17 de agosto de 2022


Cinema em Maricá incentiva Cultura


08/07/2021


O Secretário de Cultura de Maricá, Sady Bianchin, é o entrevistado de hoje no Encontros da ABI com a Cultura , a partir das 19h30, pelo canal da ABI do YouTube. O sul-mato-grossense Sady Bianchin, figura de destaque na cena carioca na década de 1990, revoluciona a área cultural do município a 50km do Rio e onde está sendo implantado um Polo Cinematográfico para trazer as grandes produções e também colocar a cadeia produtiva local no cenário nacional. Com três gabinetes itinerantes em diferentes locais, uma caravana de artistas leva arte a cada canto da cidade como um instrumento de transformação social.

Empossado como Secretário de Cultura este ano, ele já vinha trabalhando na secretaria desde abril do ano passado. E Sady não faz por menos: é poeta, ator, jornalista, diretor teatral, sociólogo, doutor em Teatro e Sociedade pela Universidade de Roma, mestre em Ciência da Arte, publicou cinco livros de poesia, participando de 11 antologias. E ainda dá aula em três faculdades, além de ter criado projetos de poesia, incluindo o Forum Poesia no Rio de Janeiro onde reside desde 1977. Já foi publicado em sete países.

Em 40 anos de teatro, ele dirigiu e atuou em inúmeras peças, como O Mambembe, Hamlet Imaginário, Édipo Rei, O Alienista, Morte e Vida Severina, Rasga Coração e Navalha na Carne, entre outras, além de participar de 13 filmes, com destaque para Como Ser Solteiro no Rio de Janeiro (direção de Rosana Swartman) e Castro Alves: 150 anos (direção de Nelson Pereira dos Santos).

E de sua carteira de premiação constam os prêmios Mambembe (melhor ator); Festival de Teatro de Canela (melhor ator); Festival de Monólogos de Teresina (melhor diretor); Festival de Teatro do Rio (melhor diretor); Rio Versos Niterói (diretor de teatro); Troféu Maysa – Maricá (artista multiarte).

Sady começou a se interessar por cultura – em especial teatro, música, cinema e poesia – desde a sua infância em Amambai, no Mato Grosso do Sul, onde estudou em meio aos povos indígenas. Mas sua fama de cultureiro veio mesmo no Rio, em uma época que a cidade fervilhava de shows, festas e eventos da cena alternativa.

Ele acredita que para aquecer a cultura e a economia criativa é necessária a construção de um consórcio cultural, contemplando o maior número de trabalhadores do setor, além de pensar com seriedade nas leis de incentivo para as artes, valorizando a cultura popular brasileira e arte urbana, transformando as cidades em galerias e espetáculos a céu aberto.

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