19 de agosto de 2022


Compositor Monarco no
Grammy Latino


10/06/2020


Por Vera Perfeito, Diretora de Cultura e Lazer da ABI

Compositor Monarco, crédito: www.sambariocarnaval.com

Na casa de Monarco, ontem, nem termômetro conseguiria medir a temperatura dele e de Olinda, sua mulher, que oscilava entre a alegria e a dúvida. Alegria pela notícia incorreta publicada em um site carioca sobre a indicação, pela segunda vez consecutiva (2019 e 2020), do compositor portelense ao Grammy Latino, premiação anual para as melhores produções da indústria fonográfica latino-americana. Estaria no páreo de Samba/Pagode com o CD “Monarco de todos os tempos”, da Biscoito Fino e produzido por seu filho Mauro Diniz. Mas apesar dos cumprimentos de vizinhos do prédio onde os dois vivem no Riachuelo e de amigos sambistas souberam, à noite, que o repórter do site dera uma “barriga” (notícia falsa no jargão jornalístico), confundindo-se com o Grammy do ano passado quando Monarco, 86 anos, participou do prêmio. E o ex-funcionário da ABI comemorou do mesmo jeito só pela indicação em 2019.

Ele trabalhou na entidade entre 1947 e 1950, ainda menor, quando Herbert Moses era o presidente e, diariamente, limpava a mesa para Heitor Villa-Lobos jogar bilhar francês ( sem caçapa), no 11º andar da entidade.

Heitor Villa Lobos    crédito: acervo O Globo

– Comprei muito charuto Havana para ele que jogava, diariamente, das 17 às 19hs e depois ia para seu apartamento na Avenida Graça Aranha. Outros gostavam de sentar no salão para ler, como Aparício Torelly, o Barão de Itararé, Abdias Nascimento, Paulo Magalhães, Heitor Beltrão, o vice-presidente, e quem também aparecia muito era o Mario Lago. A época de ouro da ABI, segundo Monarco, foi coroada com visitas de personalidades que visitavam o Rio como Eva Perón.

Monarco tem muita história na ABI e no meio de jornalistas. Além de ele ser uma pessoa ótima. Meu amigo querido. Trabalhou na ABI e também no estacionamento do JB. Ele e  Tantinho da Mangueira, falecido recentemente, e que era continuo do JB,  tomavam conta da minha filha  Mariana*, com 2 anos, enquanto eu escrevia matéria em plantão de fim de semana.

*A cantora Mariana Baltar

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