Maioria dos comunicadores não tem sucesso nas urnas


10/10/2016


Foto: Divulgação/TSE

Foto: Divulgação/TSE

O portal Comunique-se publicou que, apesar do jornalista Jorge Kajuru ter sido eleito o vereador mais bem votado em termos proporcionais e o apresentador de TV João Doria Jr ter faturado a prefeitura de São Paulo com 54% dos votos válidos, as eleições municipais, realizadas no último dia 2, não foram animadoras para a maioria dos profissionais da comunicação que se lançaram como candidatos.

Somando os políticos que registraram suas ocupações como jornalista e radialista, apenas 10,2% conquistaram sucesso nas urnas. Os outros 89,8% foram rejeitados pelo eleitorado ou ganharam status de “suplentes”.

O portal crescenta que, dos 1.256 candidatos que se inscreveram como “jornalista e redator” e estavam aptos a disputar o pleito deste ano, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 20 de setembro, 134 foram eleitos, o que representa 10,6%.
Dos que tiveram a preferência do público que votou no último fim de semana, 123 vão assumir cadeiras em Câmaras municipais espalhadas por 23 estados – apenas Acre, Alagoas e Rondônia não tiveram nenhum jornalista eleito. São Paulo foi a unidade federativa que mais teve jornalistas/redatores conquistando o direito de legislar, com 32 no geral.

O Comunique-se registra ainda que, além dos comunicadores que obtiveram êxito na vereança, 11 jornalistas foram eleitos prefeitos no primeiro turno. São Paulo figura como o maior responsável por levar políticos com tal ocupação ao posto máximo do poder Executivo municipal, já que cinco cidades do estado passarão a ser comandadas por jornalistas a partir de janeiro de 2017: Guararema (Adriano de Toledo Leite/PR), Itapetininga (Simone Marquetto/PMDB), Jaú (Rafael Agostini/PSB), Ourinhos (Lucas Pocay/PSD) e Pirapora do Bom Jesus (Raul Bueno/PTB).

O texto destaca que, dos políticos registrados no TSE como “locutor e comentarista de rádio e televisão e radialista”, 10 foram eleitos para assumirem prefeituras. Neste caso, o estado com maior representatividade é o Rio Grande do Sul, que terá comunicadores à frente de quatro municípios: Ametista do Sul (Gilmar da Silva/PDT), Cacequi (Franco Fonseca/PTB), Marau (Iura Kurtz/PMDB) e São José do Ouro (Antonio Biachin/PMDB). O Paraná aparece na segunda colocação, levando ao Executivo dois locutores/radialistas: Arapongas (Sergio Onofre/PSD) e Laranjeiras do Sul (Berto Silva/PSD).

Para a vereança, 137 locutores/radialistas foram eleitos, o que representa 9,8% dos que estavam com candidaturas aptas. Em comparação com os jornalistas que conquistaram mandatos, menos estados foram representados, 20 – lembrando que o Distrito Federal não conta com eleições municipais. Não elegeram nem ao menos um político com tal ocupação duas das três unidades federativas que barraram todos os jornalistas – Acre e Alagoas -, além de Amapá, Roraima e Sergipe. São Paulo novamente aparece como o estado com mais representantes, com 23 no total, seguido de Minas Gerais (com 22), Rio Grande do Sul (16), Paraná e Bahia e (9 cada).

Por partido

O PMDB foi a legenda que mais elegeu jornalistas, 18 no total. Na sequência, aparecem PP e PSB (13 cada), PSDB (11) e PDT e PTB (10). Na parte de “locutores e radialistas”, o partido do presidente Michel Temer perde a dianteira para o PDT, já que os democratas-trabalhistas fizeram 13 comunicadores eleitos; na ordem das organizações partidárias na categoria estão DEM, PP, PSD e PSDB (com 12) e PMDB (10). No geral (somando jornalistas e radialistas), o PT conseguiu eleger nove candidatos, sendo todos para o posto de vereador.

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