Cinegrafista americano infectado com ebola chega aos Estados Unidos


Por Igor Waltz*

06/10/2014


Ashoka Mukpo chegou nesta segunda-feira, 6 de outubro, aos EUA (Crédito: Jake Burghart/Vice)

Ashoka Mukpo chegou nesta segunda-feira, 6 de outubro, aos EUA (Crédito: Jake Burghart/Vice)

Chegou na manhã desta segunda-feira, 6 de outubro, à cidade de Omaha, no estado americano de Nebraska, o cinegrafista americano Ashoka Mukpo, de 33 anos, que contraiu o vírus ebola na Libéria. O jornalista passará por um tratamento médico intensivo no Centro Médico de Nebraska.

O cinegrafista, que trabalhava como freelancer para o canal americano NBC, estava em quarentena desde quarta-feira, 1º de outubro, em um centro de tratamento do ebola administrado pela ONG Médicos Sem Fronteiras na zona lesta de Monróvia, capital liberiana.

O Centro Médico de Nebraska é um dos poucos estabelecimentos médicos americanos com capacidade para receber pacientes infectados pelo ebola. Já prestou atendimento e curou um médico que havia sido contaminado pela febre hemorrágica na Libéria. “Ele está se recuperando e não se sente doente”, disse o médico Mitchell Levy, pai de Ashoka.

Dias antes de seu diagnóstico, Mukpo fez um desabafo em sua página no Facebook falando sobre a triste condição em que as pessoas se encontravam na Libéria em decorrência da epidemia.

“Vi coisas muito ruins nestas últimas duas semanas da minha vida. Quão imprevisível e cheia de perigos a vida pode ser. Como em partes do mundo, níveis básicos de ajuda e assistência que supomos que estejam resolvidos por completo não existem para muitas pessoas”, disse o cinegrafista.

“A dura frieza da privação e o potencial para a verdadeira escuridão que existe na experiência humana. Espero que a humanidade resolva como podemos cuidar uns dos outros e do nosso mundo. Simples, suave aspiração para todos os meus irmãos e irmãs nessa terra que sofrem dos elementos desta frieza. Que nós sejamos, livres, amados e bem cuidados…”, completou.

Epidemia

Mukpo é o quarto americano contaminado no país africano e o primeiro jornalista estrangeiro infectado desde o início da epidemia, que matou vários jornalistas locais. “Mukpo está com bom ânimo e, como sinal positivo, pode alimentar-se e beber sem assistência”, afirmou a jornalista especializada em temas médicos da NBC News Nancy Snyderman.

A Libéria é o país mais afetado pela febre hemorrágica e concentra quase dois terços dos 3,3 mil mortos pelo Ebola na África Ocidental. A presidente do canal NBC News, Deborah Turness, afirmou na sexta-feira que os integrantes da equipe que trabalhava com Ashoka Mukpo também seriam repatriados e colocados em quarentena, apesar de nenhum deles ter apresentado sintomas até o momento.

* Com informações do jornal O Dia e portais G1 e Terra. 

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