reencontro de duas amigas de colégio, negras de pele clara e com realidades bem distintas, no café de um hotel. A primeira interpreta Irene, uma dona de casa que leva uma vida confortável, é casada com um médico negro bem-sucedido (revoltado com o racismo nos States, ele quer se mudar com a família para o Brasil !!!) e faz caridade promovendo eventos da ‘Liga Negra’. A outra, Clare, a descolada e sedutora “loura”, foi criada no Harlem, como a amiga, se passa por branca, mas quer retomar o contato com suas origens, a despeito do marido, um banqueiro branco e racista. O conflito entre as duas é a espinha central da bem-estruturada trama. A ótima trilha é assinada por Dev Hynes.

Hitler Uma Carreira (1977 -2h30) – Este documentário mostra como o talento de Adolf Hitler para manipular e vender sua imagem o levou de suas origens humildes ao domínio do seu país e além. Diretores: Christian Herrendoerfer e Joachim Fest e escrito por Fest, um historiador alemão.

Festival de Filmes de Ópera será realizado até 24 de novembro com projeções ao ar livre no Parque Lage. O evento faz sua sexta edição contando com a já tradicional estrutura em forma de tenda montada, formando uma espécie de teatro a céu aberto, com direito a cadeiras reclináveis e som e imagem de qualidade. Em paralelo às récitas, o evento realiza também na tenda do Parque Lage um ciclo de  palestras com entrada franca amanhã e domingo. O festival convida o público a explorar a riqueza e a diversidade da ópera.

17h – 20 NOV COMO EXPRESSAR SUA RAIVA MUSICALMENTE? MOZART RESPONDE – Ministrada por Laura Rónai. Nessa palestra serão analisadas as características principais de duas árias (nº4 e nº17) da ópera “Le Nozze di Figaro”; 17h – domingo –  A REDESCOBERTA DA OBRA-PRIMA ESQUECIDA DE LUIGI ROSSI: O PALACIO ENCANTADOVídeoconferência ministrada por Leonardo García Alarcón. O Maestro fala seu trabalho com Fabrice Murgia, e sobre como ressuscitou esta ópera num contexto tão peculiar para poder oferecer ao público esta obra-prima da arte lírica, verdadeira celebração festiva da arte total.  Também no domingo, às 19h, será projetada a ópera Les Indes Galantes, da Ópera de Paris, cujo maestro é também Alarcon. A récita tem libreto de Luis Fuzelier e foi encenada pela primeira vez no Theâtre du Palais Royal em 1735. O diretor é Clément Cogitore. RÉCITAS – FESTIVAL ÓPERA NA TELA – Ingressos à venda no local ou no site Sympla. Valores: R$28 inteira; R$14 meia-entrada. A récita tem libreto de Luis Fuzelier e foi encenada pela primeira vez no Theâtre du Palais Royal em 1735. O diretor é Clément Cogitore.

 O evento, que também tem programação em streaming, põe o público em espreguiçadeiras diante de uma tela gigante que vai exibir 11 récitas europeias, uma Gala do Teatro Alla Scala de Milao com cantores consagrados e o balé “O corcunda de Notre Dame“, da Ópera de Paris, com coreografia do Roland Petit.Baseado no romance de Victor Hugo, o balé “O corcunda de Notre Dame”, reencenado por Luigi Bonino com coreografia de Roland Petit, tem exibição marcada para hoje (19), às 19h.Outro destaque da programação é “O palácio encantado”, de Luigi Rossi, encenada pela primeira vez em 1642, em Roma. A récita ficou esquecida durante 380 anos na biblioteca do Vaticano, sendo redescoberta pelo maestro Leonardo Garcia Alarcon. A nova encenação criada pela Ópera de Dijon, com 16 solistas, diversos coros e dezenas de bailarinos, será exibida na tela do Parque Lage no dia 22 de novembro, às 19h (segunda-feira).

SALA 4 CARBONEXT – Inauguração da Sala Carbonext e os títulos em cartaz – a sala foi inaugurada ontem: ola@news.filmefilme.com.br .

Em parceria com a Carbonext, foi  inaugurada a Sala 4 — Carbonext. Durante todo o mês de novembro, a sala especial exibirá documentários com foco no planeta e em sustentabilidade. Afinal, urgentemente precisamos conscientizar a todos de que a mudança se faz no presente para que possamos viver plenamente no futuro. Todos nós devemos fazer a nossa parte e o primeiro passo é o aprendizado.

Conheça abaixo os títulos que estarão em cartaz:

Microtopia – dirigido por Jesper Wachtmeister.Uma apresentação dos sonhos em diferentes cenários temporais e espaciais. Diversos artistas, arquitetos e construtores de diferentes partes do planeta propõem soluções para itens aparentemente inutilizáveis, de maneira a repensar o modo de vida.

Journey to the Safest Place on Earthdirigido por Edgar Hagen. Um documentário que discute a enorme quantidade de resíduos radioativos e barras de combustível irradiado sendo armazenadas em vários locais do planeta.

Thank you for the rain– dirigido por Julia Dahr. O pequeno fazendeiro Kisilu, usando sua câmera, registra sua família, a aldeia onde vive e captura também os impactos que as mudanças climáticas causam na região. Desde inundações, secas e tempestades até, principalmente, os efeitos dessas mudanças nos seres humanos.

Land Grabbing – dirigido por Kurt Langbein. Um documentário poderoso que examina o que acontece quando governos e organizações decidem tomar terras de cidadãos particulares para usar para fins de poder e lucro.

SÉRIES

Paramount+Yellowstone: chegou a quarta temporada da série estrelada por Kevin Costner (também produtor). No fim do último capítulo da temporada anterior, Beth (Kelly Reilly) recebeu um pacote contendo uma bomba que explodiu. Kayce (Luke Grimes) foi surpreendido por uma atirador. E John Dutton ( Costner), foi atingico por alguém armado em uma estrada deserta, ficou estirado no asfalto, sem socorro à vista. Era uma intenção clara de extermínio dos Dutton já que eles têm inúmeros inimigos. Na quarta temporada a trama começa onde parou. Mas para encurtar o que acontece, focamos em Beth que responde bem a um garoto que lhe pergunta o que lhe aconteceu quando está em um hospital. Ela diz: “o século XXI”, referindo-se à especulação imobiliária e aos conflitos da família com as tribos indígenas.

Amazon Prime VideoA roda do tempo (a partir de hoje): ambientada na Alta Idade Média, a produção é baseada na série de 14 livros da fantasia homônima de Robert Jordan e Brandon Sanderson, que já vendeu mais de 90milhões de cópias. Na trama, a vida de cinco jovens mudam quando Moraine (Rosamund Pike), uma mulher poderosa e membro de uma organização feminina chamada Aes Sedai, chega à pequena cidade de Dois Rios dizendo que um deles foi prpfetizado como o Dragão Renascido, que salvará ou destruirá a Humanidade. Ambientada em um mundo éoico, onde a magia sbressai e apenas algumas mulheres têm permissão para acessá-la, a temporada acompanha Moraine e os cinco jovens em uma perigosa jornada. Já está prevista a segunda temporada e os produtores dizem que pode chegar a dez. A ver.

Globoplay

Aruanas: Lázaro Ramos estará na segunda temporada da série que chega ao canal na quinta-feira, tendo Taís Araújo, sua mulher, como uma das protagonistas. Os novos capítulos abordam a tragédia da poluição urbana, e o casal aparece junto em apenas uma cena. O ator Lima Duarte tabém participa como um cidadão conhecido em Arapós e que fará um protesto em praça pública que servirá de ponto de partida para a nova investigação da ONG da trama.

Usurpadora: é a volta de uma das vilãs mais luxuosas da TV, Paola Bracho. Os destinos de Paulina Martins e Paola, gêmeas interpretadas por Grabriela Spanic, são confrontados na novela de sucesso na década de 1990. A trama fala de traição, manipulação, amor e é lembrada, ainda hoje, em memes na internet

Verdades Secretas 2: no novo bloco de capítulos, o destawue da trama vai parta Visky, personagem de Rainer Cadete. O book será pego de surpresa ao saber que vai ser pai do filho de Lourdeca (Dida Carneiro) que também trabalha na Blanche Models. Os dois ficam juntos apenas em uma noite de bebedeira e ataque de ciúmes de Visky.

HBO MaxThe sex lives of college girls (A vida sexual de garotas universitárias): a comédia acompanha quatro colegas de quarto em seu primeiro na universitário, na Essex College, Nova Inglaterra. Como protagonista estão: Pauline Chamalet, Amrit Kaur e as estreantes Renee Rapp e Alyah Chanelle Scott.

Netflix

Cowboy Bebop ( a partir de hoje): baseado na série de anime, o live-action é um faroeste futurista sobre três caçadores de rcompensas, conhecidos como “cowboys”. Formado por Spike Spiegel, Jet Black e Faye Valentine, o trio percorre a galáxia atrás dos criminosos mais perigosos do universo, contanto que seja bem pago por isso.

Assassinato do primeiro ministro – Um homem alega ter testemunhado o assassinato do primeiro-ministro da Suécia, Olof  Palme, mas ele pode estar mais envolvido no crime do que se imagina. Palme sai do cinema com sua mulher, Lisbet, e caminhavam por uma rua de pouco movimento quando o homincídio aconteceu Um homem armado disparou e depois saiu corrend, sendo avistado por algumas testemunhas na sua fuga. São cinco episódios de quase uma hora reencenando o ataque e a investigação. A atenção é centrada em Stig Engström (Rovbert Gustafsson) que foi declarado, oficialmente, responsável  pelo crime em 2020. Mas, por 34 anos, a pol´cia andou em círculos e desprezou pistas que levariam a ele.

22h30 Canal BrasilAnjo loiro com sangue no cabelo – a série do canal estreia hoje. Na trama, Juliana Schalch, protagoniza a atriz Sônia Lins e Gabriela Loran a cabeleireira Linx. A produção dirigida por Marina Meliande e Felipe Bragança aborda o universo da pornochanchada. Na série para o canal a cabo, Sônia é uma atriz que está em um momento chave da carreira, mas vive um drama pessoal com o falecimento de seu pai e a investigação do desaparecimento de sua mãe. A personagem passa a pesquisar o passado da mãe, uma famosa atriz de filmes de pornochanchada. O pai da Sônia era um diretor de cinema na pornochanchada e tinha um cinema decadente no Centro do Rio. Com o seu falecimento, o prédio e todos os filmes antigos que lá estão passam para Sônia. É um novo mundo que se abre, histórias antigas, revelações, filmes da sua mãe. Junto a isso, ela está vivendo uma intensa prova como protagonista de uma novela em uma das maiores emissoras do país.

NOW (HBO)- O hóspede americano: série dirigida por Bruno Barreto. Acompanhe a relação entre o ex-presidente norte-americano Theodore Roosevelt e o engenheiro militar e sertanista brasileiro Marechal Rondon (interpretado pelo ator Chico Diaz). Ambos partiram em uma expedição no Rio da Dúvida, em Rondônia, no começo do século 20.

Amazon Prime Video Hanna: é uma série de televisão de drama e ação americana, baseada no filme de 2011 de mesmo nome. A série foi criada e escrita por David Farr, dirigido por Sarah Adina Smith, e estrelado por Esme Creed-Miles, Joel Kinnaman e Mireille Enos. Hanna (Esme Creed-Miles) é uma adolescente de 15 anos que vive com o pai, Erik (Joel Kinnaman) na zona rural da Finlândia. Sua rotina pacata muda quando ela descobre que ele trabalhava para uma organização governamental mudando o DNA de bebês para criar super-soldados e Hanna fora parte do experimento. São 16 episódios e  a 3ª temporada, composta por seis episódios, estreará quarta-feira (24 de novembro). Tal trama deve seguir os eventos imediatos mostrados no final do último ano, com a personagem disposta a acabar com a Utrax para conseguir sua liberdade.

HBO Sucession: continua a saga da família Roy que luta para não perder sua fortuna. O espectador se prende porque só tem mau caráter. A família briga entre si e se une contra um dos filhos para não perder o poder e a fortuna. O pai Logan é o mau caráter-mor. Ótima série.

EXPOSIÇÃO

Coleção Banerj –  pode vista no Paço Imperial, na Praça XV. A coleção começou em 1965, ano do IV Centenário do Rio com a pintura de Calixto Cordeiro (1877-1940), intitulada “Inauguração a gás no Rio de Janeiro”, doada pelo governador da época, Carlos Lacerda.  A coleção do governo estadual fica no Museu do Ingá, em Niterói e tem obras de Di Cavalcanti, Portinari, Anita Malfatti, Djanira e outros. Aproveite a oportunidade de conhece-la no Rio.

Terra à vida e pé na Lua – O Museu Histórico Nacional escolheu Ziraldo para dar partida nas comemorações pelo centenário da instituição. A exposição entra em cartaz por lá, amanhã, com vários trabalhos do cartunista mineiro. A mostra terá como fio condutor a “viagem humana em busca do desconhecido”. Ziraldo desenhou astronautas e planetas e nos ensinou que a lua é Flicts, antes de Neil Armonstrong. Ao criar a Turma do Pererê, nos anos 1960, mostrou um olhar pioneiro para a astrologia, dizem os curadores Adriana Lins e Guto Lins.

LIVROS

 

A história da música brasileira em 100 fotografias ( Bazar do Tempo, R$120) – curadoria de Hugo Suckman e Rodrigo Alzuguir. Desde as suas matrizes sonoras, forjadas nos tambores de origem africana e nos instrumentos de sopro indígenas, a música brasileira é apresentada neste livro em cem fotografias que buscam contar a sua história, colocando em foco seus principais gêneros, personagens e eventos. Dos Oito Batutas ao Paralamas de Sucess, da modinha ao manguebeat, das coxas de fora da Aracy Cortes ao peito desnudo de Ney Matogrosso nada ficou sem um clique representativo. Tem foto de Pixinguinha de pijama na cadeira de balanço, a do Vinicius acendendo um cigarro do Tom, todas em cor ou preto e branco. O livro começa em 1865 quando Christiano Jr fotografou dois escravizados tocando tambores no Rio. A última foto é de Elza Soares (“a mulher do fim do mundo e de todos os recomeços”) retratada por Steph Munnier em 2015. Tem ainda a do calhambeque com Roberto Carlos ao volante, cercado por Wanderléa, Erasmo Carlos, Wanderley Cardoso, Eduardo Araújo e Martinha. A Jovem Guarda. A mais conhecida é de 1967 de Paulo Scheuenstuhl com diversas estrelas da música dos anos 1960, com as presenças veteranas de Braguinha, Luís Bonfá e Dircinha Batista, reunidos na cobertura do Jardim Botânico de Vinicius de Moraes. O objetivo era dar força a jovens como Caetano Veloso, Chico Buarque, Edu Lobo, Paulinho da Viola e Tom Jobim a comporem para o carnaval.  Lá estava, també Nelson Motta, Dori Caymmi, Sidney Miller, Torquato Neto e Tuca. Maravilhoso. Presentão de Natal assim como o livro Portraits, de Thereza Eugênia, com dezenas de fotos de cantores desde a década de 1970.

 

20ª Bienal do Livro já estão à venda os ingressos para a bienal que acontece entre 3 e 12 de dezembro no Riocentro com 70% da capacidade do local para visitação, uso de máscara e comprovante de vacinação. A compra é on line pelo site da Bienal. Este ano a bienal acontece em formado híbrido com transmissão pela plataforma Bienal 360º. Segundo o Secretário Municipal de Educação, Renan Ferreirinha, o público pode esperar um evento diferente de 2019 quando o ex-prefeito Marcelo Crivella perseguiu uma publicação de HQ de dois heróis que se beijavam na boca. A programação, pela primeira vez, será comandada por um coletivo de curadores que trabalharam ao redor do tema entina Mariana Enriquez e a americana Julia Quinn. A programação completa está no site da Bienal. “Que história queremos contar a partir de agora?”. Para responder a essa questão foram convocados Thalita Rebouças, Conceição Evaristo, Itamar Vieira, Aílton Krenak, Pastor Henrique Vieira, Luiz Antonio Simas, Lulu Santos e Antonio Fagundes. Entre os escritores estrangeiros está confirmado o português Valter Hugo Mãe.

19hs – será hoje na Livraria da Travessa de Ipanema, Rua Visconde de Pirajá, 572, o lançamento do livro “Os motéis e o poder: Da perseguição pelos agentes de segurança ao patrocínio pela ditadura militar” . Os jornalistas Murilo Fiuza e Ciça Guedes assinam seu terceiro como dupla. Eles publicaram, em 2014, “O caso dos nove chineses”(Objetiva) que revelou o primeiro escândalo internacional de violação de direitos humanos da ditadura militar brasileira; em 2019, “Todas as mulheres dos presidentes” (editora Máquina de Livros) que conta a história pouco conhecida das primeiras-damas do Brasil desde o início da República. E esse novo livro é sobre o período em que a ditadura militar financiou a construção e a consolidação de motéis no Brasil. O espaço para a prática de sexo livre beneficiou-se de recursos públicos para a implantação da indústria hoteleira, que não eram fiscalizados na fase mais repressiva do regime. A jornalista Ciça Guedes trabalhou em O Dia, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil e Globonews. Atualmente, está em O Globo. O jornalista Murilo  Fiuza de Melo foi repórter do Jornal do Brasil, Estado de São Paulo e Folha de São Paulo. Formou-se em História e, atualmente, trabalha em assessoria de imprensa.

20h – 5ª feira (25/11) Amoroso – novo livro sobre João Gilberto será assunto de um debate on- line, na quinta-feira (25/11) promovido pelo Itaú Cultural, com Patrícia Palumbo, Anelis Assumpção, Juarez Fonseca, Sérgio Molina e Marcelo Pretto . Debate Amoroso, uma biografia de João Gilberto, com interpretação em Libras. Duração:90 minutos.

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Livros coreanos: na esteira do sucesso mundial dos grupos de K-POP, obras de autores de origem coreana voltadas para jovens adultos viram febre no Brasil, abrindo janelas parta um novo mundo.

 

Frank e o amor  (Seguinte, R$ 25,50) – David Yoon. Livro de literatura para jovens adultos, segmento conhecido como YA (young adults). Frank Li é um coreano que vive em Playa Mesa, na Califórnia. Nasceu nos Estados Unidos, mas seus pais, dois coreanos extremamente tradicionais e trabalhadores, vieram depois de adultos tentar a vida neste novo lugar. Eles não falam o idioma com perfeição, mas conseguem sobreviver com seu próprio negócio. A vida deles gira em torno de pagar os estudos do filho,  os relacionamentos são com outros coreanos e querem que os seus filhos façam o mesmo, mas o rapaz se apaixona por uma americana e fica difícil levar adiante.. Ele finge um namoro com Joy Song, a filha de um casal de amigos dos pais, que passa por um problema parecido com o seu. O problema é que eles não contaram para os seus namorados sobre essa ideia. Vai gerar muita confusão, mas também fará com que Frank e Joy se vejam de outra forma.

Amor, mentiras e rock&roll (Seguinte, R$54,90) – Em seu segundo romance para jovens, David Yoon conta a história de Sunny, um garoto que acaba preso em uma mentira sobre ter uma banda de rock para conquistar uma garota. Sunny Dae é nerd — e com orgulho. Essa é a fama que ele e seus dois melhores amigos conquistaram na escola, onde curtir RPG definitivamente não é visto com bons olhos. E estava tudo bem, até Sunny conhecer Cirrus Soh, a garota mais descolada e confiante que ele já viu. Quando Cirrus acha que o quarto do irmão de Sunny é na verdade o dele, o garoto não consegue corrigir o engano. Com os olhos dela brilhando ao ver as guitarras e os pôsteres de rock na parede, ele acaba dizendo que tem uma banda — embora não saiba nem segurar uma guitarra.Agora sua única esperança para sustentar a história e conquistar Cirrus é fazer com que seus amigos nerds topem participar de seu plano maluco de tornar essa banda realidade, vestindo as roupas que o irmão mais velho deixou para trás quando se mudou para Hollywood e ensaiando na sala de música da escola. O problema é que logo Sunny descobre que a vida de um rockstar mentiroso não é só fama e glória.

Lançamentos

Os três novos lançamentos abaixo falam da Era de Ouro da Crônica. O primeiro de Antônio Maria, Vento Vadio, traz 132 textos inéditos; A fina flor de Stanislaw Ponte Preta concentra-se no heterônimo de Sérgio Porto; e Os sabiás da crônica reúne, pela primeira vez, textos de Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Vinicius de Moraes, Fernando Sabino, Carlinhos de Oliveira, Sérgio Porto. Todos já nos deixaram, mas suas crônicas são inesquecíveis e mostram comportamentos e um Rio que já se foi também.

 

Os sabiás da crônica (Autêntica, R$ 74,90) – organizado por Augusto Massi. Em uma foto de 1967 na cobertura de Rubem Braga, em Ipanema,  os cronistas citados acima (Antônio Maria é o único que não aparece) estão de terno e é imagem de um outro Brasil em preto e branco na segunda metade do século XX para celebrar o início da Editora Sabiá, fundada por Sabino e Braga. Nesse livro, estão publicados 15 textos de cada autor. No livro Fernando Sabino lembra de quando emprestou uma crônica a Braga porque lhe faltou inspiração. Anos depois, aconteceu o mesmo com Sabino e Braga lhe devolveu o favor. O organizador do livro, Massi, montou a antologia de forma que o último texto de cada autor contivesse uma deixa para o outro retomar.

 

Vento vadio (Todavia, R$89,90) – Antonio Maria (organização Guilherme Tauil). Este livro traz 132 textos inéditos de Antônio Maria que, se vivo fosse, completaria 100 anos este ano. Morto em 1964, ao sair de uma boate, Maria era diferente dos cronistas famosos da época. Era o único afrodescendente , o único nordestino, o único da noite, o único que viera do rádio e o único que não teve suas crônicas publicadas em livro, apesar de sua popularidade. Ele não se via no mesmo nível de seus contemporâneos. Antônio Maria tem quatro livros póstumos de crônicas, mas 90% de seus textos para imprensa permaneciam inéditos até porque ele próprio não guardava recortes de suas crônicas, nas quais expunha sem pudor suas inseguranças. A falta de amor-próprio é uma tônica do autor conhecida em seus textos de amores fracassados (morreu pouco tempo depois da separação de Danuza Leão). Além de brilhar no rádio, TV e crônica também teve êxito na música popular (“Ninguém me ama”,1952, e “Manhã de carnaval”). Segundo o organizador do livro, Maria era “melancolicamente engraçado”. Na apresentação, Tauil arrisca ao dizer (e impossível de comprovar) que Rubem Braga teria “mexido os pauzinhos” para que Maria não conseguisse publicar em livro suas crônicas. Isso por ciúme das mulheres do pernambucano já que Braga curtiria uma paixão platônica por Danuza Leão, companheira dele por curto tempo. Maria saiu aos tapas com Sérgio Porto por causa de mulher.

A fina flor de Stanislaw Ponte Preta (Companhia das Letras, R$79,90) – Stanislaw Ponte Preta (organizado por Álvaro Costa e Silva) – Menino de Copacabana, Sérgio Porto criou Stanislaw Ponte Preta para fazer o retrato dos costumes da Zona Norte.

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Querida cidade (Record, R$59,90) – Antonio Torres. É o primeiro romance em 15 anos do imortal da ABL. Antônio Torres é um desses escritores que Querida cidade acompanha. Trata-se da história de um protagonista que, assim como outros personagens do livro, deixou a pequena cidade onde nasceu – para tentar uma vida melhor, para estudar ou mesmo para fugir de algo. Há muitas referências literárias e musicais. Na trama um menino de 10 anos que é acolhido por um tio , após deixar sua pequena cidade no sertão brasileiro na década de 1950. Em 1958, o tio abandona a família e sua tia fica sem recursos já que o tio trazia para casa um bom dinheiro fruto de contrabando de mercadorias que chegavam no porto da capital. Antonio Torres tem 80 anos e escreveu 12 romances.

À procura da própria coisa – Uma biografia de Clarice Lispector(Rocco, R$119,90) -Teresa Montero. Uma nova biografia de Clarice, contendo mais informações, assim como diversas fotografias inéditas será lançada hoje. Detalha, por exemplo, a única viagem de Clarice de volta à cidade de sua infância, o Recife, no ano anterior ao seu falecimento, experiência transformadora que inspirou a escrita do seu livro mais conhecido, A hora da estrela. Focaliza toda a sua família, além de apresentar informações surpreendentes como sua ficha policial como suspeita de atividades subversivas desde a Era Vargas. À procura da própria coisa apresenta uma profusão de novas informações e um importante caderno de imagens contendo diversas fotografias inéditas e identificando pela primeira vez a autoria de alguns dos seus conhecidos retratos que até agora têm circulado sem o devido crédito de autor. Teresa Montero é uma das maiores especialistas na vida e obra de Clarice Lispector. Publicou pela Rocco, em 1999, uma biografia seminal, Eu sou uma pergunta, fruto de sua tese de mestrado em Literatura Brasileira na PUC-Rio, que serviu de referência para as biografias de outros autores que a sucederam, pois teve oportunidade de entrevistar em primeira mão mais de oitenta pessoas que conviveram com Clarice (a maioria das quais falecidas desde então), notadamente sua irmã Tania Kaufmann e sua amiga e colaboradora, Olga Borelli. Além disso, um raríssimo vídeo contendo seis minutos de entrevista com Clarice Lispector (1920-1977), em seu apartamento na Gustavo Sampaio, no Leme, ao lado do cão Ulisses, foi descoberto pela professora e biógrafa Teresa Montero. Trata-se da primeira entrevista de quem se tem notícia com Clarice para a TV para o programa “Os mágicos”, em dezembro de 1976, concedida ao jornalista Araken Távora, e exibida na antiga TVE. Antes, só se conhecia a entrevista em estúdio na TV Cultura, dada a Júlio Lerner, em fevereiro de 1977.

Um tempo para não esquecer (Bazar do Tempo) – como divulgou Ancelmo Gois em sua coluna dos sábados, este livro da pneumologista Margareth Dalcomo será lançado no início de dezembro. Com prefácio de Domício Proença Filho, a autora revelou-se, desde o surgimento da Covid-19, uma das vozes pioneiras de alerta diante da ameaça que o mundo tinha pela frente, com clareza e serenidade.

Erva brava (Fósforo, R$ 27,45)  –  Paulliny Tort. Semifinalista do Oceanos (2017) com o romance “Allegro ma non tropo”, a autora brasiliense traz 12 contos unidos por um cenário: Buriti Pequeno, cidade fictícia no interior goiano. São histórias marcadas por uma tensão entre tradição e progresso (ambos vistos com desconfiança), com destaque para a que fecha o livro, “Rios voadores”, um alerta ambiental que ganha força extra em forma de narrativa.

Escrever (Relicário, R$55,90) – Marguerite Duras. Publicado em 1993, dois anos e meio antes da morte da escritora, aos 82 anos, o livro de reflexões sobre a escritura inaugura uma coleção dedicada à obra de Marguerite Duras que reunirá títulos representativos de gêneros diversos, do roteiro ao romance. “Escrever” é uma mistura de relato e síntese de mais de 50 anos de dedicação da autora francesa nascida na então colônia da Indochina – hoje Vietnã – ao ofício.

 

Travessia – De Banqueiro a Companheiro  (Civilização Brasileira, R$ 39,90)novo livro de Eduardo Moreira. DESCUBRA A REALIDADE QUE É ESCONDIDA DOS BRASILEIROS. Crianças mortas com ataques químicos, adolescentes assassinados a sangue frio na luz do dia, adultos embriagados propositalmente para serem atropelados. O que esconde nosso Brasil profundo. ENTENDA OS DESAFIOS A SEREM ENCARADOS PARA UM BRASIL MELHOR. Reforma agrária, combate à desigualdade, redistribuição de renda, preservação da natureza. Quais os obstáculos que impedem nosso país de progredir como uma nação que cuida do seu povo? .

João Cabral de Melo Neto (Todavia, R$109,90) –  Ivan Marques. O autor, professor de literatura brasileira na USP, une prosa leve e pesquisa rigorosa para nos aproximar de um dos maiores poetas brasileiro, sempre discreto em relação à própria vida. É um mergulho na trajetória de João Cabral, da origem na aristocracia pernambicana À perseguição por comunismo no Itamaraty, passando pelos primeiros versos na esteira de Drummond À consagração.

Por que olhar para os animais (Fósforo, R$39,90) – John Berger.  Além do ensaio que dá título ao livro, outros oitos textos escritos entre 1971 e 2009 pelo vencedor do Booker Prizer John Berger (1926- 2017) fazem parte desta seleção. Em comum entre eles, observações do crítico de arte britânico que, para desvendar as sutilezas do comportamento humano, analisa a natureza e cultura e explora o trabalho de fotógrafos e ilustradores, além de grandes clássicos da Antiguidade.

LAZER

Bares de rock: os cariocas voltam, aos poucos, a ocupar as casas de shows e boates da cidade. Para os fãs de rock há diversas casas: Bar Bukowski referência na cena carioca em Botafogo, voltou a ter shows e comemora hoje seus 24 anos com uma dobradinha musical. Às 22h30, Rodrigo Santos (ex-Barão Vermelho) toca sucessos do rock nacional, seguido pela banda Black Circle (cover do Pearl Jam). Amanhã: The Mendes Trio. As apresentações acontecem em um palco com isolamento de plateia e ainda não há previsão para as pistas de dança voltarem. Rua Álvaro Ramos, 270. Quinta:19h (só bar). Sex e sáb, a partir das 19h. R$13 (até 23h) e R$18.Buffallos Bar: na Zona Norte do Rio, a casa tem shows aos sábados e, a partir de dezembro também às sextas-feiras. Amanhã, apresentação da banda The Smiths Cover Brasil e Joint Vision, que homenageia Joy Division. Rua Arquias Cordeiro, 316, Méier. Sáb, a partir das 20h. R$12. Centro Cultural Rock Experience – fica em um quarteirão  de quatro andares na Lapa. Sextas e sábados, há shows de cover, além de um karaokê dentro de um estúdio profissional. Hoje, a atração é a banda Insulto (que toca Matanza), seguida da festa Growl. Amanhã: Psycho attack (System of a Down). Próxima semana, o local ganha mais um palco e a Galeria do Rock, tipo um museu. Rua Riachuelo, 20, Lapa. Sex e sáb, a partir das 19h. R$25. The Rock Bar – funciona dentro do Jockey Club, no Jardim Botânico, com uma bela área externa e mesas de sinuca, a casa recebe o público com um repertório que vai de clássicos do gênero a hits contemporâneos e Brock dos anos 1980. Hoje, tem a banda Pepper Spray com tributo a Red Hot Chilli Peppers e amanhã, Purano tocando Pearl Jam. A casa fecha neste fim de semana e reabre dia 4 para a comemoração de cinco anos de atividades e só retoma a temporada em 25 de dezembro. Pais e filhos costumam curtir juntos o local. Rua Jardim Botânico, 1.011. Qui a sáb, a partir das 20h. Show às 23h. Grátis (até 21h). R$30 (ingresso) e R$60 (com consumação). Ingressocerto ou na bilheteria.

PODCAST

Glacial –  está no ar hoje o audiobook da Storytel, contando a história da sueca Camilla Lackberg que se passa durante a pandemia. Um grupo se refugia num hotel de luxo em Estocolmo,  mas logo é atingido pelo caos.

DANÇA

Cartas para Mercedesss a programação do SESC Copacabana que homenageia Mercedes Baptista, a primeira bailarina negra  do Theatro Municipal do Rio em seu centenário de nascimento , recebe este espetáculo de dança, projeto da coreógrafa e diretora Carmen Luz. Até o dia 28, de sexta-feira a domingo, às 20h. Ingressos a R$30 (inteira). Livre.

MÚSICA

Mônica Salmasoo LP “Iaiá” foi lançado pela cantora com um  encarte-libreto que explica a gênese do disco e de cada uma das 11 músicas. O álbum saiu pela Três Selos/Biscoito Fino em LP, mas foi editado em CD em 2004 com 13 faixas. Veio faltando, portanto, duas músicas. É o quarto álbum da cantora paulistana, revelada com o álbum Afro-sambas (1996) e que se impôs nesses 25 anos como uma ds grandes vozes da MPB.. O libreto traz depoimentos de Teresa Cristina, Tom Zé, José Miguel Wisnik e Rodolfo Stroeter, produtir musical do álbum e assina também a direção musical junto com Mônica. Os músicos são André Mehmati (piano), Paulo Bellinati (viol~~ao) e Teco Cardoso (saxofone e flautas) e Rodolfo Stroeter (baixo). A sonoridade delicada já acontecia nos dois álbuns anteriores, Trampolim (1998) e Voadeira (1999). Contratada pela Biscoito Fino, Mônica lançou Iaiá om belíssimo repertório. Músicas: Por toda a minha vida (Tom e Vinicius, 1959); Moro na Roça ( adaptação de tema de domínio público em adaptação de Xangô da Mangueira e Zagaia); Caipira(2017); Sinhazinha (Despertar) (Chico Buarque, 1983); Doce na feira(Jair do Cavaquinho e Altair Costa, 2002); Cidade lagoa ( Cícero Nunes e Sebastião Fonseca, 1959); Na aldeia (Aberto Dias, De Chocolat e Sílvio Caldas, 1933);  Cabrochinha (Maurício Carrilho e Paulo César Pinheiro, 1997); Vingança (José Maria de Abreu e Francisco Mattoso, 1936); Estrela de Oxum ( Rodolfo Stroeter e Joyce Moreno, 2003); Assum branco (José Miguel Wisnik, 1997); Menina, amanhã de manhã (Tom Zé e Perna Fróes, 1972) . Na reedição faltou É doce morrer no mar ( Dorival Caymmi e Jorge Amado, 1941) e Onde ir (Vanessa da Mata, 2002). R$210 no site da gravadora Biscoito Fino.

À deriva – álbum solo do ator/cantor Sergio Guizé que esta sendo lançado este mês. Ele pintou 10 telas relacionadas com as músicas deste álbum e o  disco tem a ver com a insegurança durante a pandemia. Sua mulher, Bianca Bin, ajudou a finalizar a letra de duas canções. Ele fez um primeiro poema para ela “A primeira vez que segurei sua mão” e, a partir daí fez uma música.

Marília Mendonça – e passado 15 dias do luto nacional pela morte precoce de Marília Mendonça, o país assumiu abertamente sua paixão pelo ‘country brasileiro’, que ganhou sucesso além das fronteiras. Um dia após sua morte, ela se tornou a artista feminina mais ouvida do planeta no Spotify, desbancando nomes como Taylor Swift, Adele e Dua Lipa. Inovou no palco e na música e em suas canções, a mulher também sofria por amor. Já não era feio sofrer em um bar. Músicas mais tocadas: Cuida Bem Dela, Calma, Até você voltar (todas de 2014); Incerteza, É com ela que estou (2015); A flor e o beija-flor (2016). Algumas dessas músicas são cantadas pela dupla Henrique & Juliano, Jorge &Mateus, além de Mateuses e Kauan.

Adele a cantora lança o aguardado álbum “30”  hoje  e já fez a divulgação em grande estilo.  Estrelou no domingo o especial “Onde night only”, na emissora americana CBS com apresentação exclusiva para convidados e a entrevista para Oprah Winfrey.  O programa de suas horas também foi transmitido pela Paramount+. No show, Adele cantou diante de uma plateia com Leonardo Di Caprio, Lizzo, Selena Gomez, Drake e Ellen DeGeneres. Ela fea ao vivo a estreia de quatro músicas que estarão em “30”. O single “Easy me”, “I drink wine”, “Hold on” e “Love is a game”. E também cantou sucessos antigos , como “Hello” e “Rolling in the deep”.

Pedro Sá somente agora, aos 49 anos, a guitarra e a voz de Pedro Sá se encontram em um só disco: “Um”, lançado no streaming. O primeiro álbum solo do guitarrista e produtor que montou a banda CÊ – parceira de Caetano Veloso nos discos “Cê” (2006), “Zii e Zie” (2009) e “Abraçaço” (2012) – foi longamente aguardado por amigos e admiradores.  Filho do compositor Ronaldo Tapajós, ele se inspirou no LP minimalista “João Gilberto “(1973) do pai da bossa nova. Mas “Um” traz canções nascidas de parcerias de Pedro Sá com seus amigos Moreno Veloso, Domenico Lancelotti e Kassin, mpusicos que depois da experiência com o Goonight Varsóvia, formariam o projeto+2 (sempre com a colaboração do guitarrista).

Pele – a música gravada por Muse Maya, a cantora que saiu de Maricá para o Rio  com a missão de influenciar e empoderar outras mulheres com a sua voz, já está nas plataformas, em parceria com o premiado Baco Exu do Blues. Nascida Joanna Santiago Ribeiro, aos 21 aos, é a nova aposta do mercado fonográfico e quer estar em palcos de festivais  misturando jazz com soul e rhythm and blues. “Pele”, segundo ela, é uma canção intensa. Filha de uma cantora de jazz  de um diretor de teatro, a fluminense ainda ataca como atriz e quer ser porta-voz da diversidade no meio “ Nós, meninas pretas, somos silenciadas em diferentes níveis. Ninguém vai me calar”.

Intocável Luís Felipe Borges de Campos, o Borges, de 21 anos, surgiu nas batalhas de rima da Pavuna, sua área, e foi revelado em 2019 com a música “AK do Flamengo”. Hoje, é artista do radar do Spotify e acaba de lançar seu primeiro álbum, “Intocável”. Com muitas músicas que criticam a violência policial e o racismo (como “Preto no gueto” e “Lei Áurea”), o rapper não deixa de falar do luxo em hits como “Contando dinheiro” (“aonde eu passo, gritam favelado chique”). Segundo ele diz, não gosta de ostentar para os outros verem, mas para poder sentir que venceu. E ressalta: “todo mundo tem que estudar, porque não são todos que têm a benção que eu e outros amigos tiveram, que foi de estourar com a música”.

Céu – Eis o que você quer saber de verdade sobre “Um gosto de sol”, álbum em que Céu canta Milton Nascimento, Ismael Silva, Antonio Carlos & Jocafi, Morris Albert e Rita Lee, entre outros.  A cantora canta músicas alheias com reverência no álbum ‘Um gosto de sol’. A artista dá tratamento delicado a samba de Ismael Silva, canção do grupo Beastie Boys e sucesso mundial do brasileiro Morris Albert, entre outras composições.

Dick Farney – o cantor e pianista carioca, que fez 100 anos neste mês mostra seu modernismo no álbum  O tempo não para com seu tom leve.  Nas décadas de 1940 e 1950, músicos e cantores já apontavam outros caminhos fora dos melodramas do bolero e do samba-canção que reinavam, junto com o baião. Um desses músicos e cantores foi o carioca Dick Farney (seu nome verdadeiro era Farnésio Dutra e Silva (1921 –1987), pianista de formação erudita, mas que gostava do jazz com sua voz aconchegante. Em 1946, Farney lançou o single do samba-canção Copacabana (João de Barro e Alberto Ribeiro, 1946). Desde que começou sua carreira, em 1937, mostrava que era possível cantar sem mostrar sofrimento. Ele foi pianista oficial da orquestra do Cassino da Urca de 1941 a 1944. Foi ainda o padrinho artístico de Johnny Alf (1929 – 2010), pianista que também abriu decisivos caminhos para a revolução musical. Discípulo do cantor norte-americano Bing Crosby (1903 – 1977), ficou entre Brasil-Estados Unidos da segunda metade do anos 1940 até o fim da década de 1950.A partir dos anos 1960, definitivamente no Brasil, voltou  a tocar e cantar jazz e o samba-jazz em bares e boates.  O cantor e o pianista tem na sua discografia: Dick Farney e seu quinteto (1955) e Dick Farney trio (1956), de natureza jazzística, além de Meia-noite em Copacabana com DickFarney (1957), Atendendo a pedidos (1958), Canções para a noite de meu bem (1960), Jazz (1962), Dick Farney (1964), Penumbra romance (1972), Dick Farney (1973), Um piano ao cair da tarde (1974), Um piano ao cair da tarde nº 2 (1975) e Dick Farney (1978). Gravou ainda os álbuns Noite (1981), Feliz da gente (1983) e Momentos (1985). E ainda os sambas-canção Alguém como tu (José Maria de Abreu e Jair Amorim, 1952), Nick bar (Garoto e José Vasconcellos, 1952) e Copacabana (João de Barro e Alberto Ribeiro, 1946).

Achtung Babyo álbum de 1991 do U2 foi um divisor de águas na carreira da banda que volta hoje no exterior em luxuosa reedição de vinil, 30 anos depois de seu lançamento, e trazendo inéditas da época. Adam Clayton, 61 anos, baixista do U2 e casado com uma brasileira espera que o disco pegue as pessoas com um pouco de sua raiva e as acorde. O disco terá  um total de 50 faixas, sendo 22 delas inéditas. Clayton e seus colegas Bono Vox (vocais), The Edge (guitarra) e Larry Mullen Jr (bateria) não tinha muita oe=deia do que estavam fazendo ao regravar  o disco. Na contracapa do disco da primeira edição entrou um nu frontal de Adam Clayton (estrategicamente riscada em algumas edições).o

SHOWS

HOJE

17h Banca do Andrépoint de happy hour na Cinelândi.A programação, gratuita, começa às 17h com um DJ, que comanda as carrapetas no intervalo da programação. O dono da banca é André Neves. Rua Pedro Lessa, esquina da Av. Rio Branco. Às sextas-feiras. Grátis.

19h – A Funarte e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizam a XXIV Bienal de Música Brasileira Contemporânea até o dia 21 de novembro – com uma apresentação extra no dia 24 – na Sala Cecília Meireles, Centro do Rio de Janeiro. O público poderá conhecer obras de 74 compositores, vindos de 12 unidades da Federação, emconcertos, com ingressos a R$ 10. Haverá quatro apresentações de música de câmara no dia 24, quarta, às 19hs. Serão realizados concertos com orquestras, hoje, amanhã (sábado) e domingo– cada um com um conjunto. Ao todo, serão executadas 75 partituras, sendo 44 delas em estreia mundial, 46 em estreia presencial e uma a título de homenagem póstuma, para o compositor Henrique David Korenchendler (1948-2021).O projeto que originou a Bienal de Música Brasileira Contemporânea foi criado pelo compositor Edino Krieger, em 1968.Foram realizadas 23 edições da Bienal, desde seu lançamento, em 75, sem pausas. Este ano os homenageados são: Tim Rescala – 60 anos; Fernando Cerqueira – 80 anos; Roberto Duarte – 80 anos; Henrique Morelenbaum – 90 anos; Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro – 90 anos; e Orquestra Sinfônica Nacional da UFF – 60 anos. In memoriam: Antônio Arzolla (1966-2021); Gustavo Menezes (1973-2021); Henrique (Herz) David Korenchendler (1948-2021); Nelson Abramento (1937-2021); Nelson Freire (1944-2021). XXIV Bienal de Música Brasileira Contemporânea / 13 a 21 e 24 de novembro de 2021 / Sala Cecília Meireles e Espaço Guiomar Novaes / Rua da Lapa, 47 – Centro, Rio de Janeiro (RJ) / Concertos presenciais: ingressos: R$ 10, na bilheteria Dia 19, sexta-feira – 19h / Dia 20, sábado – 19h / Dia 21, domingo – 17h / Dia 24, quarta-feira – 19h.

20h Tributo a João Gilberto (com interpretação em Libras) – Renato Braz e Nailor Proveta Palco virtual – 270 ingressos por dia. Duração: 60 minutos. on-line – plataforma Sympla/Zoom. Palco virtual. Atividade gratuita. Reserve seu ingresso na aba programação até esgotar. Acesse a transmissão via site da Sympla. ON LINE.

 

21h30 – Matheus Fernandes no show Menos é mais no Espaço Hall – Av. Ayrton Senna, 5850. Matheus Fernandes é um cantor e compositor brasileiro. Oriundo do forró,  costuma misturar elementos do sertanejo e trazer batidas eletrônicas em suas músicas. A partir de R$60.

22hNando ReisEsse amor sem preconceito. Vivo Rio – Ingressos R$ 200, setor 1 e R$120 pista. No site do Eventim. José Fernando Gomes dos Reis, conhecido artisticamente como Nando Reis, é cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor musical brasileiro. Foi membro da banda Titãs entre 1982 e 2002.

SÁBADO

Das 11h às 22hevento presencial e on line Ancestralidades em cena: em comemoração ao Dia da Consciência Negra o Grupo AfroReggae traz três companhias de Dança Negra Contemporânea apresentando fragmentos de seus três espetáculos. Grupo Makala, Cia Clanm e Cia L2C2 que alicerçaram suas bases na Diáspora Africana são hoje provedores de diversos movimentos de cultura negra e se destacam no cenário artístico do Rio de Janeiro. A apresentação faz parte do Festival de Consciência Negra que traz uma programação extensa e nomes como Rodrigo frança, Grupo AfroReggae e Verônica Bonfim. O festival pretende dar visibilidade a pensamentos de artistas e intelectuais que apresentarão  o melhor da arte e da cultura criada, pensada e produzida por negros. Teatro Prudential e ingressos a partir de R$20. A transmissão gratuita no nosso canal do YouTube (youtube.com/TeatroPrudential) com doações por QR Code para o movimento Negras Plurais (uma rede de acekeração de negócios entre mulheres negras que atua para dar visibilidade, impulsionar e incluir projetos no mercado econômico.

17h – a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeirosob a regência do maestro Leonardo Bruno, se apresenta sábado, dia 20 de novembro, às 17 horas na Cidade das Artes, homenageando o Dia da Consciência Negra. A soprano mineira Elizeth Gomes é a convidada especial para este programa que mescla composições clássicas com pérolas da nossa música popular, numa celebração do talento que emerge das comunidades carentes.Com este concerto, a Ação Social pela Música refirma seu propósito de facilitar o estudo da música para jovens oriundos destas comunidades, em sua maioria negros, para que possam alcançar um dia o status de músicos profissionais.

A peça que abre o concerto é Abertura em Ré”, do Padre José Maurício (1767 – 1830), um descendente de escravos que rompeu as cadeias do preconceito para se tornar o primeiro grande nome da música orquestral brasileira.Para o Concerto para 4 violinos em B menor”, (Vivaldi), os quatro solistas – Dyana Paiva, Gabriel Paixão, Ryan de Paula e Samuel Galvão – são afrodescendentes e moradores de comunidades. Assim como o jovem violoncelista Jean Barreto, nascido e criado no Morro dos Macacos, solista do Concerto nº1 op. 33 em La menor” (Camille Saint-Saëns).

 A soprano mineira Elizeth Gomes é a convidada especial, para interpretar “É a Ti Flor do Céu” (Teodomiro Pereira) e Summertime” (George Gershwin). O jovem clarinetista João Manuel, nascido no Chapadão, Baixada Fluminense, interpretará Corcovado” (Antonio Carlos Jobim). É do mestre Pixinguinha (1897-1973) as duas próximas composições – Naquele Tempo” e “Um a zero”, ambas com arranjos do maestro Leonardo Bruno. E Batuque”, da Suíte Brasileira nº4, de Alberto Nepomuceno, (1864-1920), um grande defensor da causa abolicionista, encerra o programa com esta composição que exalta a presença da cultura afrodescendente em nosso país.Com o objetivo de aperfeiçoar a prática orquestral e conduzir os jovens músicos à universidade e à profissionalização, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro proporciona a inclusão social, a democratização do acesso à música clássica e a cidadania. A Ação Social pela Música acredita na manifestação artística musical como um instrumento de transformação social e de expressão para a redução das desigualdades sociais.

Cidade das Artes – Av. das Américas, 5300 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, 5300, Rio de Janeiro – Rio de Janeiro. Ingressos entre R$ 10,00 e R$ 20,00. Link para compra pela internet: https://bileto.sympla.com.br/event/70055/d/115454.  Lembre-se das medidas de prevenção ao COVID-19: o uso de máscaras e levar comprovante de vacinação.

14hsAMARELINHO – com dificuldades de se manter por conta da pandemia, o bar centenário do Centro do Rio foi comprado por dono da rede de botecos Belmonte e reabre hoje com a apresentação do Samba do Trabalhador, com Moacyr Luz. Haverá distribuição de 80 barris de chope. Cinelândia.

21h – Cazas de Cazuza – ópera-rock que fez sucesso em 2000 (80 mil espectadores, a trilha sonora virou CD e está no streaming) estreia hoje reformulada. Serão três apresentações no VIVO RIO (hoje, 3 e 4 de dezembro). O idealizador e diretor do espetáculo é Rodrigo Pitta que quis demonstrar a magnitude da obra de Cazuza. O musical mostra a história de oito personagens que têm o cotidiano permeado por temas como sexo, drogas, amor e preconceito, também presentes nas 20 músicas de Cazuza que costuram a trama, como “Ideologia” e “Brasil”. O cantor e compositor Leandro Buenno diz que sua história pessoal influenciou a seleção musical do seu personagem Justo na peça que assim como ele e Cazuza convive  com o vírus do HIV. Ele desde 2017. Leandro é cantor e compositor, conhecido desde 2014, ao participar  do “The voice Brasil”, na Globo, reality onde chegou às semifinais.

22hTom Brasil (SP), show de Roberta Miranda que celebra 35 anos de carreira no Tom Brasil/São Paulo  e vai homenagear Marília Mendonça.Após mais de um ano e meio longe dos shows presenciais, a eterna Rainha da Música Sertaneja, Roberta Miranda, se prepara para voltar aos palcos e encontrar seu público. Em My life ela fala sobre situações de machismo com que teve que lidar e fala de sexualidade e mostra sua trajetória de sucesso desde os tempos de crooner até ser consagrada pelo público a rainha da música sertaneja. Entre histórias e canções, interpreta de “Cálice” (Chico Buarque de Holanda) até o maior hino da sua carreira “Majestade o Sábia”. A direção é de Jorge Farjalla. Pela primeira vez, ela irá cantar em um show o single “Bom Dia Minha Terra”. Lançada no período da pandemia, a canção foi considerada o novo hino do agronegócio por especialistas do setor. Preços de R$189 a R$ 99.

DOMINGO

16 hFestival Polifonia as bandas Terno Rei e Tuyo tocam no festival, no Vivo Rio (a partir de R$50). O evento que dá espaço para artistas em ascensão na cena independente tem ainda Romero Ferro, Clarissa, o rapper Felipe Flip e um show especial com expoente do lo-fi brasileiro, gênero que explodiu nos últimos anos.R$50.

SEGUNDA-FEIRA

 

19hBar do Serginho: o bar reabriu (com comprovação de vacina) para apresentação de MPB. A última apresentação foi de chorinho. Rua Dias de Barros, 2 A – Santa Teresa. Telefone: (21) 2509-6957.

 

TEATRO

Diariamente

G.A.L.A. Texto e direção: Gerald Thomas. Com Fabiana Gugli.Uma mulher num barco à beira do naufrágio, sozinha como a população do mundo em tempo de pandemia, briga com o autor-diretor dizendo que “Beckett não está mais lá” e que “chega de Beckett!”.Diariamente, em qualquer horário. Gratuito, com exibição no YouTube. 45 minutos. 16 anos. Até 22 de setembro de 2022.

HOJE

20h Proto – Henrique IV’- Texto: Luigi Pirandello. Direção: Gabriel Villela. Com Chico Carvalho.A adaptação do texto de Pirandello conta a história de um homem que depois de descobrir que Matilde, a mulher que ele ama, tem um caso com seu melhor amigo Belcredi, cai de um cavalo e bate a cabeça numa pedra. Ele perde os sentidos da realidade e enlouquece, passando a acreditar que é o próprio rei Henrique IV.Sex a dom, às 20h. Grátis, por meio do Sympla. 12 anos. Até 5 de dezembro.

Plataforma SymplaCartas libanesas: Eduardo Mossri faz apresentações gratuitas do monólogo, a partir de hoje até A peça, escrita a partir de cartas trocadas entre os avós de Mossri, terá depoimentos de Thelma Guedes e dos atores Bruni Cabrerizo e Guilhermina Libanio sobre histórias de suas famílias. 21 de novembro.

20h ‘Dogville’Adaptação: Felipe Heráclito Lima. Direção: Zé Henrique de Paula. Com Alexia Dechamps, Eric Lenate, Fernanda Couto, Mel Lisboa e outros. A trama se passa na fictícia cidade de Dogville, um pequeno e obscuro vilarejo situado no topo de uma cadeia montanhosa, ao fim de uma estrada sem saída, onde residem poucas famílias formadas por pessoas aparentemente bondosas e acolhedoras, embora vivam em precárias condições de vida. A pacata rotina dos moradores é abalada pela chegada inesperada de Grace (Mel Lisboa), uma forasteira misteriosa que procura abrigo para se esconder de um bando de gangsteres. Sex a dom, às 20h. R$ 30, por meio do Sympla. 16 anos. Até 28 de novembro. On line.

20h O Dragão : a peça do russo Eugène Schwartz, em montagem da Companhia Ensaio Aberto, e dirigida por Luiz Fernando Lobo, estreia hoje no Armazém da Utopia, declarado patrimônio imaterial cultural do Estado do Rio de Janeiro. O espetáculo é uma espécie de fábula para adultos sobre um povo que, dominado há séculos por um dragão, não conhece a liberdade. Armazém 6, Cais do Porto (2516-4893). Sex a seg, até 6 de dezembro. Grátis (retirada de ingresso pelo Sympla).

SÁBADO

Alcoolika: muita gente bebeu mais durante a pandemia e, por isso, a atriz e diretora Alessandra Gelio, sóbria há quatro anos, criou a peça que estreia hoje no YouTube para falar sobre o tema. “Há quem pense que só é alcoólatra quem bebe todo dia . Na verdade, a maneira como se bebe é que determina isso. Eu, quando bebia, atrapalhava a minha vida”.

21h De 5 a 10′: o projeto apresenta cenas curtas, com duração máxima de dez minutos, previamente filmadas num palco profissional montado na casa da atriz Ana Beatriz Nogueira, idealizadora e produtora da iniciativa. Participam do trabalho, que homenageia e arrecada donativos para artistas em situação delicada, nomes como Andrea Beltrão, Vanessa Giácomo, Analu Prestes, Eduardo Moscovis, Guida Vianna, Julia Lemmertz, Jackson Antunes, Louise Cardoso, Maria Eduarda de Carvalho, Zélia Duncan, entre outros.  Gratuito ou com ingressos colaborativos a partir de R$ 20, por meio do Sympla. 50 minutos. Até 27 de novembro.

QUINTA-FEIRA

20hsAna e a tal felicidade: a peça estreou ontem inspirada no livro homônimo de Cris Pimentel. O espetáculo propor reflexões sobre a violência contra a mulher e terá debates aos domingos, após as apresentações. De quinta-feira a sábado, 20h.  Aos domingos, 19h.Teatro Sérgio Porto. Ingresso:R$30. Até 28 de novembro.

20h Já não somos doces – Texto: Grupo Brecha. Direção: Patrick Sampaio. Com Carolina Muait, Gabriel Abreu, Júlia Portes, Leona Kalí e Jefferson Melo.Baseada no texto “Quando fomos doces”, de João Ricardo, a peça apresenta uma família desgastada pelas desavenças que chega a um acerto de contas com pitadas de surrealismo e terror.Quinta a domingo, 20h. No Sympla. R$ 35. 70 minutos. 10 anos. Até domingo.

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