ABI recebe estudantes de arquitetura da PUC-Rio


16/10/2019


O edifício Herbert Moses, sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), recebeu, nesta tarde de quarta-feira (16), a visita de 20 alunos do departamento de História da Arte e Arquitetura da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). A visitação faz parte do currículo de História da Arte e Arquitetura, realizada anualmente pelas turmas da graduação.

Coordenado e orientado pelo professor Masao Kamila, o passeio é uma aula prática e complementa os estudos teóricos de sala de aula. O professor conversou sobre a funcionalidade do estilo modernista e sobre o contexto histórico e político em que foi construído o prédio da ABI, a partir de um concurso público. “Na época foi convocado um concurso para sua construção e o arquiteto Oscar Niemeyer participou. Os irmãos Marcelo e Milton Roberto venceram o concurso e edifício foi construído entre 1936 a 1939”.

Os estudantes tiveram uma aula de arquitetura modernista em pleno prédio da ABI. O professor Kamila analisou as características da construção. Durante a visita ao 11º andar, o professor falou sobre o pavimento único, típico do estilo modernista, que “gosta de espaços abertos”. Kamilla explicou a tecnologia do brise de soleil do prédio da ABI, que foi uma forma de pensar elementos para resolver a questão da luminosidade e da luz, mas deixar o espaço aberto:  “Essa técnica da fachada brise soleil do prédio da ABI é intermediário, não é um brise soleil clássico, como a arquitetura conhece na África, por exemplo”, explicou o professor, mostrando estruturas do brise soleil aos alunos com as mãos.

Durante visita ao saguão do 9º  andar, o professor destacou a parte técnica do andar que são dois andares em um. “Esse tipo de construção tem um caráter totalmente experimental, principalmente para a época. Cria sensações de diferentes alturas; de que esse andar seria uma casa, essa é a ideia. O nono andar tem um pé direito que cria a ideia de um duplex. O espaço é claro e iluminado, e com a ajuda do brise soleil, no décimo andar. E sem ornamento. Tudo tem uma função na arquitetura. O bom arquiteto não despreza um pontinho de luz. Tudo tem uma função”, diz ele, apontando para o é direito. No auditório Oscar Garambino, os estudantes observaram as paredes e a acústica perfeita.

O professor destacou a arquitetura modernista, impressionante não só para a época, como para os dias de hoje, e o papel político da entidade. “Os andares estão bem conservados e continuam servindo a necessidade das pessoas. Um espaço que teve um papel histórico muito importante na história da Modernidade como na defesa da democracia e na resistência contra a ditadura”.

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