ABI lamenta a morte de Kirchner


29/10/2010


Em mensagem enviada nesta quinta-feira, 28 de outubro, à Presidente Christina Kirchner, a ABI expressou seu pesar e lhe mandou solidariedade pelo passamento do ex-Presidente Néstor Kirchner, apontado pela Casa como responsável por grande contribuição aos direitos humanos na América e no mundo, graças à sua atuação, quando chefe de Estado da Argentina, para revogar a legislação, originada do Governo Carlos  Menem,  que protegia os autores de assassinatos, seqüestros, desaparecimentos de cadáveres e  torturas de presos políticos durante a ditadura militar instaurada no país vizinho.
 
Graças à firmeza e à coragem política de Néstor Kirchner e sua adesão aos valores democráticos, salientou a ABI, foi possível julgar e condenar os criminosos que assaltaram o poder, à frente  o ditador  Jorge Videla, condenado à prisão perpétua. A ABI dirigiu-se também ao Cônsul-Geral da Argentina no Rio de Janeiro, Eduardo Mallea, pedindo-lhe que dê ciência de sua manifestação de pesar à colônia argentina no Rio. A mensagem da ABI foi esta:
 
“Como chefe de Estado e como companheira de vida e de lutas desse notável estadista, peço-lhe que receba a manifestação de profundo pesar da Associação Brasileira de Imprensa pelo passamento do Presidente Néstor Kirchner, cujo desaparecimento prematuro priva seu país e o mundo de um extraordinário defensor dos direitos humanos, dos valores democráticos e do progresso social. Néstor Kirchner impôs-se à admiração de seus contemporâneos no mundo ionteiro  pela  coragem política com que liderou a revogação da legislação do Governo Carlos Menem que protegia os autores de assassinatos, seqüestros, desaparecimentos de cadáveres e torturas de presos políticos durante a ditadura que infelicitou seu país. Graças  à firmeza de Néstor Kirchner  foi possível julgar e condenar  tantos criminosos, à frente o ditador Jorge Videla, que cumpre pena de prisão perpétua. Receba o nosso abraço de solidariedade, que peço seja transmitido a outros parentes do ilustre morto. Cordialmente, Maurício Azêdo, Presidente da Associação Brasileira de Imprensa-ABI.”