27 de setembro de 2022


Beatles para ver e Roberto para ler são os destaques de Dicas


28/11/2021


Por Vera Perfeito, diretora de Cultura e Lazer da ABI.

A última reunião dos Beatles e livro de Roberto Carlos

Finalmente, chegou ao streaming o documentário sobre os últimos dias dos Beatles e também o derradeiro show.  Hoje e amanhã, já estão disponíveis na Globoplay o segundo e o terceiro episódios (o primeiro estreou ontem). E os fãs de Roberto Carlos ganharam de presente o volume 1 n=da bnova biografia do “rei”. No dia 4, o filme Marighella, de Wagner Moura, estará no Globoplay. O Parque Lage tem telão para os filmes do Festival de Cinema francês Varilux que homenageia Jean-Paul Belmondo. A jornalista Tereza Cruvinel, premiada como a melhor colunista de opinião no Comunique-se, é a última entrevistada do ano no Encontros da ABI com a Cultura e o Cineclube Macunaíma exibe Privatizações:a distopia do capital, de Silvio Tendler. O Teatro Riachuelo comemora cinco anos e faz eventos presenciais e on lilne com preços a R$5. Tem aqui indicação de muitos festivais, filmes, shows, peças teatrais, livros, músicas. Mas, por favor, evite aglomerações e jamais abandone sua máscara. A pandemia ainda não acabou.

 

NA ABI

Segunda-feira

19h30 – ABI Esportes: O programa vai ao ar pelo canal da ABI no Youtube – bit.ly/3uZn84f.

Terça-feira

19h30 – O Cineclube Macunaíma exibe hoje mais um filme da Mostra Silvio Tendler que segue até o dia 7 de dezembro, às terças-feiras, a partir das 10h e até segunda-feira. Privatizações: a distopia do capital é um documentário sobre como o Brasil perdeu elementos fundamentais da sua soberania ao transferir para o setor privado internacional uma parte essencial e simbólica do patrimônio coletivo brasileiro.  Cerca de 15% do PIB do país passou para o setor privado, seguindo uma lógica de que o Estado seria a razão dos problemas do país, e o grande adversário da eficiência econômica, resultando em moradia, transporte, educação e saúde serem tratados como mercadoria, beneficiando o sistema financeiro.   Às 19h30, haverá debate com Silvio Tendler, a arquiteta  Ermínia Maricato, o engenheiro Clovis Nascimento e o economista e sociólogo Carlos Vainer.  Assista o filme e o debate pelo canal da ABI do YouTube.

Quinta-feira

19h –  Encontros da ABI com a Cultura com apresentação da jornalista Vera Perfeito, diretora de Cultura e Lazer da ABI.  No último programa deste ano a entrevistada hoje é a jornalista Tereza Cruvinel que acabou de receber o Prêmio Comunique-se de melhor colunista de opinião do Brasil. Os entrevistadores serão a diretora de Jornalismo da ABI Andrea Penna, a jornalista e conselheira da ABI Cristina Serra e o jornalista, escritor e vice-presidente da ABI, Cid Benjamin. Pelo canal da Associação Brasileira de Imprensa do YouTube.

PALESTRA

 

17h 3ª feiraFernão de Magalhães e Stefan Zweig: palestra do professor e escritor Paulo Roberto Pereira com introdução de Israel Beloch, presidente da Casa Stefan Zweig e a jornalista Kristina Michaellis será a moderadora. Pelo canal da Casa Stefan Zweig Digital.

 

TELEVISÃO

 

22h30 – Quarta-feira TV GLOBO Mães do Brasil: a Globo exibirá no dia 1º de dezembro o especial “Mães do Brasil”, coprodução inédita com Favela Filmes e KondZilla. O especial mostra histórias inspiradoras de seis mães que vivem em diferentes favelas do país, diante do desafio de sobreviver na pandemia de Covid-19. O programa é inspirado no projeto social Mães da Favela, da Cufa (Central Única das Favelas). No caminho dessas mulheres, o desafio da maternidade é muito maior num país que sofre com a crise em função da pandemia da Covid-19, que causou, entre outras coisas, o aumento da desigualdade e da fome. Gravado entre setembro e outubro deste ano, o especial mergulha no cotidiano das comunidades e reforça a importância das redes de apoio que fazem a comida chegar às mesas dessas famílias.

GLOBOPLAY Roda papo e de samba só de mulheres. Não perca a conversa de cinco cantoras negras com uma jornalista também negra, Maju Coutinho, que foi ao ar domingo no Fantástico. Em homenagem ao Dia da Consciência Negra, Alcione, Maria Rita, Teresa Cristina, Tia Surica e Martinália contaram histórias e cantaram Sorriso Negro de D.Ivone Lara a quem Martinália imitou dançando. De arrepiar. Imperdível. 11 minutos.

YOUTUBE Artistas do Cacildis: o cantor e apresentador Mumuzinho celebra 80 anos de Mussum, morto em 1994, com este programa. Mumuzinho já encarnou Mussum em um remake de “Os Trapalhões” e agora receberá personalidades da cultura afro-brasileira como Sandra de Sá, Roberta Rodrigues, Rafael Zulu e Jorge Araão, para conversar sobre suas carreiras e a importância de Mussum em suas trajetórias e vidas pessoais. O primeiro episódio foi ao ar no domingo.

FESTIVAIS DE FILMES

 

Obs: agradecimentos à jornalista Deborah Dumar pelo envio de informações dos festivais de filmes.

 

XINGU 60 anos a Mostra Ecofalante de Cinema preparou o especial Xingu 60 Anos, que marca as seis décadas de existência do Parque Indígena do Xingu, com 31 filmes realizados de 1932 a 2021, assinadas por Aurélio Michiles, Mari Corrêa, Maureen Bisilliat, Paula Gaitán, Vincent Carelli, Washington Novaes, Jesco von Puttkamer, e uma nova geração de cineastas indígenas representada por Takumã Kuikuro e Kamikia KisêdjêA mostra acontece até 12 de dezembro, online e gratuita para todo Brasil.

 

Até hoje inédito comercialmente no Brasil, “Uaka” (1988) documenta delicadamente o universo e os movimentos de um dos rituais mais famosos dos povos indígenas xinguanos, o Kuarup, obra de estreia na direção de longas da premiada diretora Paula Gaitán, viúva do cineasta Glauber Rocha. Produções pioneiras como Ao Redor do Brasil” (1932), do major Luiz Thomaz Reis, acompanhando diferentes episódios do projeto militar-científico-civilizatório conhecido como Comissão Rondon;  “Kuarup”, do fotógrafo e cineasta alemão Heinz Forthmann; o diretor Jesco von Puttkamer, considerado um dos precursores da antropologia visual no Brasil, tem na programação três títulos, um deles inédito no Brasil: “O Destino das Mulheres Amazonas” (1960), sobre a lenda das amazonas e como essas mulheres e seus costumes podem ter sobrevivido em outras tribos da região.

 

Além dos filmes, a programação conta com importantíssimos debates com o objetivo de conhecer e entender melhor o Parque Indígena do Xingu com participações de André Villas-Bôas (antropólogo e secretário executivo do ISA – Instituto Socioambiental), Maiware Kaiabi (líder do povo Kaiabi),  Mekaron Txucarramãe (líder Kayapó e primeiro indígena a se tornar diretor do PIX), Vincent Carelli (indigenista, documentarista e fundador do projeto Vídeo nas Aldeias) e Watatakalu Yawalapiti (liderança das mulheres indígenas do Alto Xingu), entre outros. Os filmes e demais atividades podem ser acessados gratuitamente através do site do evento [https://www.ecofalante.org.br/], sendo parceira a plataforma Cultura em Casa [https://culturaemcasa.com.br/].

 

Raoni – Coprodução de 1978 entre a França, Brasil e Bélgica, foi indicado ao Oscar de melhor documentário (em sua versão norte-americana, com locução de Marlon Brando). Na versão brasileira, com a voz de Paulo César Pereio, conquistou quatro premiações no Festival de Gramado, incluindo a de melhor filme. É esta a versão exibida na mostra. A obra acompanha a luta do cacique Raoni pela preservação do Parque Nacional do Xingu, ameaçado por grileiros, caçadores e madeireiras. O longa-metragem foi filmado clandestinamente no Parque Nacional do Xingu no princípio de 1975, durante a ditadura militar brasileira. A direção é assinada pelo cineasta e escritor belga Jean-Pierre Dutilleux (de “Amazon Forever” e “Une Histoire Amazonienne”) e pelo fotógrafo e montador brasileiro Luiz Carlos Saldanha. Na mostra, o filme é exibido em cópia recentemente digitalizada em resolução 4K, que oferece a maior qualidade de imagem. 

 

Xingu/Terra” (1981), da fotógrafa Maureen Bisilliat, que foi parceira dos irmãos Villas-Bôas, a programação exibe um retrato do cotidiano de uma aldeia do grupo indígena Mehinaku, no Alto Xingu, contemplado com dupla premiação no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.  Plantação, pesca, cerâmica, a preparação da tinta de urucum, a modelagem da cerâmica doméstica, o relacionamento entre pais e filhos e o cerimonial de casamento são alguns dos aspectos abordados na obra. Inglesa radicada no Brasil, Bisilliat fez uma série de viagens ao Xingu, tendo lançado em 1979, em coautoria com os irmãos Cláudio e Orlando Villas-Bôas, o livro “Xingu: Território Tribal”. Segundo especialistas, ela desenvolveu um dos mais sólidos trabalhos de investigação fotográfica, focalizando temas como os sertanejos e indígenas.

 

Em “O Brasil Grande e os Índios Gigantes” (1995), o cineasta Aurélio Michiles (dos longas-metragens “O Cineasta da Selva” e “Tudo por Amor ao Cinema”) narra a saga da tribo Krenakarore (também conhecidos como Panará) e retrata a violenta mudança no destino dos indígenas após seu contato com os homens brancos. A obra inclui depoimentos do antropólogo Darcy Ribeiro e do economista Roberto Campos. Participam ainda os sertanistas Orlando e Cláudio Villas-Bôas, os primeiros brancos a entrarem em contato com os Krenakarore. O filme é uma produção do ISA – Instituto Socioambiental.

 

“Uaka” (1988) é até hoje inédito comercialmente no Brasil, documenta delicadamente o universo e os movimentos de um dos rituais mais famosos dos povos indígenas xinguanos, o Kuarup. Premiado no Festival de Amiens (França), a obra marcou a estreia na direção de longas-metragens de Paula Gaitán, realizadora homenageada em 2021 pela Mostra de Cinema de Tiradentes. Viúva do cineasta Glauber Rocha, Gaitán dirigiu longas como “Diário de Sintra” e “Exilados do Vulcão” – este último vencedor do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

 

“Coração do Brasil” (2012) – dirigido por Daniel Solá Santiago (de “Família Alcântara”) e exibido no festival É Tudo Verdade, “Coração do Brasil” (2012) reúne três integrantes da expedição que demarcou o centro geográfico do Brasil em 1958 – o explorador Sérgio Vahia de Abreu, o documentarista Adrian Cowell e o cacique Raoni. Eles revisitam aldeias, reencontrando personagens e verificando a condição dos indígenas passados 50 anos da criação do Parque Indígena do Xingu.

 

O Último Kuarup Branco (2008) – curta-metragista e documentarista premiado em festivais como Havana e Brasília, o cineasta Nilson Villas-Bôas promove em uma reavaliação do Parque Indígena do Xingu após 50 anos de sua criação. Na obra, os indígenas mais velhos ainda não esqueceram as terras originais, que deixaram para trás, e alguns querem voltar às suas antigas origens.

 

“Contato com uma Tribo Hostil” (1965) documenta os primeiros contatos dos irmãos Villas-Boas com os indígenas Txicão (Ikpeng) em 1965; “Incidente no Mato Grosso” (1965), por sua vez, focaliza a transferência do grupo indígena Kaiabi para o Parque do Xingu. Está programado ainda “Bubula, o Cara Vermelha” (1999), documentário sobre Jesco von Puttkamer dirigido por Luiz Eduardo Jorge, que narra sua trajetória histórica durante quatro décadas e foi premiado no Festival de Brasília e no Cine-PE | Festival Audiovisual (Recife), entre outros eventos.

Grande homenageado na terceira edição da Mostra Ecofalante de Cinema, em 2014, Washington Novaes (1934-2020) foi um jornalista que tratou com especial destaque os temas de meio ambiente e culturas indígenas. Em “Xingu – Terra Ameaçada”, série de 2007, cujo primeiro episódio é exibido na mostra, ele revisita a região do Xingu, na qual havia realizado outra série documental, “Xingu – Terra Mágica”, na década de 1980, e encontra os mesmos grupos indígenas anteriormente retratados, só que agora sofrendo com a pressão do desenvolvimento econômico.

 

Xingu 60 Anos exibe seis produções do Vídeo nas Aldeias, projeto criado em 1986 que utiliza recursos audiovisuais para fortificar a identidade dos povos indígenas e sua cultura. O grande destaque é “Itão Kue-gü – As Hiper Mulheres” (2011), dirigido por Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro. A obra venceu o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, foi premiada no FICA – Festival Internacional de Cinema Ambiental (Goiás) e nos festivais de Brasília e Gramado, além de ter sido selecionado para eventos internacionais prestigiosos, como os festivais de Roterdã, Bafici-Buenos Aires e World Cinema de Amsterdã. O longa focaliza o maior ritual feminino da região do Alto Xingu.

 

Também oriundos do mesmo projeto são “Kiarãsâ Yõ Sâty – O Amendoim da Cutia” (2005, eleito melhor documentário na Jornada Internacional de Cinema da Bahia e no forumdoc.bh – Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte), de Paturi Panará e Komoi Panará, sobre a colheita do amendoim e o cotidiano em uma aldeia Panará; “Imbé Gikegü – Cheiro de Pequi” (2006), de Takumã Kuikuro e Maricá Kuikuro, que explica, com muito humor, porque o pequi tem cheiro forte, segundo a lenda Kuikuro; e “Kîsêdjê ro Sujareni – Os Kisêdjê Contam a Sua História” (2011), de Kamikia Kisêdjê e Whinti Suyá, reunindo narrativas sobre os primeiros contatos com o homem branco e a história recente do povo Kîsêdjê.

 

Codirigido por Mari Corrêa – que tem outros três filmes no evento – e Vincent Carelli (dos longas “Corumbiara” e “Martírio”), “De Volta à Terra Boa” (2008) narra a trajetória do grupo indígena Panará, do desterro ao reencontro com seu território original. A narrativa parte do primeiro contato com o homem branco, em 1973, passa pelo exílio no Parque Indígena do Xingu e chega até a luta e reconquista da posse de suas terras. A produção venceu dois prêmios na Mostra Internacional do Filme Etnográfico (Rio de Janeiro).

 

Da cineasta Mari Corrêa, a programação apresenta outras três realizações. “Pïrínop: Meu Primeiro Contato” (2007, codirigido com Karané Ikpeng) traz as lembranças do primeiro contato dos indígenas Ikpeng com o homem branco, o exílio, a terra abandonada, o desejo e a luta pelo retorno. Já “O Corpo e os Espíritos” (1996) relata o encontro entre duas visões opostas da saúde, com médicos e pajés tentando conciliar medicina moderna e xamanismo. Por sua vez, “Para Onde Foram as Andorinhas?” (2015) alerta sobre as mudanças climáticas e o crescente calor, que prejudicam as árvores, queimam a floresta, calam as cigarras e estragam os frutos da roça. O filme, co-realizado com o ISA, foi exibido na Conferência do Clima em Paris (COP 21).

 

Também integra a programação o filme “Yarang Mamin” (2019), uma corealização do Instituto Catitu e do Instituto Socioambiental (ISA) dirigida pelo cineasta Kamatxi Ikpeng. O documentário retrata o dia a dia de mulheres que formaram um movimento para coletar sementes florestais, um trabalho que possibilitou o plantio de cerca de 1 milhão de árvores nas bacias do Rio Xingu e Araguaia.

 

Do cineasta Takumã Kuikuro, codiretor de “Itão Kue-gü – As Hiper Mulheres” e “Imbé Gikegü – Cheiro de Pequi”, o evento promove a estreia de dois trabalhos inéditos. “Kukuho – Canto Vivo Wauja”(2021) focaliza um músico, contador de histórias e líder da comunidade Waujá do Xingu que tenta preservar e compartilhar a música tradicional do seu povo. “Território Pequi” (2021) mostra como o pequi se tornou símbolo de vasto patrimônio cultural e genético. Membro da aldeia indígena Kuikuro e atualmente vivendo na aldeia Ipatse, no Parque Indígena do Xingu, Takumã Kuikuro recebeu em 2017 o prêmio honorário Bolsista da Queen Mary University of London. Foi, em 2019, o primeiro jurado indígena do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

 

Outros três filmes são dirigidos ou codirigidos pelo cineasta Kamikia Kisêdjê. “A Última Volta do Xingu” (2015, de Kamikia Kisêdjê e Wallace Nogueira) expõe os arrasadores impactos socioambientais da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte sobre os povos da Volta Grande do rio Xingu. Vencedor de menção honrosa na Mostra Ecofalante de Cinema, “Topawa” (2019, de Kamikia Kisêdjê e Simone Giovine) traz depoimentos de mulheres da Terra Indígena Apyterewa sobre os primeiros contatos com os homens brancos, enquanto confeccionam redes e cestas a partir da palmeira de tucum. “Wotko e Kokotxi, Uma História Tapayuna” (2010, de Kamikia Kisêdjê) conta a trágica história do povo Tapayuna, que, durante décadas, combateu a invasão de suas terras. No final dos anos 1950, com a intensificação da exploração da borracha na região, alguns brancos deram a eles carne envenenada, fazendo com que grande parte do grupo morresse. O filme aborda também o ressurgimento desse povo Tapayuna, com narração por um casal sobrevivente.

 

“A História da Cutia e do Macaco” (2012) é assinado por mulheres cineastas indígenas – Wisio Kayabi e Coletivo das Cineastas Xinguanas. A obra é baseada em uma história tradicional do povo Kawaiweté.

 

A programação de filmes completa-se com três títulos recentes. “O Índio Cor de Rosa Contra a Fera Invisível: A Peleja de Noel Nutels” (2020), de Tiago Carvalho, reúne imagens inéditas do acervo do médico sanitarista Noel Nutels (1913-1973), que percorreu o Brasil tratando da saúde de indígenas, ribeirinhos e sertanejos, nunca deixando de registrar essas experiências com uma câmera de cinema. Multipremiada, a obra foi vencedora do prêmio de público de melhor documentário, menção especial do júri e prêmio dos estudantes no Festival de Biarritz.

 

“Olhares Cruzados – Parque Indígena do Xingu 50 Anos” (2011), de João Pavese, tem como fio condutor depoimentos de indígenas e não indígenas sobre a história, dilemas e desafios da consagrada terra indígena, situada no coração do Brasil. Já em “O Segundo Encontro”(2019), a cineasta Veronique Ballot recupera os passos de seu pai, o repórter-fotográfico Henri Ballot, que integrou a expedição dos irmãos Villas-Bôas na qual se deu o primeiro contato entre homens brancos e indígenas Metuktire, no norte de Mato Grosso.

Debates: com o objetivo de conhecer e entender melhor o Parque Indígena do Xingu – em que circunstâncias ele foi criado, o impacto da criação da primeira grande Terra Indígena demarcada pelo governo federal e os desafios que enfrenta – Xingu 60 Anos organizou três debates.

Debates

 

Imagens do XinguHOJE, às 18h00com Carlos Fausto (antropólogo e documentarista), Kamikia Kisêdjê (cineasta), Takumã Kuikuro (cineasta), Mari Corrêa (cineasta, fundadora e diretora do Instituto Catitu) e Vincent Carelli (indigenista, documentarista e fundador do projeto Vídeo nas Aldeias), com mediação de Flávia Guerra (documentarista e jornalista cultural).

O encontro promove uma conversa sobre a representação audiovisual dos povos indígenas da região do Xingu, desde a documentação dos cineastas – em sua maioria, estrangeiros –  que acompanharam os irmãos Villas-Bôas em suas expedições, até o recente surgimento dos coletivos indígenas de cinema e sua apropriação do meio audiovisual e de sua própria representação.

 

O Xingu Hojeamanhã, às 18h00

Com Douglas Rodrigues (médico sanitarista, do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina / Universidade Federal de São Paulo), Ianukulá Kaiabi Suyá (presidente da ATIX – Associação Terra Indígena Xingu), Ivã Bocchini (indigenista do ISA – Instituto Socioambiental e articulador dos planos de gestão territorial – TIX), Kátia Ono (articuladora comunitária e assessora técnica em manejo de recursos naturais e fogo do ISA – Instituto Socioambiental), Sofia Mendonça (médica sanitarista e coordenadora do Projeto Xingu, do Departamento de Medicina Preventiva, da Escola Paulista de Medicina / Universidade Federal de São Paulo), Tapi Yawalapiti (professor, ex-vice-presidente do IPEAX – Instituto de Pesquisa Etno Ambiental do Xingu ex-presidente do Conselho Local de Saúde Indígena do Alto Xingu do Pólo Base Leonardo Villas Bôas e liderança indígena) e Watatakalu Yawalapiti (liderança das mulheres indígenas do Alto Xingu), com mediação de Biviany Rojas (ISA – Instituto Socioambiental).

O debate coloca em discussão quais são as condições atuais de vida e manutenção do modo de vida dos povos indígenas – o Parque Indígena do Xingu está cumprindo a sua função original? Como os povos indígenas veem esse território hoje e a possibilidade de sua preservação diante dos muitos desafios?

 

31º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema 

Com mais de 40 filmes, entre longas e curtas-metragens, o 31º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema divulga a programação. O evento acontece de amanhã até 3 de dezembro em formato híbrido,presencial em Fortaleza, no Canal Brasil, Canais Globo, Globoplay + Canais ao Vivo, no Youtube do evento e na TV Ceará. Para a programação no Cineteatro São Luiz, os ingressos estarão disponíveis no site da Bilheteria Virtual e no Cinema do Dragão, o público poderá adquirir os ingressos na bilheteria do cinema uma hora antes de cada exibição. Em ambos os equipamentos da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult CE), geridos pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), o público deverá apresentar o passaporte da vacinação. Os ingressos são gratuitos.

 

ABERTURA – Cineteatro São Luiz. A solenidade de abertura do 31º Cine Ceará acontecerá amanhã, a partir das 19h30, no Cineteatro São Luiz. Na ocasião, serão homenageados a atriz Marta Aurélia e o cineasta Halder Gomes. Os cearenses serão agraciados com o Troféu Eusélio Oliveira.

 

COMPETITIVA IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM 

Cineteatro São Luiz, Canal Brasil, Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo. 

 

Após a solenidade, começa a Mostra Competitiva ibero-americana de Longa-metragem, que será presencial no São Luiz e transmitida simultaneamente na TV pelo Canal Brasil, e online nas plataformas Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo. O filme que abre a mostra é Fortaleza Hotel, de Armando Praça, em première mundial. O diretor venceu o 29º Cine Ceará com “Greta” – melhor direção, filme e ator (Marco Nanini). No domingo, dia 28, a coprodução Uruguai-Itália “Bosco”, de Alicia Cano Menoni, fará sua estreia nacional no Cine Ceará. O documentário foi exibido no IDFA de Amsterdã, no Cannes Docs – Marché du Film, no Festival de Málaga, e no Festival de Cinema de Trento, na Itália.

 

A mostra segue na segunda-feira, dia 29, com a ficção equatoriana “Vacío”, de Paul Venegas. O filme venceu o prêmio de Melhor Longa-metragem no Festival Bafici (Buenos Aires), e participou do Festival de Busan, na Coreia do Sul. O documentário brasileiro “5 casas”, de Bruno Gularte Barreto será o longa de terça-feira, dia 30. O longa participou do IDFA (Amsterdã), do Festival de Toulouse, do Biografilm (Itália), e do Queer Lisboa. Na quarta-feira, dia 1º de dezembro, será exibida a premiada ficção “Perfume de Gardênias” (Porto Rico-Colômbia), de Macha Colón, que venceu como Melhor Filme no Festival de Trinidad e Tobago, no Caribe, e foi exibida no Festival de Tribeca. Já na quinta-feira, dia 2, o festival encerra a competição ibero-americana com a première mundial da ficção “A Praia do Fim do Mundo”, de Petrus Cariry (“O Barco).

 

COMPETITIVA BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM 

Cineteatro São Luiz 

 

Além da Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem, o público confere no Cineteatro São Luiz, a partir das 19h30, a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem, que apresentará 12 filmes de nove estados. No domingo, dia 28, serão exibidos os documentários “O Durião Proibido”, de Txai Ferraz, e “Foi um tempo de poesia”, de Petrus Cariry, além da ficção “Ausências”, de Antônio Fargoni. Na segunda, os curtas de ficção “Encarnado”, de Otávio Almeida e Ana Clara Ribeiro, e “Chão de Fábrica”, de Nina Kopko. Na terça, será a vez do documentário “O Resto”, de Pedro Gonçalves Ribeiro, e da ficção “Sideral”, de Carlos Segundo, exibida no 74º Festival de Cannes, no 48º Telluride Film Festival, no 36º Festival de Internacional de Cine en Guadalajara e no 26º Hamptons Film Festival (EUA). Na quarta, o documentário “Mar Concreto”, de Julia Naidin, e a ficção “Como respirar fora d’água”, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros integram a mostra. Na quinta, o documentário “O amigo do meu tio”, de Renato Turnes, e as ficções “Hawalari”, de Cássio Domingos, e “Ato”, de Bárbara Paz, poderão ser conferidas pelo público. No filme de Bárbara Paz, a cineasta também assina a produção com Tatyana Rubim. O curta é estrelado por Alessandra Maestrini e Eduardo Moreira e estreou mundialmente no 78º Festival de Veneza.

 

LONGAS – MOSTRA OLHAR DO CEARÁ

Cineteatro São Luiz

 

A partir de terça-feira, dia 30, terá início a Mostra Olhar do Ceará. O festival exibe, no Cineteatro São Luiz, sempre às 14h, três longas-metragens documentais. Na terça-feira será a vez de “Transversais”, de Émerson Maranhão, na quarta-feira, “De uma distância esquizoide” de Gabriel Silveira, e na quinta-feira, “Minas urbanas”, de Natália Gondim.

 

CURTAS – MOSTRA OLHAR DO CEARÁ

Cinema do Dragão, Youtube do Cine Ceará e TV Ceará 

 

Este ano os curtas-metragens da Mostra Olhar do Ceará retornam ao Cinema do Dragão, com exibições sempre às 14h. Entre os filmes da competição estão os documentários Memória da memória, de Idson Ricart, Boi coração, de Marcelo Alves e Angela Gurgel, e Zé Tarcísio, testemunha, de Delano Gurgel Queiroz, com sessões na segunda-feira. O documentário experimental Fôlego vivo, da Associação dos Índios Cariris do Poço Dantas – Umari, e os documentários Arte na palha, de Augusto Cesar dos Santos, e Saudades dos Leões, de João Paulo Magalhães, que poderão ser conferidos na terça-feira. Na quarta-feira será a vez das animações As Aventuras de Ana e João, de Augusto Cesar dos Santos, Sebastiana, de Cláudio Martins, Ibiapaba, como nascem as montanhas, de George Alex Barbosa e o documentário Muxarabi, de Natália Maia e Samuel Brasileiro. Já na quinta-feira, o público confere o filme de horror/fantasia Estilhaços, de Gabriela Nogueira, a ficção científica/sertãopunk 2020, de Oziel Herbert, e a ficção Entre o passado, de Larissa Estevam.

 

Haverá debates com realizadores após as exibições mediados por Camila Osório. Também será possível assistir aos curtas no Youtube do Cine Ceará durante todo o evento, de 27 de novembro a 3 de dezembro, e na TV Ceará de segunda a sexta-feira, sempre às 23h30.

 

MOSTRAS SOCIAIS 

 

Anualmente o festival recebe o público para as exibições das Mostras SociaisEsse ano as sessões vão ocorrer em formato híbrido. O longa-metragem da mostra O Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece será exibido na segunda-feira (29), às 14h, no Cineteatro São Luiz, já os longas das mostras Acessibilidade e Melhor Idade estarão disponíveis na TV Ceará, às 22h, domingo, dia 28 de novembro, e dia 5 de dezembro, respectivamente. 

 

Esse ano o Prêmio Água e Resistência apresentará cinco curtas de até três minutos no Cineteatro São Luiz, que também ficarão disponíveis no Youtube do Cine Ceará no sábado, dia 27, às 13h. São quatro ficções — “Água-Viva: e se a água tivesse vida?”, de Emily Coelho, “Rachel”, de Isaac Apolônio e Fernando Lessa, “JEANStopia”, de Gabriel Viggo e Murilo da Paz, e “A Falta de Algo Básico”, de Sara Agatha, — e um documentário: “Água e Resistência”, com direção de JJ. Já a Mostra Pontes Criativas apresentará cinco curtas de até três minutos que poderão ser conferidos no Youtube do festival no sábado, dia 27, às 14h, com apresentação dos dois curtas vencedores no Cineteatro São Luiz, na quinta-feira, dia 2, às 19h30.

 

 SOLENIDADE DE ENCERRAMENTO E PREMIAÇÃO + EXIBIÇÃO ESPECIAL – Cineteatro São Luiz

A Solenidade de Encerramento e Premiação do 31º Cine Ceará acontece na sexta-feira, dia 3 de dezembro, a partir das 19h30. Os vencedores das duas mostras competitivas receberão o troféu Mucuripe. Os longas serão premiados nas categorias Melhor Filme, Direção, Atuação feminina, Atuação masculina, Roteiro, Fotografia, Montagem, Trilha Sonora Original, Som e Direção de Arte. Concorrem ao troféu na competitiva de curtas os eleitos pelo júri nas categorias de Melhor Curta-metragem, Direção, Roteiro e Produção Cearense.

 

Em seguida à premiação, “O Marinheiro das Montanhas, de Karim Aïnouz, será o filme de encerramento, com exibição hors concours na cidade natal do diretor. O longa é um diário de viagem filmado na primeira ida de Karim à Argélia, país em que seu pai nasceu.

 

31º CINE CEARÁ – conta com o Canal Brasil como Exibidor Oficial.

 

de 27 de novembro a 03 de dezembro de 2021 em formato presencial em Fortaleza no Cineteatro São Luiz e no Cinema do Dragão, no Canal Brasil, Canais Globo e Globoplay + Canais ao Vivo, TV Ceará e canal do Cine Ceará no YouTube. Informações: www.cineceara.com. Instagram: @cineceara, Facebook: Festival Cine Ceará. E-mail: contatos@cineceara.com.

  

12ª Edição do FESTIVAL VARILUX DO CINEMA FRANCÊS

 

Com esta nova edição, o Festival Varilux, que começou ontem no Rio e em São Paulo, além de outras 44 cidades do país, apresentará 17 longas inéditos, dois clássicos e uma mostra em homenagem a Jean-Paul Belmondo, morto em setembro, aos 88 anos. Entre os destaques está o ganhador da Palma de Ouro, em Cannes “Titane”, de Julia Ducournau, candidata da França a uma vaga ao Oscar. E ainda a comédia vencedora da sete prêmios César “Adeus idiotas”, de Albert Dupontel; e o drama de Emmanuelle Bercot “Enquanto vivo”, estrelado por Catherine Deneuve. A programação inclui “O magnífico” (1973), de Philippe de Broca, com Belmondo, e “As coisas da vida” (1970), de Claude Sautet.  Belmondo brilha ainda em nas obras “O demônio das onze horas” (1965), de Jean-Luc Goddard, “O homem do Rio” (1964), de Philippe de Broca, “Técnica de um delator” (1963), de Jean-Pierre Melville, e “Léon Morin, o padre” (1961), de Jean-Pierre Melville. As sessões ao ar livre seguem até o dia 8 de dezembro, no Rio, em telão no Parque Lage.

Os filmes escolhidos para 2021 são todos consagrados pela crítica, pelo público, por festivais ou por prêmios como o César (Sete prêmios César para Adieu les cons!). O público brasileiro poderá reencontrar os maiores atores do cinema francês, como Catherine Deneuve – incrivelmente comovente ao lado de Benoit Magimel em Enquanto vivo – Gérard Depardieu, Sophie Marceau, Pierre Niney, François Cluzet, Mathieu Amalric e André Dussolier. Todos em filmes dirigidos por cineastas consagrados, como François Ozon, Jacques Audiard, Laurent Cantet, Albert Dupontel, os irmãos Larrieu e Philippe Le Guay – sendo este último presente no Festival Varilux! Sem esquecer da nova geração de atores franceses, entre os quais o extraordinário Benjamin Voisin, que estrela a magnífica adaptação do romance de Balzac Ilusões perdidas, ou o sutil Sami Outalbali (conhecido por sua participação na série “Sex education”), que empresta seu brilho a Um conto de amor e de desejo.

Festival ao ar livre no Parque Lage (Rio)

Este ano, pela primeira vez, o festival no Rio de Janeiro acontece também ao ar livre durante toda sua duração até 8 de dezembro. Todas as noites serão exibidos 2 ou 3 filmes da seleção em um telão de 14m x 7m instalado no Parque Lage, equipado com espreguiçadeiras e cadeiras confortáveis. Como o local estará coberto com uma tenda cristal, os filmes podem ser exibidos mesmo em caso de chuva. Um bar-lanchonete também está disponível para quem quiser curtir as comidinhas do chef Frédéric Monnier durante os intervalos. Na internet está toda a programação do festival que apresenta filmes em diversas capitais brasileiras. No Rio de Janeiro, os filmes estão abaixo (em outras localidades veja no site do festival).

A programação abaixo estará no CINEMARK DOWNTOWN, mas os filmes também serão exibidos : nos Cine Santa Teresa, Cine Museu, Lagoon, Rio Design Barra, Cinesystem Américas Shopping, Espaço Itaú de Cinema Botafogo, Estação Botafogo, Estação Net Gávea e Estação Net Rio. E ainda no Espaço ao ar livre do Parque Lage.  Acompanhe a programação pelo site do festival: variluxcinefrances.com.

26/11 18:45 – Um intruso no porão – Albert Dupontel. Com: Virginie Efira, Albert Dupontel, Nicolas Marié.Suze Trappet, aos 43 anos, está seriamente doente e quer resgatar a filha que abandonou aos 15 anos. Cruz com JB, um quinquagenário com esgotamento mental e um arquivista cego. Os três embarcam em missão espetacular quanto improvável.Vencedor de 7 Césars, incluindo o de Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Argumento Original. Indicado para outras 6 categorias.

21:30 – Caixa PretaYann Gozlan / 2020 / 2h09. Com Pierre Niney, Lou de Laâge, André Dussollier. O que aconteceu a bordo do voo Dubai-Paris antes de bater no maciço alpino? Técnico na BEA, autoridade responsável pelas investigações de segurança na aviação civil, Mathieu Vasseur é o investigador principal desse desastre aéreo sem precedentes. Ele ainda não sabe até onde vai a sua busca pela verdade. Prêmio do público no 38º Festival Reims Polar.

27/11  – 18:45Mentes Extraordinárias Bernard Campan.Com: Bernard Campan, Alexandre Jollien, Marilyne Canto. Dois homens dirigem-se de Lausanne para o sul da França num carro funerário. Se conhecem pouco e têm pouco em comum.

21:15Adeus, Idiotas – Albert Dupontel. Com: Virginie Efira, Albert Dupontel, Nicolas Marié. Quando Suze Trappet descobre, aos 43 anos, que está seriamente doente, decide ir procurar a criança que abandonou aos 15 anos. Cruzar com JB, um quinquagenário em pleno esgotamento mental, e com o Sr. Blin, um arquivista cego. Vencedor de 7 Césars, incluindo o de Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Argumento Original. Indicado para outras 6 categorias.

28/1118:45Enquanto vivoEmmanuelle Bercot .Com: Catherine Deneuve, Benoît Magimel, Gabriel Sara.Um homem condenado cedo demais por uma doença. O sofrimento de uma mãe diante do inaceitável. A dedicação de um médico e de uma enfermeira para acompanhá-los num caminho impossível. Ao longo das quatro estações de um ano eles terão que lidar com a doença, domesticá-la, e compreender o que significa morrer enquanto vive. Seleção Oficial do Festival de Cannes 2021.

21:45DELICIOSO: da cozinha para o mundo – Eric Besnard.Com: Grégory Gadebois, Isabelle Carré, Benjamin Lavernhe. No alvorecer da Revolução Francesa, Pierre Manceron, um cozinheiro ousado, mas orgulhoso, foi demitido por seu mestre, o duque de Chamfort. Conhece uma mulher surpreendente, que deseja aprender a arte culinária ao seu lado, dá-lhe autoconfiança e o leva a se libertar de sua condição de servo para empreender sua própria revolução. Juntos, eles vão inventar um lugar de prazer e partilha aberto a todos: o primeiro restaurante. Uma ideia que fará com que eles ganhem clientes… e inimigos.

29/1118:45Tralala – Arnaud e Jean-Marie Larrieu.Com: Mathieu Amalric, Josiane Balasko, Mélanie Thierry. Tralala, 40 anos, um cantor das ruas de Paris, encontra uma jovem que lhe deixa uma única mensagem antes de desaparecer: “Acima de tudo, não seja você mesmo”. Ele deixa a capital e acaba encontrando em Lourdes a mulher pela qual já estava apaixonado, mas que não se lembra dele. Porém, uma emocionada mulher de 60 anos acredita que Tralala é seu próprio filho, Pat, desaparecido 20 anos antes nos Estados Unidos. Tralala decide assumir o papel. Ele vai descobrir para si uma nova família e encontrar a vocação que não sabia que tinha.Seleção Oficial Festival de Cannes 2021

21:45Paris 13º Distrito Jacques Audiard.Com: Lucie Zhang, Makita Samba, Noémie Merlant. Paris, 13º arrondissement, bairro de Olympiades. Emilie encontra Camille, que se sente atraído por Nora, que acaba cruzando caminhos com Amber. Três garotas e um garoto. Eles são amigos, às vezes amantes, frequentemente os dois. Indicado a 12 prêmios e vencedor do prêmio Cannes Soundtrack no Festival de Cannes 2021.

30/1118:45Nosso planeta, nosso legadoYann Arthus-Bertrand. Dez anos depois de “Home”, Yann Arthus-Bertrand retorna com “Legacy”, um grito poderoso do coração. Ele compartilha uma visão sensível e radical do nosso mundo, que viu se deteriorar ao longo de uma geração, e revela um planeta sofredor, uma humanidade desorientada e incapaz de levar a sério a ameaça que pesa sobre ela e sobre todos os seres vivos. Para o diretor, é urgente: todos podem e devem fazer ações concretas pelo futuro do planeta para nossas crianças.

21h45Enquanto vivo (Reprise)

1/1218:45Adeus, idiota (Reprise)

21:45 – Arrtur Rambo, ódio nas redes – Laurent Cantet. Com: Rabah Naït Oufella, Sofian Khammes, Antoine Reinartz. Quem é Karim D.? Um jovem escritor empenhado no sucesso? Ou seu pseudônimo Arthur Rambo, que espalha mensagens de ódio em suas redes sociais? Seleção Oficial dos festivais TIFF 2021 e 69º San Sebastian Film Festival.

2/1218:45Delicioso: Da cozinha para o mundo (Reprise)

21:45Um intruso no porão (Reprise)

3/1218:45 – Um conto de amor e desejo – Leyla Bouzid. Com: Sami Outalbali, Zbeida Belhajamor, Diong-Keba Tacu. Ahmed, 18 anos, é francês de origem argelina. Cresceu nos subúrbios parisienses. Nas bancadas da universidade, ele conhece Farah, uma jovem tunisiana cheia de energia que acaba de chegar de Túnis. Ao descobrir uma coletânea de literatura árabe sensual e erótica da qual ele nunca soube, Ahmed apaixona-se perdidamente por esta jovem e, apesar de literalmente inundado de desejo, ele vai tentar resistir.Selecionado para a Semana da Crítica de Cannes 2021 e Prêmio de melhor filme no Festival du film francophone d’Angoulême 2021.

21:15Ilusões perdidas – Xavier Giannoli. Com: Benjamin Voisin, Cécile de France, Vincent Lacoste. Lucien é um jovem poeta desconhecido da França do século XIX. Ele tem grandes esperanças e quer escolher seu destino. Ele larga a gráfica de sua província natal para tentar a sorte em Paris, nos braços de sua protetora. Logo deixado por conta própria na fabulosa vila, o jovem rapaz vai descobrir os bastidores de um mundo condenado à lei do lucro e das falsidades. Uma comédia humana na qual tudo se compra e se vende. Indicado para o Leão de Ouro e outras duas categorias no Festival de Veneza

4/1218:45A travessia Florence Miailhe. Com: Emilie Lan Dürr, Florence Miailhe, Maxime Gémin. Uma aldeia saqueada, uma família em fuga e duas crianças perdidas nos caminhos do exílio… Kyona e Adriel tentam escapar daqueles que os perseguem para chegar a um país com um regime mais brando. Durante uma jornada que os levará da infância à adolescência, eles passarão por muitas provações envoltas em um misto de fantasia e realidade para chegar ao seu destino.Menção do júri do Festival Internacional du Film d’animation d’Annecy.

21hMentes extraordinárias (Reprise)

5/1218h45Caixa preta  (Reprise)

21:45 –  Tralala (Reprise)

6/1218:45Está tudo bem (Reprise)

21:30 Madrugada em Paris – Elie Wajeman. Com: Vincent Macaigne, Sara Giraudeau, Pio Marmai. Mikaël é um médico noturno. Ele cuida de pacientes de bairros vulneráveis, mas também daqueles que ninguém quer ver: os viciados. Dividido entre a mulher e a amante e arrastado pelo primo farmacêutico para um perigoso esquema de receitas falsas, sua vida se torna um caos. Mikaël não tem escolha: esta noite, ele deve decidir seu destino. Seleção Oficial do Festival de Cannes 2021

7/1218:45 O MagníficoPhilippe de Broca (1973). Com: Jean-Paul Belmondo, Jaqueline Bisset, Vittorio Caprioli, Jean Lefebvre. François é um escritor de romances de espionagem, cuja figura principal é Bob Saint Clair, um espião muito esperto, inteligente e sedutor. Sua obra desperta o interesse acadêmico de Christiane, uma estudante inglesa de sociologia. Aos poucos, o estudo e o relacionamento entre eles começam a se confundir com trechos do novo livro do escritor.

21:15Pequena lição de amor –  Eve Deboise. Com: Laetitia Dosch, Pierre Deladonchamps, Lorette Nyssen. Uma jovem se abriga num café para escapar da chuva. Lá, encontra provas de matemática esquecidas e uma inquietante carta de amor.

8/12 18:45Ilusões perdidas (Reprise)

22:25Um conto de amor e desejo (Reprise)

FESTIVAL RIO FANTASTIK

Com uma seleção de 12 filmes brasileiros e internacionais desde 1930 a 2021, o evento, em sua sexta edição, celebra o cinema fantástico no Estação Net Botafogo até amanhã. Na Mostra Competitiva, além de quatro curtas metragens, quatro longas naci0nais disputam o troféu Cramulhão: “As almas que dançam no escuro”, de Marcos DeBrito; “Carro rei”, de Renata Pinheiro; “A cidade dos abismos, de Priscyla Bettim e Renato Coelho; e “1/86”., de Felipe Leibold. E uma retrospectiva reúne clássicos estrelados por Rock Hudson, MAximilian Schell. Anthony PErkins e Robert Forster. Foram da competição, estão títulos cultuados como “Daqui a cem anos” (1936, “O mundo os condenou” (1962), “O segundo rosto” (1966) e “O abismo negro” (1979).

 

FILMES

 

GLOBOPLAY MARIGHELLA: a partir do dia 4/12, o filme Marighella, de Wagner Moura, o filme mais visto do ano, estará neste canal.

Casa Gucci chegou ontem aos cinemas. A trama é sobre o casamento e o divórcio turbulento entre Patrizia e Maurizio Gucci, advogado e herdeiro da marca italiana que foi assassinado pela ex-mulher ao se separar dela. O casal central é interpretado por Lady Gaga e Adam Driver com direção de Ridley Scott. Estão no elenco ainda Jeremy Irons e Al Pacino interpretando irmãos, além de Jared Leto, interpretando o fraco filho de Aldo Gucci (Al Pacino). Redes Kinoplex, Cinemark, Cinépolis, Estação, Reserva Cultural, Espaço Itaú e outros.

Deserto Particular vencedor do prêmio de público do Festival de Veneza, o longa de Aly Muritiba é o indicado do Brasil para tentar uma vaga na corrida pelo Oscar. Na trama, Antonio Saboia vive um ex-policial que parte para o sertão baiano atrás de Sara, seu amor virtual. No elenco estão ainda Pedro Fasanaro, Thomás Aquino, Cynthia Senek e Laila Garin.

Homenagem a Nelson Freire o documentário de João Moreira Salles sobre o pianista, que morreu este mês, será exibido em sessões especiais em cópia 35mm. Lançado em maio de 2003, chegou a ficar 17 semans em cartaz e teve um público de mais de 63 mil pessoas. As sessões estão no Espaço Itaú de Cinema. Em São Paulo, começam dias 2/12.

 

Chegou na sala Carbonext, o documentário Thank You for the Rain, vencedor de Melhor Filme no Festival de Cinema Feminino de Vancouver: o pequeno fazendeiro Kisilu, usando sua câmera, registra sua família, a aldeia onde vive e captura também os impactos que as mudanças climáticas causam na região. Desde inundações, secas e tempestades até, principalmente, os efeitos dessas mudanças nos seres humanos.

YouTube e Vimeo da produtora Campo 4 Senhor do trem é um curta-metragem em forma de desenho animado tendo como protagonistas Paulo da Portela, Monarco, Tia Surica e outras figuras históricas do samba e que homenageia a Velha Guarda  da escola. A direção é de Aída Queiroz e Cesar Coelho que assina também  o roteiro inspirado no texto “Velha Guarda da Portela”, de Marquinhos de Oswaldo Cruz. O tema é em cima de um jovem que busca sua ancestralidade azul e branco e mostra a cultura negra no Brasil e insírado no texto “Velha Guarda da Portela” de Marquinhos de Oswaldo Cruz. O jovem busca sua ancestralidade a partir das históricas que sua falecida avó lhe contava, e é Paulo da Portela (1901- 1949) quem a conduz nessa jornada contada por meio do samba. A obra traz a música inédita “Juras de amor” – lançada no Dia da Consciência Negra, no sábado – em um roda de samba na Cidade das Artes.

8 presidentes e 1 juramento – nos cinemas Espaço Itaú e Estação Net Gávea. A diretora Carla Camurati fez o filme a partir da morte de Tancredo Neves, fornecendo um panorama dos governos de José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Roussef, Michel Temer e Jair Bolsonaro. Mosta a elaboração da Constituição de 1988, a inflação desenfreada, o confisco da poupança por Zélia Cardoso de Mello, os assassinatos de PC Farias e Suzana Marcolino, o impeachment de Collor, o Plano Real, a aprovação do projeto de reeleição presidencial, esquemas de corrupção, a Lava-Jato, o impeachment de Dilma, a prisão de Lula, os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, o projeto de governo de Bolsonaro na contramão de pautas da atualidade. A diretora não interfere nas informações, deixando espaço para que o espectador tire suas conclusões.

FESTIVAIS

Wired Festival Brasil – o evento está de volta nas próxima quarta e quinta-feiras com o Planetário da Gávea sendo tomado por debates sobre diversidade , ciência e tecnologia, criatividade, as tendências do mundo digital e o futuro. O tema do evento é “The lab us” (“ nós somos o próprio laboratório”). As inscrições, gratuitas, devem ser feitas pelo link https://www.ingressocerto.cm/wired-festival-brasil. A Wired é uma das influentes revistas de inovação e tecnologia do mundo, com edições nos EUA, Reino Unido, Japão, Alemanha e Itália. Os Wired Festivals promovem conversas qualificadas sobre temas diversos como economia, comportamento, : por que as coisas pegam”, sobre o fenômeno da viralização; a educadora financeira Natah Finanças, que faz sucesso na internet com dicas de economia para pessoas de baixa renda; e a ativista indígena Alice Pataxó que falará sobre os impactos das mudanças climáticas no aumento das desigualdades. O ex BBB Gil do Vigor e Pequena Lô, denômeno no Tik Tok, discutirão os desafios de produzir conteúdo Buba Aguiar, o designer Christian Ullmann, os produtores de conteúdo digital Gil do Vigor, Raphael  Vicente, Jeska Grecco e Nataly Dias, a Blogueira de Baixa Renda. A programação ocupa as manhãs e atrdes dos dois dias de realização do festival e está pautada em  três pilares: “Sociedade 2.O”, que discutirá bem-estar, educação e futuro das cidades; “Diversidades no plural “ com palestras das mais diversas origens (sociais, étnicas, etc) para compartilhar suas experiências; e “Hot trends” para mapear as principais tendências no mundo do entretenimento, da produção de conteúdo digital ao metaverso.

Festival Novas Frequências

 

11ª EDIÇÃO DO FESTIVAL NOVAS FREQUÊNCIAS EM INÉDITO FORMATO HÍBRIDO

Apresenta 40 atrações: nomes como Deize Tigrona, Maria Beraldo e Iggor Cavalera. Festival de música expandida e arte sonora carioca – considerado o mais relevante da América do Sul – ocupa espaços no Rio de Janeiro com apresentações presenciais, de 29 de novembro a 5 de dezembro, e inaugura exposição virtual

 Projeto terá exposição digital com 20 obras em galeria imersiva, ao mesmo tempo em que se estende pela cidade em atividades presenciais. Entre os destaques estão uma ocupação de um dia inteiro na Ilha de Paquetá, uma instalação na praia do Arpoador, um cortejo coletivo e público no Aterro do Flamengo, performances na Biblioteca Parque e a instalação sonora Museu de História Natural da Amazônia no Centro Cultural Oi Futuro, avançando ainda mais em busca da diminuição das fronteiras entre a música e a arte.

Link da programação completa: https://drive.google.com/drive/folders/1iMNOzxZJ_7YSpHBRiSqVtFYZ9fzi8OfD

O festival internacional de arte sonora, música experimental e de vanguarda Novas Frequências ocupa diferentes pontos do Rio de Janeiro com atividades presenciais, até 5 de dezembro, e abre uma exposição virtual com 20 obras, com inauguração em 1º de dezembro. Esses são os dois últimos desdobramentos de sua 11ª edição, que teve um ano intenso: lançou em março o livro Estudando o som(Numa Editora) e o média-metragem À Margem; fez a curadoria, entre setembro e novembro, das apresentações de música experimental da 34ª Bienal de São Paulo; realizou um inédito projeto de formação em outubro – com encontros livres e residências artísticas –, e inaugurou, no início de novembro, uma instalação sonora do MIHNA no Oi Futuro, que fica em cartaz até 16 de janeiro de 2022. O festival tem patrocínio da OiSecretaria de à Cultura, com apoio cultural do Oi Futuro.

A volta das tão sonhadas atividades presenciais se faz presente em alguns formatos inéditos. No Alalaô Kiosk, um quiosque em frente à Praia do Arpoador com foco em arte e sustentabilidade, o artista Mbé (Luan Correia) irá realizar entre os dias segundafeira  e quinta-feira a instalação Poesia de Criolo, que é uma espécie de cinema sonoro que carrega discursos históricos sobre a negritude e amplifica tensões sociais no lugar mais (será?) democrático da praia carioca.

Na sexta-feira, 03/12, na Biblioteca Parque Estadual, no centro da cidade, o festival promove três performances que preveem a construção de um diálogo entre as artistas que se apresentarão, o espaço e o público,  unindo a música à educação e à literatura. Taticocteau apresentará uma sonificação que envolve áudio e criação de imagem por diferentes processos, como desenho e foto, endereçada a seus alunos participantes de um workshop. Deize Tigrona revê sua trajetória no funk carioca após uma pausa na carreira, comemorando os 21 anos desde seu lançamento com a clássica “Injeção”, que despertou uma discussão sobre a produção cultural da periferia, bem como sobre o machismo nas relações afetivas e a precariedade do ensino sobre sexo entre jovens e adultos. Já Leandra Lambert abordará duas escritoras importantes, Ana Cristina César e Hilda Hilst, se apresentando como Lea Luxfera, invocando uma não conformidade com que está dado, feminismo e neurodivergência.

No dia seguinte, 04/12, em Paquetá, o Novas Frequências convida o público a pensar “Pra onde agora?” rodeado de mar por todos os lados. A programação conta com um total de 14    atrações,como OpavivaráGabriela MurebANTCONSTANTINOVitória CribbMaria BeraldoNelson D e Iggor Cavalera, via performances, instalações e shows distribuídos por distintos espaços da ilha, convidando o público a um dia inteiro de imersão. Para finalizar o festival, no domingo dia 05/12, o Novas Frequências promove o primeiro encontro de sistemas sonoros ambulantes do Rio de Janeiro, reunindo os coletivos BananobikeCircular Som Sistema e Mico Leão para um cortejo público e coletivo no Aterro do Flamengo. O encerramento do evento se dá com um show do artista Africanoise amplificado pelos sistemas das próprias bicicletas na antiga “pista de danças e performances” do Aterro, atual Arena Socioambiental, projetada pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy, um dos grandes nomes do urbanismo moderno.

GALERIA VIRTUAL IMERSIVA EM 3D REÚNE 20 OBRAS

Continuando os experimentos promovidos digitalmente em 2020, quando comemorou seus 10 anos de atividade em meio a cruzamentos entre a música e outras linguagens artísticas, o NF inaugura no dia 1º de dezembro uma galeria virtual com 20 obras inspiradas no tema do festival este ano: “Pra onde agora”?  Com direção de arte e programação 3D imersiva realizada por Felipe Nunes, a exposição conta com trabalhos de Aun Helden & QEEIAPT.LABbiarritzzz & Glor1aChama (Ana Lira convida Aishá Lourenço e Elton Panamby); Coletivo TurmalinaDeafbrickDumaSimon GrabGenesysFelipe VazInés TerraMarabuLevi KeniataBeré MagalhãesMarciozMarcus MaederNovíssimo EdgarNicole L’HuillierPedro OliveiraRafael MeligaRomy Pocztaruk & Caio AmonSara Não Tem NomeSol Rezza & Analucía Roeder; e Wellington Gadelha. A mostra pode ser acessada, a partir de 1/12,pelo site do festival,  www.novasfrequencias.com.

O Festival Novas Frequências apresenta a sua primeira instalação a ocupar uma galeria no Centro Cultural Oi Futuro. Trata-se do Museu de História Natural da Amazônia, MIHNA, que desloca o regime da visualidade do cubo branco para os ouvidos com inúmeras gravações de sons e histórias da região que abriga o bioma. Mote, também, da obra de Marcus MaederVozes da Floresta, que capta fragmentos sonoros da Amazônia Central, aos quais se somam depoimentos, manifestos, música e discursos em sua apresentação via transmissão por uma rádio web, o que acaba por formar uma polifonia complexa. Participam Nicolle L’Huiller propõe colher novas sonoridades. AFàé o trabalho que nasce a partir da expansão do projeto YADÚ, de Iggor Cavaleira e Nelson D, ao estabelecerem parceria com Vitória CribbAFà é a conexão com a ancestralidade através da música e da relação com a identidade. O coletivo OPAVIVARÁ! convida o público a tocar uma espécie de árvore percussiva que possui panelas no lugar de galhos – daí o nome da obra, FLORA. As discordâncias no movimento dos materiais é ponto de partida para a vídeo-performance do duo APT.LAB, formado por Thiago Salas e Talita FlorêncioSem Título (motor), de Gabriela Mureb, é uma instalação que nos leva ao paroxismo do excesso. O mesmo panorama aparece desenhado na poética-musical do vídeo-álbum Blue Echos, de Romy Pocztaruk e Caio Amon. Éter, título da instalação sonora de Anna Costa & Silva, que mergulha no universo escuro do pré-sono no qual surgem histórias de vida, traumas e  reflexões sobre o amor, o medo, o tempo e a memória. O multiartista Wellington Gadelha propõe o Manifesto do Sonho, um filme-animação no qual diz que “a denúncia do assombro é o anúncio do sonho!”, mergulhando pelas entranhas da vida cotidiana de seu estado, o Ceará. Por outro lado, há uma visão sobre o subconsciente como uma espécie de prisão. Da super junção entre a banda Deafbrick (Deafkids + Petbrick, de Iggor Cavalera e Wayne Adams), a dupla queniana Duma, o produtor suíço Simon Grab e a produtora de conteúdo brasileira Genesys, nasce o vídeo game noventista Roam, em que propõem o perambular pelo labirinto das representações de situações não compreendidas. Sara Não Tem Nome também busca uma saída ao labirinto dos pensamentos para que eles não determinem seu caminho, desprendendo-se de seu corpo para ocupar outros lugares em Exodus. A distorção da percepção assume papel intenso na experiência proposta pela artista sonora e compositora argentina Sol Rezza e pela artista visual peruana Analucía Roeder em Filaments of a Circle, em que criam situações que buscam se aproximar da síndrome na qual Lewis Carrol se baseou para descrever as experiências de sua personagem em Alice no País das Maravilhas.

E é saudando aquele que habita as encruzilhadas que o MC paulistano Marabu se une ao produtor Levi Keniata e ao artista visual Beré Magalhães numa vídeo-performance que aborda o universo dos bailes da zona sul de São Paulo. De forma mais poética, o rapper Novíssimo Edgar problematiza apropriações culturais capitalistas através de uma luta entre um samurai e um tengu, criatura fantástica do folclore japonês cujas lendas possuem traços tanto da religião budista quanto xintoísta. Tanto Marabu, quanto Edgar estarão dentro de um mesmo espaço virtual pensado pelo ogã e artista visual Felipe Nunes a partir das significações da encruzilhada. Já na imersão proposta pelo Festival pela Ilha de Paquetá, a artista Valéria Martins apresenta a feitura de um ebó em sua instalação Naturaleza Abismada, nos convidando a olhar o âmbito do sagrado e engrandecendo sua descendência africana através do processo de criação artístico.

A morte é uma imagem que pode ser trabalhada com diferentes simbologias, A performer Aun Helden, por exemplo, mata o corpo branco, cis, normativo e cria sua própria experiência através de próteses plásticas em que gênero e sexualidade são desconstruídos para dar lugar ao novo corpo fluido e autônomo, criando um funeral com música da argentina residente em Berlim QUEEI feita exclusivamente para a performance. Assim como a dupla biarritzzz e Glor1a, que juntam suas perspectivas sobre a interação entre corpos não hegemônicos e alienígenas numa criação transmídia de sons exploratórios, vídeo game, futurismo, memes, política, videoarte e cultura pop. O contraponto à morte é a transformação da vida pela intuição, como propõe a união de Ana Lira com o coletivo Chama, Unirmo-nos, ainda que na distância, foi essencial, e continua sendo: por isso o artista sonoro Felipe Vaz propõe uma obra colaborativa, que se tornará coletiva. Vaz selecionou 16 desses artistas para realizarem a performance de sua partitura e que entrarão em sua edição final da peça.

Seguindo a tradição de trazer nomes de destaque da cena eletrônica e da música de pista, o #NF2021selecionou DJs, produtores e live acts de destaque das periferias do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Três artistas da baixada fluminense apresentam o som urbano das periferias que vem ganhando público pelo território nacional e internacional: o grime, estilo inglês que mistura as batidas e o flow do hip hop à música eletrônica, que ganhou, no Rio de Janeiro, elementos do funk. NTCONSTANTINO é um dos fundadores do Brasil Grime Show, canal com mais de 100 mil inscritos no YouTube. Tanto ele, quanto Jacquelone compõem uma cena DJ’s que circulam pelas mesmas pistas e ondas virtuais, e Larinhx, alcunha de Lara Dantas. Já da zona norte do Rio, soma-se à programação um dos principais destaques do Brasil Grime Show, reconhecido na cena brasileira e na internacional, SD9. De Porto Alegre, o coletivo Turmalina, formado por DJ’s, designers e videomakers, entende a música como uma ferramenta de revolução para compreender e afirmar as culturas de raízes africanas pelo espaço da cidade, promovendo festas e intervenções multimídias, remapeando as formas de ocupação urbana.

Retomando outra vocação do festival, as ruas do Rio de Janeiro voltam a ser ocupadas como palco e lugar de celebração com o projeto de mobilidade da LSSA (Liga de Sistemas Sonoros Ambulantes), que promove um cortejo pelo Aterro do Flamengo e amplifica o som do projeto Africanoise, do produtor Renato Junior. Do alto da Rocinha, Mbé ocupa o calçadão da praia do Arpoador no Alalaô Kiosk com Poesia de Criolo, cinema sonoro que une vozes negras para pensar o existir em seus lugares sociais através de uma espécie de cinema sonoro.

Conde Favela Sexteto, jazz criado no ABC paulista, há 10 anos vem trabalhando seu estilo e apresenta as sonoridades de seu primeiro disco, lançado durante a pandemia, “Música para tempos de guerra”. E uma reunião entre os musicistas e Joana QueirozBruno QualMaria Beraldo e Sergio Krakowski para duas sessões de improviso – uma delas em local e hora surpresa.

Já Inés Terra, artista argentina radicada em São Paulo, apresenta um poema audiovisual que possui como centro seu trabalho vocal e a liquidez dos tempos. DESMONTE (Zona do Não-Ser), de Pedro Oliveira, radicado em Berlim, é uma peça vocal com participação da vocalista e baixista da banda de death metal Crypta Fernanda Lira, que empresta sua voz para este trabalho, que tenta reconstruir de maneira rudimentar as técnicas de transformação espectral utilizadas pelo software que questiona a violência das fronteiras e a persistência do colonialismo, a limitação dos softwares e a precariedade humana.

O uso das gravações de campo – ou field recordings – como prática artística, assunto abordado no Ciclo de Saberes pelos professores Alexandre Fenerich e Paulo Dantas, é a base para o trabalho Entremarés da compositora argentina radicada no Brasil Verónica Daniela Cerrotta, peça com elementos musicais misturados a sons submarinos e de superfícies vibrantes para ser ouvida dentro do mar, na ocupação que o NF promove em Paquetá nesta edição. Na Galeria Virtual, um mergulho pela paisagem 22°20’20.1″S 42°48’03.7″W da vídeo-arte de Rafael Meliga nos leva a contemplar a natureza e seu conjunto de elementos móveis, luz, água, formação mineral e vegetação.

. www.novasfrequencias.com. Redes Sociais: FB, IG

Filme comemorativo dos 10 anos de Novas Frequências

03/12, sexta @ Oi Futuro – 11:00 – 18:00: Galeria 3, 5º nível- MIHNA – Museu Imaginário de História Natural da Amazônia; Museuhm, 6º nível- Vitória Cribb + YÃDÚ (Nelson D & Iggor Cavalera): AFÃ.

@ Biblioteca Parque Estadual

18:00 lançamento do livro= Estudando o Som: 10 Anos do Festival Novas Frequências;

19:00 performances

Deize Tigrona, Leandra Lambert/Lea Luxfera: Ancorar um navio no espaço de sons e água, Taticocteau: Quiasma

4/12, sábado – @ Ilha de Paquetá

10:30 – 18:30 instalações: Anna Costa & Silva: Éter; Gabriela Mureb: Sem Título (motor); Vitória Cribb + YÃDÚ (Nelson D & Iggor Cavalera): AFÃ

SÉRIES

DISNEY+The Beatles: Get back (Os Beatles: voltaram): é uma série sobre um ensaio do grupo inglês em três episódios. O primeiro estreou no streaming ontem, o segundo está disponível hoje e o terceiro, amanhã. O filme – que seria um longa metragem – transformou-se em um documentário dirigido pelo neozelandês fã do grupo Peter Jackson, 60 anos, que entrou em uma sala de ensaio onde John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Star estavam trabalhando. O filme se passa em janeiro de 1969, quando os Beatles estavam num estúdio cinematográfico a oeste de Londres ensaiando canções para o álbum “Let it be”. A missão deles era compor 14 canções em duas semanas e logo depois tocar esse repertório ao vivo em algum local diferente. Todo o processo foi registrado exaustivamente pelo diretor Michela Lindsay-Hogg e editado em 80 minutos no documentário “Let it be” que só estreou em março de 1970, um mês depois de os Beatles se separarem. Desde então, o filme e o período que culminou na histórica performance do terraço do prédio da Apple Corps era entendido como um retrato melancólico e cheio de ressentimentos que culminaram com o fim do grupo. “Get back” mostra um momento singular na história do começo do fim. Tem cenas de George Harrison anunciando que estava fora do grupo. Jackson, o diretor, e sua equipe  não foram censurados e viram 57 horas de imagens digitalizadas e mais 90 horas de áudio gravados em 460 fitas (roubadas na década de 1979 e quase todas recuperadas pela Interpol desde a década de 1990). O diretor organizou a história em ordem cronológica, mostrando trechos de cada um dos 22 dias de ensaios e gravações, além do concerto do terraço. As imagens maravilhosas têm 50 anos e são os Beatles juntos após 11 álbuns lançados. Paul bem  impaciente, John, por várias vezes isolado e disperso mas, muito apaixonado,  se isolava com Yoko. George abandonou o local e voltou, mas visivelmente frustrado.Ringo: toca loucamente quando George vai embora, mas improvisava bem. Nas sessões, surgiram músicas como “Something”, “Get back” e “Let it be”. E, em 30 de janeiro de 1969, o grupo se apresentou de surpresa no terraço da sua empresa, a Apple, para um grupo de funcionários e anônimos que os curtiram das janelas, sendo a última apresentação deles juntos. Policiais entraram no prédio  para ordenar ao grupo que parassem com o barulho. O show encerra o documentário. O grupo U2 repetiu a façanha em uma rua de Los Angeles até a chegada da polícia, em 1987 e também o Ultraje a Rigor em São Paulo com show na marquise do Top Center.

NETFLIX

Sintonia – a segunda temporada  de Sintonia chega à plataforma. Seu mentor é o Konrad Dantas, o KondZilla, e a série nacional é sucesso do YouTube no Brasil e que conseguiu elevar o funk. O enredo traz o retrato fiel da periferia com três protagonistas que são amigos confidentes, criados juntos desde a infância, mas que brilham individualmente com um núcleo próprio.  Doni (Jottapê), Rita (Bruna Mascarenhas) e Nando (Christian Malheiros) são os responsáveis de mostrar um pouco da realidade vivida por jovens na favela. Nando tem importância no tráfico, Rita descobre a salvação na fé evangélica; e Doni tenta a sorte como cantor de funk. Vários acontecimentos são fatos que KondZilla ouviu durante sua adolescência na favela do Guarujá. Com seis episódios, a trama segue acompanhando o trio de amigos.Na nova temporada, Doni ganha cada vez mais reconhecimento no mundo da música. Nando agora está no centro do tráfico e precisa conciliar duas importantes tarefas: a família —esposa Scheyla (vivida por Julia Yamaguchi), está grávida novamente — e a chefia do tráfico de drogas. Rita está cada vez mais ligada em sua religião. Com a Igreja Evangélica, ela começa a participar de várias iniciativas sociais e voluntárias.

Glória – é a primeira produção portuguesa lançada pela Netflix há uma semana. O período retratado na trama – início dos anos 1970 – coincide com as guerras coloniais. Angola, Moçambique e Guiné estão em convulsão e Portugal envia suas tropas para tentar conter os movimentos de independência. O enredo inclui flash-backs na África, onde o protagonista, João Vidal (Miguel Nunes), lutou, ficou traumatizado e foi recrutado pela KGB. João Vidal é engenheiro  e chega à aldeia de Glória de Ribatejo para trabalhar na RARET, célula americana que transmitia propaganda ocidental via ondas de rádio para os países do Bloco do Leste. A Polônia, Tchecoslováquia, Bulgária, RomÊnia e a Hungria estavam na rota dessas mensagens. Em contrafluxo, os americanos também recebiam informações da Cortina de Ferro. A Rádio Retransmissão (RARET) realmente funcionou na Glória de Ribatejo com a proteção relativa dos salazaristas. João se habilita ao trabalho técnico. Ele foi muito bem treinado por Moscou. O personagem tem múltiplas facetas e seu pai torna-se ministro do governo Marcelo Caetano depois de ocupar um alato posto no governo Salazar. João é bem educado e transita bem entre os americanos, tendo idealismo e frieza para atuar como agente secreto. A série tem tensão, ação e romance. O fraco dpo herói são as mulheres e ele se envolve  com CAroplina, funcionária da lanchonete. Há subtramas: o médico Miguel (o ótimo ator brasileiro Augusto Madeira) e o casamento infeliz de Sofia (Maria João Pinho), que sofre violência em casa. São dez episódios e com encerramento surpreendente.

Mestres do Universo: Salvando Eternia – He-Man ganhou novas versões. Numa delas, o personagem principal não monopoliza atenções, para dar mais protagonismo a Teela, sua escudeira, desagradando os fãs mais nostálgicos. Na segunda parte da série, Esqueleto está com a Espada do Poder e os heróis precisam se unir para lutar contra as forças malignas.

DISNEY+ 

The Beatles: Get backa esperada minissérie documental sobre o quarteto de Liverpool dirigida por Peter Jackson está dividida em três episódios. A produção é o resultado da edição de quase 60 horas de imagens inéditas de John, Paul, George e Ringo feitas em 1969, enquanto eles ensaiavam e faziam novas canções para “Let it be” (1970), último e icônico álbum da banda. O lançamento começou ontem, segue hoje e amanhã. N documentário estão as imagens do estúdio que mostram a intimidade dos músicos compondo sob pressão em um curto período de tempo e os ensaios para o que viria a ser a última apresentação do grupo. O famoso show, no topo do edifício da Apple Corps (empresa fundada pela banda), em Londres, é mostrado pela primeira vez na íntegra da minissérie. Meio improvisada, durou 42 minutos e teve de terminar mais cedo por intervenção da polícia. “Devíamos fazer um show em lugar proibido e ser expulsos”,  diz McCartney. Originalmente, o projeto de Pete Jackson previa um longa para os cinemas, mas o corte final rendeu seis horas de duração e acabou sendo levado para o streaming. Tem também um trailer no YouTube.

Gavião Arqueiro: a nova série do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) ambientada em Nova York pós-blip chega ao Disney+. Após ter sua família exterminada junto com a metade de todos os seres vivos do Universo, escolhido aleatoriamente por Thanos e conseguir trazê-los de volta ao final de “WVingadores:Ultimato”, o ex-vingador Clint Barton (Jeremy Renner) tem uma missão: voltar para sua família tempo de celebrar o Natal. A série foca em como a jovem Kate Bishop, interpretada por Hailee Steinfeld, treina ao lado de Clint Barton, papel de Jeremy Renner, para assumir o manto de Gaviã Arqueira. Dividia em seis episódios apenas dois estarão disponíveis esta semana. Scarlett Johansson interpreta Natasha Romanoff, a Viúva Negra, muito amiga do Gavião Arqueiro, codinome do ex-vingador (Jeremy Renner).

HBO MaxGossip Girl( Garota fofoqueira): a vida conturbada da elite de Manhattan. Oito anos após a trama original, a história acompanha uma nova geração da elite nova-iorquina e fcoa na relação conturbada das irmãs Julien Calloway (Jordan Alexander) e Zoya Lott (Whitney Peak). Na segunda parte da primeira temporada, as tensões não param de aumentar jpa que as duas estão apaixonadas pelo mesmo garoto.

HBOSucession. Já tem quase toda a terceira temporada no canal (entrar pelo Now em séries). Novamente entra na lista. Imperdível

PARAMOUNT+ Yellowstone: na quarta temporada novamente entra aqui em Dicas porque é boa, mas nem sempre o caráter dos protagonistas recomendem. Mas não perca. Imperdível.

Apple TVThe morning show é outra série imperdível com Jennifer Aniston e Reese Whisterpoon. É mais uma série imperdível sobre os bastidores do jornalismo. Novamente entra na lista aqui.

YOUTUBE ORIGINAL’S Creators Spotlight (Criadores em destaque):seis minidocumentários protagonizados por criadores negros apoiados em 2021 pelo Fundo Vozes Negras do YouTube contam o processo criativo desses produtores de conteúdo, apresentando suas raízes, desafios e inspirações. Entre eles estão Ramana Borba, Jacy Carvalho e Papo de Preta.

TV GLOBO a série exibida originalmente no Globoplay irá ao ar na TV Globo pela primeira vez. Miguel Falabella construiu uma história de humor e ódio entre vizinhas que têm um neto em comum. De ul lado, Turandot (Arlete Salles); do outro, Yolanda (Vera Holtz), a “Boi” – apelido dado pela primeira.

Amazon La Jauria: é um drama/policial/mistério chileno original e lançado na América Latina, Caribe e Espanha com 8 episódios de 60 minutos cada. A trama começa com o desaparecimento da estudante do ensino médio Blanca Ibarra (vivida por Antonia Giesen), de 17 anos e líder do movimento feminista na escola católica Santa Inês, em Santiago, no Chile, que foi estuprada por quatro colegas, é quando a Comissária da Polícia de Investigação, Olívia Fernádez (Antonia Zegers), mãe solteira do adolescente Gonzalo (Clemente Rodríguez), assume o caso juntamente com a Subcomissária Carla Farías (María Gracia Omegna), casada e mãe de duas meninas, e a comissária especializada em homicídios Elisa Murillo (Daniela Vega), que teve uma relação no passado com um professor de Direito assassino que a conecta até hoje. Essas três policiais não descansarão até encontrar a adolescente e o criador do jogo virtual que originou todo o crime, apesar de suas vidas privadas serem atingidas. A série, que é baseada no caso “La Manada” que ocorreu na Espanha durante 2016, é bem dirigida, forte, revoltante, viciante, emocionante, violenta e com suspense, tem boas atuações das protagonistas, bom elenco jovem, com boas atuações – principalmente Paula Luchsinger que interpreta Celeste Ibarra -, boa direção de arte, boa trilha sonora, fotografia pertinente, bom ritmo e um roteiro muito interessante, abordando professores que assediam seus alunos e a crueldade de pessoas que usam as redes sociais para aliciarem jovens solitários com alguma carência afetiva em um jogo misógino perigoso e mortal, jogando-os contra as mulheres, mas por outro lado mostra a força de detetives mulheres empoderadas que não descansam até elucidar o crime mesmo quando são afetadas em suas vidas privadas, o foco delas é inabalável – curiosidade: um dos produtores da série é o diretor chileno Pablo Larraín, que dirigiu “O Clube” e “No”, entre outros . Vale muito a pena assistir, maratonar e esperar a segunda temporada.

Film&Arts – série histórica sueca ANO 1790.

GLOBOPLAYAruanas. Na segunda temporada da série já disponível, grupo de ambientalistas deixa a Amazônia para combater a poluição urbana. O quarteto de ativistas composto por Natalie (Débora Falabella), Luiza ( Leandra Leal), Verônica (taís Araújo) e Clara (Thainá Duarte) depois de combaterem crimes ambientais na Amazônia agora enfrentam a poluição urbana. Também estão no elenco Lima Duarte e Lázaro Ramos.

LIVROS

 

Roberto Carlos, outra vez – Vol. 1 (Record, R$94,90) Paulo Cesar de Araújo. Autor da biografia que Roberto Carlos se empenhou em banir,  ele volta com o primeiro dos dois volumes )o segundo sai em 2022) de novo perfil do “Rei”, centrado nas canções. O livro é a história do ídolo da canção popular brasileira e o primeiro é “O divã”, gravada em 1972 onde o rei se abre sobre sua infância e sobre o acidente na linha do trem, aos 6 anos, do qual perdeu parte da perna direita.

Festa Literária de Parati (Flip) 2021. A 19ª edição começa amanhã em estreita organização com o povo guarani. A Mata Atlântica e a sua vegetação serão o princípio norteador do evento, que terá entre os convidados mestres e pensadores indígenas como Carlos Papá, Suely Maxakali e Jaider Esbell.

 

20ª Bienal do Livro já estão à venda os ingressos para a bienal que começa na próxima sexta-feira e segue até o dia 12 no Riocentro com 70% da capacidade do local para visitação, uso de máscara e comprovante de vacinação. A compra é on line pelo site da Bienal. Este ano a bienal será em formado híbrido com transmissão pela plataforma Bienal 360º. E as vozes LGBTQIAP+ terão espaço nesta edição mais uma vez. Duas mesas de discussão vão abordar o tema. E ainda para comemorar os 80 anos do personagem brasileiro Zé Carioca – personagem criado por  Walt Disney, será lançado “Zé Carioca- Viagens Fantásticas – volume 1”, pela Editora Culturama. A história mostra o papageio mais famoso dos quadrinhos viajando pelo tempo e pelo espaço, conhecendo grandes figuras do mundo real, como o escritor Machado de Assis, ou da ficção como o detetive Sherlock Holmes.

Segundo o Secretário Municipal de Educação, Renan Ferreirinha, o público pode esperar um evento diferente de 2019 quando o ex-prefeito Marcelo Crivella perseguiu uma publicação de HQ de dois heróis que se beijavam na boca. A programação, pela primeira vez, será comandada por um coletivo de curadores que trabalharam ao redor do tema entina Mariana Enriquez e a americana Julia Quinn. A programação completa está no site da Bienal. “Que história queremos contar a partir de agora?”. Para responder a essa questão foram convocados Thalita Rebouças, Conceição Evaristo, Itamar Vieira, Aílton Krenak, Pastor Henrique Vieira, Luiz Antonio Simas, Lulu Santos e Antonio Fagundes. Entre os escritores estrangeiros está confirmado o português Valter Hugo Mãe.

 

Canto de Rainhas :o poder das mulheres que escreveram a história do samba (Agir, R$89,90) – do jornalista Leonardo Bruno. Reúne histórias de grandes mulheres que se dedicaram a esse gênero musical, romperam as barreiras do machismo e do racismo tão entranhadas entre nós até hoje e conquistaram definitivamente o público. Alcione, Beth Carvalho, Clara Nunes, Dona Ivone Lara e Elza Soares são as cinco protagonistas escolhidas pelo autor para representar um alfabeto inteiro de sambistas, como Tia Ciata, Clementina de Jesus, Leci Brandão, Elizeth Cardoso, Teresa Cristina, Mart’nália, Mariene de Castro e muitas outras. Ao acompanhar as trajetórias dessas artistas extraordinárias, o autor constrói um panorama da música brasileira nas últimas décadas e das conquistas das mulheres na área. E se pergunta: “E as que não conseguiram chegar lá?”.

 

Capanema Maru (Jauá) – Dia 3 de dezembro, a arquiteta e urbanista Sandra Branco Soares lança, depois de uma pesquisa de dez anos, o livro “Capanema Maru” sobre o prédio do MEC, de 1945,  no Centro do Rio que Bolsonaro queria vender. Maru era como o prédio era chamado durante a construção,  por lembrar os gigantes Marus, navios japoneses ancorados na Baía de Guanabara. O livro traz outra curiosidade: o ministro Eduardo Capanema – que deu nome ao prédio – pretendia erguer no jardim um “Monumento ao homem brasileiro” com 12 metros de altura, encomendado ao famoso escultor Celso Antônio (1896- 1984). V=Celso queria um mestiço sentado, mas o antropólogo Roquette Pinto (1884-1954) escreveu que o homem brasileiro só podia ser representado em movimento. Assim, o projeto foi arquivado.

 

Como as democracias morrem (Zahar, R$ 67,90)Steven Levitsky e Daniel Ziblatt. Democracias tradicionais entram em colapso? Essa é a questão que Steven Levitsky e Daniel Ziblatt – dois conceituados professores de Harvard – respondem ao discutir o modo como a eleição de Donald Trump se tornou possível. Para isso comparam o caso de Trump com exemplos históricos de rompimento da democracia nos últimos cem anos: da ascensão de Hitler e Mussolini nos anos 1930 à atual onda populista de extrema-direita na Europa, passando pelas ditaduras militares da América Latina dos anos 1970. E alertam: a democracia atualmente não termina com uma ruptura violenta nos moldes de uma revolução ou de um golpe militar; agora, a escalada do autoritarismo se dá com o enfraquecimento lento e constante de instituições críticas – como o judiciário e a imprensa – e a erosão gradual de normas políticas de longa data.Sucesso de público e de crítica nos Estados Unidos e na Europa, esta é uma obra fundamental para o momento conturbado que vivemos no Brasil e em boa parte do mundo e um guia indispensável para manter e recuperar democracias ameaçadas.

 

Contos Morais (Companhia das Letras, R$54,90) –  do escritor sul-africano J.M.Coetzee. Sete contos sobre o desejo. Ou sobre como lidamos com o desejo dentro dos limites da nossa cultura. Nesta surpreendente incursão pela forma breve, o prêmio Nobel J. M. Coetzee (2003) nos apresenta um conjunto de narrativas de brilho perturbador. Num dos textos deste livro, uma mulher se sente diariamente ameaçada por um cão. Em outro, uma escritora só encontra conforto ao cuidar de gatos abandonados. Também há passagens envolvendo bodes, galinhas, insetos. O título Contos morais, nesse sentido, poderia remeter a um diálogo com uma convenção da fábula clássica: o uso de bichos em histórias que enfatizam aspectos virtuosos da conduta humana. Como se trata de J. M. Coetzee, no entanto, nada é tão previsível. Para quem conhece a obra deste autor, a um só tempo fácil e difícil, moderna e pós-moderna, não é surpresa que a ideia de moralidade seja subvertida por uma ironia constante, feita de contradições presentes inclusive no estilo da escrita. Assim, se a linguagem é transparente e direta, a complexidade das ideias que expressa gera um curto-circuito nas certezas de quem lê. Os contos aqui não oferecem nenhuma lição. Das contradições entre natureza e cultura, Coetzee faz brotar uma obra loquaz sobre todos nós.

 

Mais forte – Entre lutas e conquistas (Objetiva, R$ 44,90) – Luana Génot. A autora é um dos maiores nomes na luta pela igualdade racial no Brasil. Ela percorre as própria memórias desde a infância, abordando suas origens, o racismo e o impacto da religião em sua formação. Ela divide opiniões sobre diferentes assuntos, da beleza à maternidade, passando pelo empreendedorismo, e discorre sobre o que acredita ser o significado de seu trabalho e suas expectativas para o futuro.

 

Umbandas – Umas histórias do Brasil (Civilização Brasileira, R$44,90) – Luiz Antonio Simas. O autor se propor a contar a história do país à luz das umbandas, no plural, reforçando o caráter efetivamente brasileiro dessa religião, diferentemente do catoliscismo que chegou com os europeus e do culto aos orixás que veio com os africanos. A obra inclui desde os primeiros registros fonográficos da palab=vra umbanda a rituais de ano-novo e carnaval, numa história que abrange todos os brasileiros.

 

Quando ninguém está olhando (Intrínseca, R$49,90) –  Alyssa Cole. Num trriller que se inspira em Hitchcock, a personagem Sydney Green, do Brooklyn, em Nova York, espanta-se com os efeitos da especulação imobiliária no bairro. Mas o motivo das mudanças pode estar além do que ela – ao lado novo vizinho, Theo – supõe. A autora, que nasceu no Bronx e foi criada em Nova Jersey, aborda, em sua estreia no gênero, temas como a gentrificação e questões raciais e de classe.

 

O turista aprendiz  (USP e Iphan, R$49) – de Mário de Andrade. Uma reedição em 2015 foi lançada por Tatiana Longo Figueiredo e Telê Ancona Lopez, com registros das andanças do autor. Publicado originalmente em 1976 com textos reunidos por Telê, o livro mostra que se o turista era aprendiz, queria aprender. No livro estão as andanças de Mario por Minas Gerais, acompanhado de Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e o filho Nonê, Renê Thiollier, a dama do café Dona Olívia Guedes Penteado e seu genro Godofredo da Silva Telles, e Blaise Cendars, o poeta suíço que encheu os modernistas de novidades europeias e destacou a brasilidade autêntica que agente precisava no próprio país. O grupo visitou Tiradentes, Congonhas, São João del-Rei e Ouro Preto (1924).  Durante três meses, Mario visitou a Amazônia (1927), acompanhado de Dulce, filha de Tarsila do Amaral, Dona Olívia e a sobrinha Margarida. De São Paulo veio de trem para o Rio de Janeiro, tomou barcos até Belém, cruzou o Amazonas, agtravessou para Iquitos, a capital da Amazônia peruana, pegou trens da ferrovia Madeira-Mamoré e chegou à Bolívia para, na volta, passar pela Ilha de Marajó, no Pará. Ele adorou o Nordeste (1928) e escreveu a Drummond: “Ah, seu Carlos, que viajão”. A bordo do vapor Manaus, em dezembro, saiu da Guanabara e navegou até Pernambuco, seguindo sertão a dentro pela paraibana Catolé do Rocha e pelas potiguares Seridó e Parelhas. Devorou cajus e se emocionou com o o coco, fechou o corpo em um catimbó em Natal e foi procurar o maracatu no  Recife e acabou num porre de éter no carnaval. De volta, em fevereiro de 1929, Mario trouxe crenças, danças e feitiçarias. Também fez Turismo de Saúde já que saúde, dinheiro e viagens eram fragilidades de Mário que quando se cansava, viajava. Em Águas de Lindóia, estância hidromineral no interior paulista, ele tratava seu “mal dos rins”; em Araxá, no Triângulo Mineiro, também lhe tirava as dores. Em Araraquara, fugia para inexistir e comer mangas na chácara Sapucaia, ao lado do “tio” Pio e esposa Zulmira, sua prima. Era ali que ele se refugiava para descansar das viagens e onde acabaria concluindo sua obra mais famosa: Macunaíma.

 

Os motéis e o poder (C&M Livros, R$58) – Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Melo. Entre revelações saborosas, os autores mostram que, recursos públicos financiaram um espaço simbólico do sexo livee, os motéis, onde tudo era permitido: adultério, orgias, homossexualidade, drogas e pornografia. A obra descreve como a revolução sexual, a luta pelos direitos da mulher, o anticoncepcional e a indústria automobilística foram cruciais para  o negócio.

 

De memes e memórias (Editora do Brasil, R$50,70) – Leo Cunha. Entre meses, textões, brincadeiras, desabafos, notícias, fake News e tudo o que está nas redes sociais, o autor garimpou alguns de seus posts favoritos para compor uma painel de crônicas  sobre tecnologia. Mesclando diversão e reflexão, o autor se dirige a jovens e adultos a partir de mergulho em baú cibernético.

 

Um século de Clariceprofessor de literatura, ensaísta e crítico, José Miguel Wisnik está lançando esse livro onde defende o engajamento político de Clarice Lispector.

 

 

PROGRAMA INFANTIL

Bem no meio – ópera-instalação que oferece uma experiência imersiva ao público. O espetáculo será apresentado em dois formatos : presencial e expandido. No primeiro, o público assiste ao vivo à performance do elenco – Luisa Vianna (Bem), Carol Botelo (Gaia) e Guilherme Borges (Ponto) -, que interage com prok=jeções filmadas dos atores Sabrina Korgut (mãe), Ciro Acioli (pai) e das crianças do Coro Infantil da UFRJ. No modelo expandido, o espetáculo será exibido numa instalação cenográfica como um cinemópera:cinema+ópera+instalação. É a história de Bem, uma menina que ds=escobre ter o dom de entrar e sair dos livros. Ela nasceu com um buraquinho nas costas, de onde surge uma asa que a faz voar. Ela tenta conversar com seus pais que estão se divorciando, mas eles não a escutam. No Oi Futuro (Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo (tel:3131-3060).Apresentação presencial: Amanhã, às 16hs. Expandida: a partir de domingo, todos os finais de semana até 19 de dezembro, Às 15h, 16h e 17h. Grátis. Para maiores de cinco anos.

LAZER

BALÉ

Theatro Municipal Bodas de AuroraNo Reino Encantado do Amor(ato III de A Bela Adormecida) e Sopro” – inédito ballet neoclássico. “Bodas de Aurora” é obra de Marius Petipa com remontagem e adaptação de Jorge Teixeira e direção cênica de Hélio Bejani e “Sopro” – ballet neoclássico inédito do coreógrafo convidado Binho Pacheco. Visto como o auge da dança clássica, Bodas de Aurora é a grande realização da carreira do coreógrafo Marius Petipa. Com música de Tchaikovsky, conta as histórias do escritor Charles Perrault.

Bodas de Aurora: Cattalabute, o mestre de cerimônias, abre as portas do salão do palácio, que foi preparado para o casamento da princesa Aurora e do príncipe Desiré. O Rei e a Rainha com sua corte recebem a Fada Lilás, que convidou todos os personagens encantados de contos de fadas infantis: Príncipe Florestan e as Pedras Preciosas, Gato de Botas e Gata Branca, Pássaro Azul e a Princesa Florine, Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau, Cinderela e o Príncipe para participarem da comemoração. Todos dançam alegremente. A princesa casa-se com o príncipe e vivem felizes para sempre. Bailarinos: Princesa Aurora – Márcia Jaqueline ou Fernanda Martiny ou Juliana Valadão; Príncipe Desiré – Cícero Gomes ou Filipe Moreira ou Alyson Trindade.

Sopro” – retrata, sobretudo, a interação do ar e suas particularidades pela conexão energética dos seres, como elemento fluído e orgânico em todas as suas formas e movimentos na poesia de tudo que é belo e efêmero, música de Ezio Bosso e os bailarinas são Márcia Jaqueline (ou Liana Vasconcelos), Fernanda Martiny (ou Tabata Salles), Juliana Valadão (ou Isa Mattos) e os bailarinos Filipe Moreira, Rodrigo Hermesmeyer, Alyson Trindade, Raffel Lima, Michael Willian (ou Moises Pepe).

O balé está em cartaz até domingo. Hoje,19h – Récita 7; amanhã, 16h – Récita 8;  domingo, 16h – Récita 9. Preço: Plateia e Balcão Nobre – R$40 (inteira) e R$20 (meia) e Balcão Superior – R$30 (inteira) e R$15 (meia). Ingressos: https://ingressodigital.com/. Classificação: Livre.Exposição

EXPOSIÇÕES

MUSEU DA HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA – a primeira exposição do Museu da História e Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), inaugurado nesta terça-feira, conta com trabalhos de artistas como Nelson Sargento, Heitor dos Prazeres e Artedeft. No coração da Pequena África, o novo espaço possui ainda um acervo de cerca de 2,5 mil itens, entre pinturas, esculturas e fotografias. Rua Pedro Ernesto 80, Gamboa. Qui a sáb, de 10h às 17h. Grátis. Site oficial:rio.rj.gov.br/web/muhcab.

Espíritos sem nome – amanhã será inaugurada essa mostra que abrange uma das séries mais importantes de Mario Cravo Neto no Instituto Moreira Salles. São 322 itens, entre imagens selecionadas das mais de 100 mil que estão desde 2015 sob a guarda da instituição, em regime de comodato, e aquarelas, vídeos e documentos vindos do Instituto Mario Cravo Neto, em Salvador. A exposição tem abordagem pessoal de sua obra e da vida familiar do artista. Também está no Espaço Itaú de Cinema o documentário “Cravos”.

MÚSICA

My friend of misery é o mais recente lançamento do saxofonista americano Kamasi Washington, a estrela do moderno jazz que surgiu em Los Angeles dos anos 2010. Ele ficou consagrado pelos álbuns The Epic(2015) e Heaven&Earth (2018) que passavam pelo spiritual jazz. My friend of misery é um trash metal. Ele também assinou a trilha de Becoming (documentário da Netflix sobre a ex-primeira dama Michelle Obama), gravou “Dinner Party”, álbum de projeto de rap-jazz-r&b de mesmo nome e ainda lançou este ano com seu grupo a faixa “Sun kissed child” para o projeto “Liberated:Music for The Movement Vol.3”. Kamasi estará pela quarta vez no Brasil em maio próximo para o Queremos! Festival 2022 (dia 28/5 na Marina da Glória) e fará shows em São Paulo e Porto Alegre.

Mônica SalmasoYouTube.  No Caipira on line a cantora  Mônica Salmaso emociona cantando Estrada do Sertão ( João Pernambuco e Hermínio Bello de Carvalho) com o Trio Conversa Ribeira, além de músicas de Paulo Cesar Pinheiro, Ivan Lins, Guinga, Renato Teixeira e até Vingança, de Francisco Mattoso e José Maria de Abreu.

Quar3ntine – A valentine in the quarantine –  a cantora e compositora Thaís Gullin volta à cena com este single que já está nas plataformas e abre alas para seu próximo álbum que será lançado em 2022. A letra é sobre um relacionamento amoroso vivido durante o isolamento social. O lançamento bem quando o mundo começa a vislumbrar uma retomada. Thaís quis lançar no momento em que o mundo reaprende a viver.

Ondas consideráveis guitarrista da banda Letrux, Navalha Carrera lança um álbum no próximo dia 3. É uma obra instrymental e foi produzida duramte o confinamento. É como uma trilha sonora, com músicas de fundo de um filme que não existe. Além da versão digital, haverá um formato físico, com postais clicados por Gabi Carrera e uma zine feita pela própria guitarrista.

SHOWS

O Teatro Riachuelo completa 5 anos honrando sua história com uma maratona cultural plural e acessível. Para celebrar os 5 anos do teatro, presenteamos o público com vendas de ingressos com valores populares a partir de R$ 5,00. Até domingo, o icônico prédio receberá os gêneros mais presentes em sua programação – teatro, musical, dança, comédia, show e música de concerto, marcando a retomada do setor cultural. Apresentações contarão com plateia presencial e online, com acessibilidade. Erguido no final do séc. XIX, símbolo do cinema de rua brasileiro nas décadas, tendo seu apogeu como Cine Palácio, na déc. de 1920 e sendo reaberto em 2016 como Teatro Riachuelo, depois de dois anos de reforma e devolvendo à população uma casa moderna e multifuncional, o prédio tombado abre suas portas para uma rica programação. As apresentações acontecerão em formado “Figital”, com plateia física e digital, chegando ao mundo inteiro, com acessibilidade.  Canal do teatro do YouTube.

Hoje

 

11h – concerto do Conjunto de Metais da Orquestra Petrobras Sinfônica.

16hFocus Cia. de Dança, com um espetáculo contemporâneo em homenagem a obra de Roberto Carlos, em “As Canções Que Você Dançou Pra Mim”.

20h – o humorista Paulo Vieira, fenômeno na TV, internet, teatro e cinema, subirá ao palco com o show Juntei Tudo Pra Te Contar”, o primeiro teste que o ator faz sozinho no palco, onde aglomera os seus melhores textos de stand up para apresentar.

 

Amanhã

 

11hapresentação da Cia de Ballet Dalal Achcar, em “Tempo de Dançar – Programa III”, com encenações de jovens talentos brasileiros da atualidade da dança encenando clássicos e contemporâneos.

 

16h – musical infantil que já é um sucesso, Zaquim, O Musical – Um espetáculo para toda a família.

 

20h– peça A Lista, com texto de Gustavo Pinheiro e direção de Guilherme Piva, onde a atriz Lilia Cabral ocupa o palco com a filha Giulia Bertolli.

Domingo

11h – concerto do Conjunto de Metais da Orquestra Petrobras Sinfônica.

16hFocus Cia. de Dança, com um espetáculo contemporâneo em homenagem a obra de Roberto Carlos, em “As Canções Que Você Dançou Pra Mim”.

20h – o humorista Paulo Vieira, fenômeno na TV, internet, teatro e cinema, subirá ao palco com o show Juntei Tudo Pra Te Contar”, o primeiro teste que o ator faz sozinho no palco, onde aglomera os seus melhores textos de stand up para apresentar.

 

 

HOJE

17h Banca do Andrépoint de happy hour na Cinelândi.A programação, gratuita, começa às 17h com um DJ, que comanda as carrapetas no intervalo da programação. O dono da banca é André Neves. Rua Pedro Lessa, esquina da Av. Rio Branco. Às sextas-feiras. Grátis.

 

20h–  Zabelê, faz o inédito show de batizado de “Auê”, que vai contar com participação de Pepeu Gomes. Filha dos ícones Baby do Brasil e Pepeu Gomes, Zabelê lança seu novo projeto “Auê”, embalado por beats eletrônicos, influências e tendências do Pop moderno. A apresentação, com participação especial de Pepeu Gomes, traz grandes hits da música Pop brasileira e do extinto grupo SNZ, onde iniciou sua carreira.Teatro Riachuelo Rio: Rua do Passeio 38/40, Centro – (21) 3554-2934. Sex, 20h. R$ 10 ou R$ 60. Ingressos via Sympla. Transmissão on-line: YouTube do Teatro Riachuelo.

22h Paralamas  – donos de grandes hinos da música brasileira, Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone apresentam sucessos de seus quase 40 anos de carreira no show “Paralamas Clássicos”, que chega ao Circo Voador depois de ser adiado por conta da pandemia. Tem ainda o DJ Marcelinho da Lua embalando a casa antes dos shows. Circo Voador: Rua dos Arcos s/nº, Lapa – 2533-0354. Abertura dos portões:Sex e sáb (esgotados), 22h. Dom, 19h. R$ 160. Ingressos na bilheteria ou via eventim.

20 hSomamos Festival:  o festival que promove a nova cena da música indepentente tem shows nesta semana de Marina Iris (sex), com intervalos do DJ Iuri; de Natasha Falcão e George Sauma (sáb), com intervalos do DJ Doni; e da Banda Biltre (dom) fechando o evento.Teatro Prudential: Rua do Russel 804, Glória – 3553-3557. Sex, 20h. Sáb, 19h (Natascha) e 20h30 (George). Dom, 19h. R$ 60. Não recomendado para menores de 12 anos. Transmissão ao vivo pelo YouTube (/teatroprudential e /mixriofm). Teatro Rival Refit: Rua Álvaro Alvim, 33/37, Centro. (21) 2240-4469. Sex, 19h30. R$ 80 via Sympla.

SÁBADO

 

20hTributo a Emílio Santiago. O cantor Valdeir Valença homenageia seu ídolo, interpretando sucessos como “Verdade chinesa”, “Saigon”, “Logo agora”, “As rosas não falam”. Com uma carreira de 30, a ele conta que sempre foi comparado a Emíio Santiago. Teatro Clara Nunes, na Gávea. Ingresso: R$ 80 (inteira).Inf: 21 2274 9696.

 

22h  Capital Inicial : Dinho Ouro Preto, Fê Lemos, Flávio Lemos e Yves Passarel sobem ao palco com uma seleção de hits que marcaram a carreira do Capital Inicial, incluindo “Olhos vermelhos”, “Natasha”, “A sua maneira” e “Primeiros erros”. No show de abertura, quem agita a plateia é a cantora, compositora e instrumentista carioca Mariana Volker. Jeunesse Arena: Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401, Barra. Sáb, 21h. A partir de R$ 100 via Eventim. Classificação etária: 18 anos

 

DOMINGO

 

13 hRoda de Samba do Pavuna: a tradicional roda de samba carioca reúne sambas e pagodes clássicos, passeando por várias décadas, estilos e referências, incluindo alguns trabalhos autorais no roteiro, que contará com a convidada Cassiana Pérola Negra. Arena Jovelina Pérola NegraPraça Ênio s/nº, Pavuna. Dom, 13h. Grátis.

 

SÁBADO

17h e 19h Os grandes clássicos do rock interpretados por um Quarteto de Cordas Noite em homenagem a algumas das melhores músicas do rock de todos os tempos. Este show deslumbrante contará com clássicos intemporais do Aerosmith, Queen, Led Zeppelin, AC/DC!  Centro Cultural Veneza. Artistas: Quarteto de Cordas -Quarteto Indiara:  Marluce Ferreira (violino),  Lylian Moniz (violoncelo), Fernando Vilela (violão) e Thiago Tavares (clarinete). Programa: Stairway to heaven – Led Zeppelin. Sweet child of Mine – Guns and Roses, Time – Pink Floyd, Nothing else Matters – Metallica, Wish you were here – Pink Floyd, With or without you – U2, Smells like a teen spirit – Nirvana, Wonderful tonight – Eric Clapton, Love of my life – Queen, Heaven – Bryan Adams, I can’t help falling in love with you – Elvis, I don’t want to miss a thing – Aerosmith, Shine on you crazy diamond – Pink Floyd, Nutshell – Alice in Chains. 60 minutos e os portões abrem 30 minutos antes. Não será permitida a entrada após o início do espetáculo. É obrigatória a apresentação do certificado de vacinação contra a covid-19 para assistir ao evento. R$45. Compra na bilheteria ou pelo site.

21h Cazas de Cazuza – ópera-rock que fez sucesso em 2000 (80 mil espectadores, a trilha sonora virou CD e está no streaming) estreia hoje reformulada. Serão três apresentações no VIVO RIO. HOJE E AMANHÃ. O idealizador e diretor do espetáculo é Rodrigo Pitta que quis demonstrar a magnitude da obra de Cazuza. O musical mostra a história de oito personagens que têm o cotidiano permeado por temas como sexo, drogas, amor e preconceito, também presentes nas 20 músicas de Cazuza que costuram a trama, como “Ideologia” e “Brasil”. O cantor e compositor Leandro Buenno diz que sua história pessoal influenciou a seleção musical do seu personagem Justo na peça que assim como ele e Cazuza convive  com o vírus do HIV. Ele desde 2017. Leandro é cantor e compositor, conhecido desde 2014, ao participar  do “The voice Brasil”, na Globo, reality onde chegou às semifinais.

DOMINGO

 

SEGUNDA-FEIRA

 

19hBar do Serginho: o bar reabriu (com comprovação de vacina) para apresentação de MPB. A última apresentação foi de chorinho. Rua Dias de Barros, 2 A – Santa Teresa. Telefone: (21) 2509-6957.

 

20h The Greatest hits: a partir de hoje, o Cine Joia receberá todas as segundas-feiras esse musical com o ex-paquito Marcelo Faustini e a banda Cezar Guerreiro. No repertório sucessos dos anos 1960, 19790 e 1980, de nomes como Elvis Presley e Little Richard. Ingressos: R$70 (inteira)

 

19h GEORGE ISRAELPocket show no CCBB.

QUINTA-FEIRA

 

21h30 Dia Nacional do SambaSamba Independente dos Bons Costumes – Fundição Progresso. Toda quinta feira. A retomada dos eventos na Fundição acontecerá em uma data simbólica, no dia 2 de dezembro – dia nacional do samba – com uma roda do Samba Independente dos Bons Costumes, que retorna toda quinta-feira, agora no palco São Sebastião, palco emblemático do samba na Fundição. Vendas abertas! Abertura do evento 21h30m. Entrada gratuita até às 22h, limitado para as 200 primeiras pessoas, por ordem de chegada. Bilheteria – de 2ª à 6ª feira, das 11h às 14h ou das 15h às 20h. Sáb. somente em dias de show, a partir das 12h. Tel: 21 3212 -0800.

TEATRO

Diariamente

G.A.L.A. Texto e direção: Gerald Thomas. Com Fabiana Gugli.Uma mulher num barco à beira do naufrágio, sozinha como a população do mundo em tempo de pandemia, briga com o autor-diretor dizendo que “Beckett não está mais lá” e que “chega de Beckett!”.Diariamente, em qualquer horário. Gratuito, com exibição no YouTube. 45 minutos. 16 anos. Até 22 de setembro de 2022.

HOJE

20h Proto – Henrique IV’- Texto: Luigi Pirandello. Direção: Gabriel Villela. Com Chico Carvalho.A adaptação do texto de Pirandello conta a história de um homem que depois de descobrir que Matilde, a mulher que ele ama, tem um caso com seu melhor amigo Belcredi, cai de um cavalo e bate a cabeça numa pedra. Ele perde os sentidos da realidade e enlouquece, passando a acreditar que é o próprio rei Henrique IV.Sex a dom, às 20h. Grátis, por meio do Sympla. 12 anos. Até domingo.

20h O Dragão : a peça do russo Eugène Schwartz, em montagem da Companhia Ensaio Aberto, e dirigida por Luiz Fernando Lobo, estreia hoje no Armazém da Utopia, declarado patrimônio imaterial cultural do Estado do Rio de Janeiro. O espetáculo é uma espécie de fábula para adultos sobre um povo que, dominado há séculos por um dragão, não conhece a liberdade. Armazém 6, Cais do Porto (2516-4893). Sex a seg, até segunda-feira. Grátis (retirada de ingresso pelo Sympla).

20hEu comigo mesmo. Peça com o humorista  Rafael Portugal no Teatro Casa Grande.  O ator do Porta dos Fundos apresenta neste espetáculo inédito, a rapidez do stand up aliada à criatividade na composição de um personagem inusitado em um show de humor e comédia no ritmo certo  que vai entreter, contagiar e fazer o público se divertir. Rafael conta um pouco das histórias mais engraçadas que aconteceram em sua vida, como por exemplo quando ele se alistou no exército e nhão tinha nenhuma noção do que iria acontecer lá dentro; de quando era adolescente e  passava o dia na casa de praia. E como morador da zona oeste do Rio de Janeiro não podiam faltar as histórias que aconteciam dentro do trem. Essas e outras histórias são contadas com muita irreverência e descontração. Aos sábados, às 20h e, aos domingos, às 19h. Ingressos: R$80 (-lateia, inteira) e R$70 (balcão, inteira). Até domingo.

SÁBADO

Alcoolika: muita gente bebeu mais durante a pandemia e, por isso, a atriz e diretora Alessandra Gelio, sóbria há quatro anos, criou a peça que estreia hoje no YouTube para falar sobre o tema. “Há quem pense que só é alcoólatra quem bebe todo dia . Na verdade, a maneira como se bebe é que determina isso. Eu, quando bebia, atrapalhava a minha vida”.

QUINTA-FEIRA

20hsAna e a tal felicidade: a peça estreou ontem inspirada no livro homônimo de Cris Pimentel. O espetáculo propor reflexões sobre a violência contra a mulher e terá debates aos domingos, após as apresentações. De quinta-feira a sábado, 20h.  Aos domingos, 19h.Teatro Sérgio Porto. Ingresso:R$30. Até  amanhã.

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