Assassino de radialista é condenado a 19 anos de prisão em Rondônia


Por Cláudia Souza

13/11/2014


 

Claudio Moleiro Sousa (Foto: Reprodução www.soemrondonia.com.br)

Claudio Moleiro Sousa (Foto: Reprodução www.soemrondonia.com.br)

O juiz Muhammad Hijazi Zaglouut, da 1a Vara Criminal da Comarca de Jaru (RO), condenou o réu Magno Sergio Soares dos Santos a 19 anos de prisão pela morte do radialista Cláudio Moleiro de Sousa, diretor da Rádio Meridional 91,1 FM de Jaru, e por tentativa de homicídio contra o locutor Alberto Dutra Duran, que foi ferido por um dos disparos.

No dia 12 de outubro de 2013, Magno dos Santos invadiu a emissora e disparou vários tiros contra Cláudio, que morreu no local. O locutor Alberto Duran, que estava trabalhando no local, foi atingido no braço direito.

Após o julgamento, ele foi reconduzido à Casa de Detenção, onde está preso há 10 meses e 22 dias.

— Escutei barulhos do lado de fora do estúdio. O Cláudio empurrou a porta me pedindo ajuda. Um homem armado invadira a emissora e disparava contra nós. Fui atingido no braço direito. Eu e Cláudio nos escondemos no estúdio de gravação e tentamos contato telefônico com a polícia. Após alguns minutos, decidi sair da rádio para pedir socorro. Quando retornei para buscar o Cláudio, vi que ele estava morto. Pedi a Deus para não ser assassinado também.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Renato Batistela Cavalheiro, minutos após os primeiros disparos, os radialistas pensaram que o assassino tinha ido embora, mas Magno dos Santos estava escondido na cozinha, onde Cláudio foi morto com um tiro no pescoço.

A investigação apontou que Magno dos Santos tentou matar Pedro Alberto de Jesus Dutra ao efetuar um disparo de arma de fogo contra ele. Nas mesmas condições de tempo e lugar do fato anterior, o denunciado matou  Cláudio Moleiro de Sousa, com disparos de arma de fogo, por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido. Constatou-se que  o denunciado estava com ciúmes de sua esposa por suspeitar que ela teria um caso com  Cláudio de Sousa.

Liberdade de Imprensa

Na ocasião, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Irina Bokova, condenou o assassinato e exigiu das autoridades brasileiras celeridade na investigação:

— O esclarecimento deste crime é essencial para preservar a liberdade de imprensa e proteger o direito dos jornalistas.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) divulgou nota de repúdio pelo assassinato. Claudio Paolillo, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, manifestou solidariedade aos colegas e parentes dos dois radialistas.

Em comunicado oficial, a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) exortou as autoridades a esclarecerem as circunstâncias relacionadas ao crime.

 

Magno Sergio Soares dos Santos sendo preso (Foto: reprodução Portal P1)

Magno Sergio Soares dos Santos sendo preso (Foto: reprodução Portal P1)

Magno Sergio Soares dos Santos sendo preso (Foto: reprodução Portal P1)

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