Entidades se solidarizam a Patrícia Campos Mello


12/02/2020


Ontem, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito das fake news, a jornalista Patrícia Campos Mello foi vítima de ataques inadmissíveis por parte do depoente Hans River, ex-funcionário da empresa Yacows, especializada em disparos em massa de mensagens de Whatsapp.

Sem nenhuma evidência ou compromisso com a verdade, o depoente fez sérias acusações contra a jornalista, gerando uma onda de ofensas em seus perfis nas redes sociais que tentaram ferir suas imagens pessoal e profissional. O ataque soma-se aos recorrentes casos de intimidação e agressão a veículos de imprensa e jornalistas, ferindo o princípio constitucional de liberdade de imprensa e expressão. Trata-se ainda de uma tentativa de desmoralização à instituição da CPMI, instância relevante para a investigação de crimes e escândalos no Brasil.

Em tempos de banalização do ódio e do absurdo, é preciso denunciar a estratégia de destruição de reputações e instituições.

Os democratas deste país não podem observar calados à busca sistemática de degradação da reputação de jornalistas, adversários políticos, organizações da sociedade civil e todos os que façam críticas ao governo.

O que Hans River fez ontem foi “subir a barra” das dinâmicas de hostilidade e linchamento virtual. A linha que ele cruzou é a de mentir escancaradamente em uma instância em que a mentira é considerada crime. Não apenas proferiu inverdades com o intuito de se defender, mas mentiu atacando pessoas e instituições que vêm investigando e denunciando a indústria que prolifera notícias falsas no Brasil.

Os democratas deste país não podem observar calados à busca sistemática de degradação da reputação de jornalistas, adversários políticos, organizações da sociedade civil e todos os que façam críticas ao governo.

O que Hans River fez ontem foi “subir a barra” das dinâmicas de hostilidade e linchamento virtual. A linha que ele cruzou é a de mentir escancaradamente em uma instância em que a mentira é considerada crime. Não apenas proferiu inverdades com o intuito de se defender, mas mentiu atacando pessoas e instituições que vêm investigando e denunciando a indústria que prolifera notícias falsas no Brasil.

O único jeito de impedir que esse tipo de comportamento seja premiado é a repreensão pública por parte de atores políticos de diversos campos, bem como a punição em âmbito legal pelo crime que representa.

Esta nota, assinada por diversos atores da sociedade civil, atende ao primeiro ponto. E seguiremos atentos na exigência de que as devidas medidas judiciais sejam tomadas.

Solidarizamo-nos com Patrícia, jornalista premiada internacionalmente, e a parabenizamos por sua força e coragem diante deste episódio marcado por tantas atrocidades. Seguimos firmes e fortes ao seu lado no combate à indústria de fake news, e na defesa das instituições e da democracia brasileiras.

Organizações que assinam essa nota:

ABI – Associação Brasileira de Imprensa

Abong – Associação Brasileira de ONGs

Ação Educativa

Bancada Ativista

Brasil 21

Casa Fluminense

CENPEC Educação

CHAMA

Conectas Direitos Humanos

Delibera Brasil

Fundação Avina

Frente Favela Brasil

IDS – Instituto Democracia e Sustentabilidade

Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social

Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas

Instituto Vladimir Herzog

Instituto Igarapé

Instituto Socioambiental

Judeus pela Democracia

Movimento Acredito

Open Knowledge Brasil

Oxfam Brasil

Política Viva

Projeto Saúde e Alegria

Transparência Brasil

Transparência Capixaba

Vote Nelas

342Artes

 

 

A Diretoria decidiu reabrir o prédio da ABI de 07/07/2020 até 10/07/2020 das 9h às 17h, apenas com serviço de portaria, ascensoristas e funcionários da limpeza, seguindo protocolos mínimos:

– Uso de máscaras;
– Termômetro digital para medir a temperatura dos usuários do prédio;
– Distanciamento de 1,5 metros na portaria entre as pessoas para subir no elevador;
– Os elevadores só poderão levar no máximo 2 pessoas e levarão passageiros do 4° ao 8° andar, o acesso ao 2° e 3° andar será feito pelas escadas;
– Os elevadores terão um recipiente de álcool gel para ser utilizado e serão desinfetados a cada 2 horas ;
– Não poderá haver aglomeração em nenhum andar.

Antero Luiz Martins da Cunha
Diretor Administrativo