Acusado do homicídio de Santiago Andrade não comparece à audiência


05/02/2015


O réu Fábio Raposo Barbosa não compareceu à sexta audiência de instrução e julgamento do processo em que 23 ativistas são acusados de associação criminosa por praticarem atos violentos nas manifestações que começaram em meados de 2013, realizada nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A Defensoria Pública, responsável pela defesa de Raposo, pediu a dispensa do acusado, alegando desgaste.

Raposo está preso no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste, acusado do homicídio do cinegrafista Santiago Andrade, que completa um ano nesta sexta-feira, dia 6. Caio Silva Rangel, que também está preso, acusado pela morte de Santiago, compareceu à audiência. Igor Mendes da Silva, que foi preso após descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça, também esteve presente.

Dos 23 réus do processo, 20 foram à sede do Tribunal de Justiça. Além de Fábio Raposo, não participaram da audiência da 27ª Vara Criminal Elisa de Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, e Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, a Moa, ambas consideradas foragidas.

Ao todo, 13 testemunhas de defesa foram ouvidas, arroladas pelas defesas dos réus Joseane Maria Araújo de Freitas e Pedro Brandão Maia. As testemunhas responderam a perguntas dos advogados de defesa, que procuraram dissociar a imagem dos acusados de eventuais condutas violentas. A representante do Ministério Público e o juiz Flávio Itabaiana não questionaram as testemunhas sequer uma vez.

Cerca de trinta militantes do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) estão reunidos na porta do Tribunal de Justiça e exibem uma faixa em que pedem “liberdade para Igor Mendes e todos os presos políticos da cidade e do campo”. Os militantes exibem também mensagens contra o governador Luiz Fernando Pezão e o prefeito Eduardo Paes. O movimento, acompanhado por policiais militares, é pacífico.

Nilce Corrêa, mãe de um dos réus, afirma que não pôde entrar na sala de audiências vestida com a camisa que dizia “Liberdade aos presos políticos”. “Fui barrada na porta, por ordem do juiz. Não tinha outra camisa para usar, então virei a blusa do lado do avesso”, contou.

* Com informações do jornal O Globo. 

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