CPJ pede libertação de jornalistas na Nicarágua


11/06/2019


The Washington Post publicou hoje um anúncio de página inteira do Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ) pela libertação dos jornalistas Lúcia Pineda e Miguel Mora, presos na Nicarágua desde dezembro de 2018.

A iniciativa faz parte do projeto “The Washington Post Press Freedom Partnership”, que tem por objetivo dar destaque a organizações que desenvolvem um trabalho intenso e vigilante para promover a liberdade de imprensa e ampliar a consciência sobre os direitos dos jornalistas no mundo inteiro.

Entre as organizações parceiras do projeto estão a One Free Press Coalition e a Repórteres sem Fronteiras. Conheça o projeto neste site.

Sobre a prisão dos jornalistas

Em dezembro, a polícia da Nicarágua invadiu a emissora de TV 100% Noticias e prendeu o diretor do canal, Miguel Mora, e a diretora de jornalismo, Lucía Pineda. Os dois jornalistas estão detidos há mais de seis meses sob a acusação de “incitar o ódio e a violência”. Ambos têm tido problemas de saúde na cadeia e tiveram pedidos de acesso a seus advogados negados.

Os jornalistas e a emissora entraram na mira do governo do presidente Daniel Ortega por transmitirem informações sobre as manifestações populares contra o atual regime.

O CPJ e a SIP denunciam arbitrariedades nas detenções dos dois profissionais. “Os dois jornalistas são culpados apenas de oferecer uma fonte de informação independente aos nicaraguenses diante de um regime que atropela as liberdades de expressão e de imprensa”, afirmou María Elvira Domínguez, presidente da SIP.

Fonte: Portal dos Jornalistas

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