16 de agosto de 2022


Cineasta homenageia Leila Diniz nos 50 de morte da atriz


06/10/2021


Ana Maria Magalhães No Encontros da ABI

O Encontros da ABI com a Cultura entrevista hoje, às 19h30, a atriz, cineasta, roteirista e produtora de cinema Ana Maria Magalhães que lançará a versão longa (90 minutos) do filme sobre Leila Diniz no próximo ano, nos 50 anos de sua morte em um desastre de avião na Índia. Ana também terminará sua autobiografia que chegará até os anos 1970.

A cineasta comentará ainda os cinco episódios do documentário O Brasil de Darcy Ribeiro dirigido por ela, em 2014, e que venceu o Prêmio Tal TV- Televisión de America Latina, de melhor série documental e que mostrou a importância do antropólogo para a América Latina. Ela será entrevistada por outros dois cineastas: Silvio Tendler e Emília Silveira e pela jornalista Vera Perfeito. Assista pelo canal da ABI no YouTube.

Ana

Ana Maria retomou um vídeo sobre Leila Diniz para restaurar a versão longa, de 90 min já que na TV só foi divulgada a de 52 min. O documentário será lançado no ano que vem, 50 anos da morte da estrela que condensava, em si, “todas as mulheres do mundo”. Ana diz que tem toda uma geração que não conhece a Leila, “um absurdo”.

A política chegou na casa de Ana Maria Magalhães antes do cinema já que era filha do deputado federal Sérgio Magalhães, cassado pela ditadura brasileira.Uma das mais atuantes atrizes do cinema brasileiro na década de 70, tornou-se diretora de curtas e longas-metragens nos anos 1980. Como diretora, seu primeiro filme foi Mulheres no Cinema (1977), documentário de16mm sobre as mulheres cineastas do Brasil. No início dos anos 80, dirigiu o documentário sobre Leila Diniz Já que ninguém me tira para dançar (1982) que se tornou o primeiro vídeo com produção independente a ser exibido pela televisão brasileira e que ela complementará para ser lançado no próximo ano.

Ana estreou como no teatro profissionalmente no Grupo Oficina, em 1967, seguindo como atriz em trabalhos com diretores famosos como o português Manoel de Oliveira (O estranho caso de Angélica – 2010), selecionado para a mostra Un certain Regarddo Festival de Cannes, além dos brasileiros Nelson Pereira dos Santos (com quem foi casada e teve um filho), Cacá Diegues, Gustavo Dahl (também seu ex-marido com quem teve dois filhos), Antonio Calmon, Hector Babenco e Neville D’Almeida. Uma de suas atuações mais marcantes foi contracenando com Tarcísio Meira em A Idade da Terra (1980), de Glauber Rocha.  Atuou também em novelas de TV como Gabriela (1975), e Saramandaia (1976) da Rede Globo.

Ela dirigiu ainda curtas, como Assaltaram a gramática (1984); Spray Jet (1985); O mergulhador (1985), O bebê (1986) e o média-metragem Mangueira do amanhã (1992). Sua estreia como diretora no longa-metragem aconteceu com o episódio Final Call, para a produção internacional Erotique (1994). Em 2002, lançou o longa-metragem Lara, sobre a atriz Odete Lara e, em 2009, dirigiu Reidy, a construção da utopia, premiado no Int’l Rio de Janeiro Film Festival como Melhor Documentário de Longa-Metragem e em Portugal no Cine Eco Seia – Prêmio Pólis, em 2010.Dirigiu ainda série em cinco episódios O Brasil de Darcy Ribeiro (2014) que recebeu o prêmio de Melhor Série Documental pela TAL TV – Televisión de America Latina em 2014.

Algumas Premiações: atriz revelação da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1972); em 1975, arrebatou o Kikito de melhor atriz por sua atuação em Uirá, um Índio em Busca de Deus, de Gustavo Dahl; melhor direção no I Festival Nacional de Caxambu (1984) com Assaltaram a gramática; melhor direção no II Festival Nacional de Caxambu (1985) com Spray Jet; Prêmio do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (1987) com o vídeo Já Que Ninguém Me Tira pra Dançar; Prêmio especial do júri do Festival de Cinema de Brasília com O bebê (1987); Menção Honrosa (Margarida de Prata) pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) por Mangueira do Amanhã;Melhor Documentário de Longa-Metragem do Int’l Rio de Janeiro Film Festival (2009) por Reidy, a construção da utopia; Prêmio Pólis do Cine Eco Seia, Portugal (2010), com Reidy, a construção da utopia;Melhor Série Documental pela TAL TV – Televisión de America Latina (2014) com O Brasil de Darcy Ribeiro.

Ana Maria também retomou seu livro autobiográfico que já tem mais de 400 páginas, sendo que o volume terminará em 1970, quando ela, aos 20 anos, interpretou Como Era Gostoso o Meu Francês.

Para entrevistar Ana Maria Magalhães estarão no programa o cineasta Silvio Tendler, com dezenas de documentários em seu currículo e, entre eles, sobre a vida e trajetória de JK, Jango, Tancredo Neves, Marighella, e Glauber Rocha. A cineasta Emília Silveira, diretora dos documentários Tente entender o que tento lhe dizer, Silêncio no estúdio, Callado, Galeria F e Setenta. E ainda a jornalista Vera Perfeito, diretora de Cultura da ABI.

Siga a abi

© 2013 ABI - Associação Brasileira de Imprensa – todos os direitos reservados -Rua Araújo Porto Alegre, 71 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, Cep: 20030-012