ABI divulga livro sobre a Petrobras


19/11/2019


Uma luta de quase 90 anos

 

A divulgação dos 17 capítulos  do livro “A Saga da Petrobrás, Da Revolução de 30 aos Dias do Pré-Sal (A luta pelo petróleo brasileiro desde o primeiro governo Vargas)”  irá culminar com uma grande manifestação marcada para o próximo dia 12/12, no auditório do 9º andar da ABI, na Rua Araújo Porto Alegre, 71, Centro.

Este movimento será o marco de uma série de outras iniciativas com o objetivo de chamar a atenção, novamente,  da opinião pública brasileira sobre medidas que vem sendo tomadas, de maneira silenciosa, para acabar com o monopólio do petróleo. Mais de 15 instituições representativas da Sociedade Civil Organizada brasileira conduzem  esta campanha. A cada três dias, os leitores deste site terão à  disposição dois capítulos dos 17 que compõem a saga contada por Ribeiro.

Um dos mais importantes biógrafos de Getúlio Vargas, o autor recupera os debates e as iniciativas que possibilitaram o Brasil conquistar a autossuficiência no suprimento desta estratégica matriz energética. José Augusto Ribeiro está antecipando o lançamento desta sua obra, através da ABI, por entender que a Petrobras voltou a correr riscos de ser privatizada ou desmantelada pelo atual governo.

Ribeiro resgata os bastidores dos primeiros meses da “Era Vargas”,  em 1930, quando o presidente assinou o primeiro decreto dando fim à “Farra das Concessões” às empresas estrangeiras. Este foi o primeiro passo em direção ao monopólio do petróleo e a consequente criação 24 anos depois da empresa que iria se encarregar de exercê-lo.

“Saga da Petrobras” nos conduz desde o término da Revolução de 30 até os dias atuais.  Mais precisamente, a maio de 2018, data em que o País parou por conta de uma avassaladora greve de caminhoneiros. Além dos transtornos e dos prejuízos de bilhões de dólares, a paralisação desses motorista reacendeu a preocupação em torno do controle sobre os preços e a distribuição de derivados do petróleo essenciais como o diesel e a gasolina.

“O País que entrega o seu petróleo, entrega também a sua soberania”, a frase dita por Getúlio, naquela época, aparece no livro de José Augusto Ribeiro como uma espécie  premonição. Ou melhor,  um oportuno alerta às gerações atuais que se têm mantido indiferentes aos ataques sorrateiros à Petrobrás.

Na sede da ABI realizaram as reuniões patrióticas que antecederam a Lei de 1953, que instituiu a Petrobras. Na noite de 1º de agosto de 1988, parlamentares de várias tendências, intelectuais, representantes de entidades da sociedade civil e centenas de populares lotaram o auditório da Associação, numa manifestação em defesa do monopólio estatal do petróleo, contra os contratos de risco e pela nacionalização das riquezas minerais do País. O ato foi presidido por Barbosa Lima Sobrinho.

Como se sabe, a ABI foi uma das pontas de lanças, nas décadas de 30 e 40, com a campanha “O petróleo é Nosso” que conscientizou brasileiros de todos os matizes ideológicos e sociais da importância estratégica de se ter o controle da União sobre a produção e o refino do petróleo. Uma luta considerada pelo economista Carlos Lessa (ex-presidente do BNDES) “como uma das mais transformadoras da história do Brasil”.

Reparem que José Augusto Ribeiro faz questão de manter em seu livro a grafia original do nome da estatal. “Petrobrás”, aparece sempre com o acento agudo sobre a letra “a”. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, quando tentaram mudar o nome da companhia para “Petrobrax”, aproveitaram para eliminar o tal acento. A nova expressão pretendida pelos tucanos não vingou. Aos ouvidos de quem fala a língua inglesa, ela poderia dar margem a interpretações capciosas. Ribeiro considera essa  trapalhada  como: “um provincianismo atroz”.

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Leia abaixo os capítulos do livro:

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