Amazônia, o nosso escudo contra o CO2


16/12/2009


Na verdade o efeito estufa é considerado atualmente o problema ambiental de grande relevância, tanto é que a COP-15, que está tendo lugar em Copenhague, parece que traz no bojo de sua estrutura, conclusões de programação consensual em torno de decisões que deverão ser, ou não, sacramentadas pelas representações dos paises que ali se fazem presentes, entre aqueles como os Estados Unidos, a China, a Índia, a União Européia e o nosso Brasil, o qual, espontaneamente, se comprometeu a promover a redução do gás estufa entre 36 a 40% até 20020.

A dificuldade nos parece estar situada no fato de que os compromissos de redução, hoje assumidos em relevância aos níveis de 1990, não venham a se tornarem ilógicos, face à superposição das emissões de CO2 decorrente do uso de combustíveis poluentes em razão da própria evolução industrial do mundo, mormente aqueles originados do petróleo, gás natural e carvão mineral, considerados que são, como os maiores responsáveis pelo efeito estufa em cerca de 55% no aquecimento global do planeta, segundo estudos atuais observados.

A nosso ver, sejam quais forem os resultados obtidos na COP-15 em Copenhague, o momento atual no qual o Brasil se apresenta no referido conclave lhe permite fazer respeitar os seus compromissos, tendo em vista que, as suas reservas de petróleo originados do pré-sal, cuja produção, segundo órgãos técnicos que se fazem ouvir, não deverá ultrapassar dez anos, tempo suficiente para que se possa, se assim for feito, um plano paralelo de planejamento e execução, destinados à aplicação de valores obtidos na produção de combustíveis limpos originados da nossa biomassa, bem assim a complementação que precisarmos, em termos energéticos, em decorrência da exploração e emprego das energias eólica e hidráulica em face das nossas condições privilegiadas em todo o Brasil.

Nas oportunidades que se seguirão, as obras do PAC não acabadas poderão ser concluídas, como por exemplo a eclusa de Tucuruí e as hidrelétricas em construção; a transposição das águas do São Francisco e sua revitalização; a melhoria dos portos e outras tantas que o espaço não nos permite relacionar, no momento.

Possibilidade teremos em reestruturar o nosso sistema educacional, construir uma rede hospitalar que se iguale às do chamado Primeiro Mundo, dotar as nossas Forças Armadas de armas e equipamentos que possam garantir a invulnerabilidade da nossa hiléia de Humboldt, a nossa Amazônia, celeiro de tantas riquezas inexploradas mas desde há muito contrabandeadas ante nossos olhos, para que, pelo menos possamos dissuadir invasões alienígenas porventura planejadas.

2

Para obtermos tais significativas “performances”, necessitaríamos do figurativo “homem”, o bem capital de que pouco dispomos no momento, salvo aqueles que se escondem com receio de que seus nomes venham a ser maculados como interessados em participar de quaisquer movimentos restauradores que não tenham por princípio a honra e a dignidade. Damos-lhes razão! Difícil escolher! A dificuldade não nos parece ser o homem técnico ou o laborioso operário, ambos saídos das diferentes universidades da vida; temos receio, sim, que em razão das novas condições, ao que dizem, de sermos fabulosamente ricos em razão do petróleo, possamos permitir novas criações de grupelhos de pouco ou nenhuma moral, mas altamente inteligentes, enquistados nos órgãos principais da nação, especializados em arrecadar fundos que não lhes são devidos, sempre altaneiros e sorridentes, participantes até de emendas constitucionais, das quais saberão beneficiar-se ao transgredi-las, sem que nada lhes aconteça.

A verdade é que, a sociedade, bastante dividida em todos os sentidos, se vai tornando cada vez mais desinteressada em participar da vida da Nação, o que consideramos muito grave e nos leva a participar de possíveis movimentos a fim de incentivar qualquer instituição social, a executar programas atinentes aos exames de fatos relacionados aos segmentos políticos e sócio-econômicos do País, apontando-os e criticando-os quando necessário, de modo objetivo e criterioso, objetivando e considerando reações.

Não deverá haver condições para deixarmos de lutar, se julgarmos muito apropriadamente que o futuro não nos pertence.

Bernardino Capell Ferreira é jornalista, escritor, sócio da ABI e membro titular do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil.

Siga a abi

© 2013 ABI - Associação Brasileira de Imprensa – todos os direitos reservados -Rua Araújo Porto Alegre, 71 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, Cep: 20030-012