17 de agosto de 2022


A Mídia e o Ato


31/05/2021


Por Dermeval Netto, jornalista associado à ABI


Vanessa Ataliba Zimel – Press Folhapress

Muitos posts no facebook desde o sábado 29.5, fazendo a crítica da (não) cobertura do Ato “Fora Bolsonaro” pelo JN e outros telejornais.

Há que se entender qual é o conceito do jornalismo Global. O JN e congêneres são telejornais bancados pelas forças mais retrógradas do poder dominante do país e feitos por jornalistas tacanhos, submetidos, subservientes e submersos, sem perfil para a prática do jornalismo que busca e realça a verdade, sem espírito crítico algum, jornais e jornalistas a serviço do negócio, com o caráter mercadológico, onde os fatos são tratados como objetos sem vida, secos e molhados.

A marca deste jornalismo é a sua parcialidade, é ser tendencioso, representar interesses na disputa do poder político, que é também o de informar/desinformar, mascarar, manipular. Nada a esperar do JN ou qualquer outro telejornal global.

A cobertura foi até inesperada ao mostrar imagens, mesmo que reduzidas, dos eventos. Mas o principal do jornalismo não é só o que mostra, mas o como mostra. As mídias hegemônicas operam seu poder no jogo do que revelam/escondem, e nas narrativas de falseamento e deturpação com que operam.

O Ato “Fora Bolsonaro” constituiu-se no início de uma marcha nacional inevitável e irreversível contra o regime autoritário, perverso, genocida, ao qual estão atreladas as empresas da grande mídia, que mordem e assopram o goverrno, apenas no afã de outros e novos negócios. Onde imprensa é, em primeiro lugar, empresa, capital, poder.

Cobrar dignidade e seriedade no jornalismo mercantil e mercenário da Globo é absolutamente inútil. Melhor acreditar em Papai Noel e no Coelhinho da Páscoa. E por falar em fábulas, a Globo está mais pra Pinnochio.

Ps: No domingo 30.5, poucos dos jornalões deram fotos dos eventos do Ato em primeira página, somente a Folha de SP, O Dia e o Correio Brasiliense. Rendendo-se, de modo tímido, e até envergonhado, aos fatos. Fatos que, apesar da mídia global e outras, vieram para seguir em frente, pelas ruas, a única saída.

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