Repórter cinematográfico é agredido durante partida de futebol no Paraná


Por Igor Waltz*

04/11/2014


Cinegrafista caiu no chão em confusão em jogo da Série D (Foto: Reprodução/RBS TV)

Cinegrafista caiu no chão e foi cercado (Foto: Reprodução/RBS TV)

Um briga generalizada durante o empate entre Londrina e Brasil-Pel, neste sábado (01/11), no Estádio do Café, em Londrina (PR), pela semifinal da Série D do Campeonato Brasileiro, terminou com um cinegrafista agredido. Jeferson Kickhofel, da RBS TV Pelotas, foi atingido por socos e chutes desferidos por pessoas identificadas com a camisa do Londrina, depois que o gerente de futebol do clube, Alex Brasil, tentou impedir a gravação das imagens da confusão. Além de um corte na testa, o profissional teve seu equipamento danificado.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) emitiu um comunicado no qual considera “inaceitável qualquer ação que tente impedir a livre atuação da imprensa na cobertura jornalística e pede rigor na apuração dos fatos e a responsabilização dos autores”. Também por meio de nota, o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, com sede em Pelotas, também repudiou o ocorrido e classificou o episódio como “um atentado à liberdade de expressão e ao direito da sociedade à informação”.

Durante o intervalo da partida, o técnico do Brasil-Pel, Rogério Zimmermann, se dirigia ao vestiário quando se desentendeu com torcedores do clube paranaense e foi expulso. A partir daí, jogadores e integrantes da comissão técnica de ambos os times iniciaram uma verdadeira batalha campal. Kickhofel, com 28 anos de profissão e acostumado a conviver com a pressão da torcida, diz ter se surpreendido que a briga tenha começado por funcionários de um clube.

“Peguei imagens de Zimmermann saindo de campo. O gerente de futebol do Londrina veio na minha direção, colocou a mão na câmera e disse para eu apagar as imagens. Outros apareceram, me bateram, chutaram e tentaram roubar meu equipamento. Na hora, eu pensei que fossem umas oito pessoas, mas pelas imagens conclui que foram 14”, explicou o cinegrafista.

Ele afirma ter pedido ajuda à Polícia Militar, que nada fez para evitar a violência. Ele afirma ter sido salvo pelos jogadores do Brasil-Pel, que apartaram a confusão. Apesar do desejo de seguir na profissão, Kickhofel admitiu que tem receio por voltar a Londrina.

“Passadas 24 horas, ainda sentia muita dor no corpo, minha perna e minha costela estão machucadas. Eu espero nunca mais voltar à cidade, não tenho mais coragem”, disse.

*Com informações do jornal Zero Hora e portal Bondenews. 

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