Decretada prisão de policiais acusados de agredir jornalistas


16/07/2014


Protesto contra a Copa do Mundo na Praça Saens Peña, Zona Norte do Rio, nas imediações do Maracanã (Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Protesto contra a Copa do Mundo na Praça Saens Peña, Zona Norte do Rio, nas imediações do Maracanã (Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A Polícia Militar determinou a prisão administrativa de quatro policiais suspeitos de agressão e roubo durante os protestos no Rio de Janeiro contra a Copa do Mundo no último domingo, 13 de julho. Pelo menos 15 profissionais de imprensa foram atacados por PMs na região da praça Saens Peña, na Tijuca, Zona Norte. Os acusados são soldados e ficarão presos no Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos, por ordem do comandante da unidade.

Os policiais que participaram da operação receberam instruções para se apresentar ao batalhão de grandes eventos, onde permanecerão detidos.  Os inquéritos policiais-militares foram abertos depois que vídeos e fotos divulgados na imprensa e mídias sociais flagraram soldados agredindo jornalistas e manifestantes.

Um soldado é suspeito de agredir o cinegrafista canadense Jason O’Hara. O jornalista foi chutado no rosto quanto estava sentado no chão e teve sua câmera roubada. Ele foi ferido ainda por cassetetes e estilhaços de bomba.

Outro é suspeito de ter roubado uma câmera do jornalista canadense. Um terceiro soldado é suspeito de agredir o repórter fotográfico do Portal Terra Mauro Pimentel. As fotos do jornalista mostram o momento em que o suspeito agrediu Pimentel com um cassetete.

Habeas corpus

Nesta terça-feira, 15 de julho, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro conseguiu uma liminar em habeas corpus em favor da radialista Joseane Araujo de Freitas, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A radialista deve ser solta ainda nesta quarta-feira, 16 de julho, junto com outros presos que conseguiram a liminar. Joseane Araujo de Freitas é uma das 17 pessoas presas um dia antes da final da Copa do Mundo, no dia 12 de julho, como parte da operação “Firewall 2”. Os ativistas respondem pelo crime de formação de quadrilha armada, com pena de até três anos de reclusão.

*Com informações do Portal Imprensa e do Comunique-se. 

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