Correspondente da ABC é espancado no Bahrein


17/02/2011


O correspondente estrangeiro Miguel Márquez, da rede americana ABC, foi agredido nesta quinta-feira, dia 17, na Praça Pérola, em Manama, capital de Bahrein, onde há três dias manifestantes protestam contra a monarquia Hamad Bin Isa Al Khalifa, há quatro décadas no poder.
 
O repórter estava ao telefone com a chefia de redação em Nova York, quando teve o equipamento arrancado das mãos. Embora tenha se apresentado como jornalista, Márquez foi espancando por partidários do Governo.
 
Pelo menos quatro pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas durante os conflitos. As forças de segurança usaram bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para conter os protestos.
—Esse ataque foi uma decisão errada que terá medidas catastróficas na estabilidade do Bahrein, disse o líder da oposição xiita no Bahrein, o religioso Ali Salmane, que anunciou uma grande manifestação para este sábado, dia 19.
 
Os protestos que ajudaram a derrubar as ditaduras de Zine el-Abidine Bem Ali, em janeiro último, na Tunísia, e de Hosni Mubarak, no último dia 11, no Egito, inspiraram os confrontos no Bahrein, Líbia, Iêmen e Curdistão iraquiano.
 
Nesta quinta-feira, 17, pelo menos 20 pessoas morreram na Líbia, onde manifestantes realizaram o protesto “O dia de fúria”, organizado nas redes sociais Facebook e Twitter, contra o Governo de Muammar Kadafi, no poder desde 1969. Os confrontos foram registrados na capital, Trípoli, e em outras cidades. Em resposta, partidários de Kadafi saíram às ruas.
 
No Iêmen, ao menos uma pessoa morreu e cerca de 40 ficaram feridas na capital, Saana, nesta quinta-feira, 17, durante o quinto dia de protesto contra o Presidente Ali Abdallah Saleh, no cargo desde 1978.
 
O Secretário-geral da ONU, Bn Ki-moon afirmou que a situação nos países afetados por uma onda de manifestações populares exige “reformas audazes, não repressão”:
—Em um certo número de países, uma transição política começou, ou foram prometidas reformas. É crucial que os dirigentes honrem promessas e que os processos de reformas estejam fundadas em um diálogo pluralista e transparente, com importante participação dos partidos políticos e da sociedade civil.
 
*Com informações do G1, Jornal do Brasil, O Globo.

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